Recomendam educar sobre o sexting nas escolas para evitar práticas sexuais de risco

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Um estudo da Universidade do Sul de Califórnia, dirigido por Eric Rice e publicado na revista Pediatrics, associa o sexting entre adolescentes com uma maior probabilidade de um comportamento sexual de risco.

Os pesquisadores basearam-se em um amplo questionário a 1.839 estudantes de instituto em Los Angeles. O 12% do total de estudantes reconheceu ter enviado alguma mensagem ou uma foto de sexo explícito e quase o 54% assegurou conhecer a alguém que fazia estas práticas de sexting.

O estudo indica que as garotas que enviam fotos nuas com seu celular eram as que mais provável era que tivessem também um relacionamento sexual de risco, que tivessem relacionamento com vários namorados ou que consumissem álcool e drogas antes de praticar o sexo. Este vínculo com práticas de risco confirma as advertências de um anterior estudo do Centro de Investigação sobre Delitos contra os Meninos, da Universidade de New Hampshire e outro da Universidade de Texas.

A conclusão dos autores do estudo é que o sexting mais que um substituto do sexo físico, faz parte de um conjunto de práticas sexuais de risco entre os adolescentes. Recomendam aos médicos que falem do sexting com os garotos de uma maneira amistosa como maneira de introduzir o debate sobre as práticas de risco em general com o fim de prevenir doenças de transmissão sexual e gravidezes não desejadas, bem como introduzir o sexting e seus riscos na educação sexual nos colégios.

Fonte: Riesgos en Internet