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Aumentam os casos de sextorsão pela oferta de sexo fácil via webcam

Sextorsao Amy 16

A vítima conhece ao agressor nas páginas de relacionamento da Internet e estabelece o contato que termina, mais cedo ou mais tarde, em cibersexo onde ambos tiram suas roupas na frente da webcam.

O chantagista registra a vítima nua e solicita dinheiro para que não seja publicado ou mesmo mostrado aos seus amigos e familiares identificados pelas redes sociais.

Muita gente navega pela Internet para conhecer pessoas novas e, em alguns casos, propositadamente ou não, pode até surgir algum tipo de experiência sexual. Para fazer isso existem diversas formas, embora existam algumas clássicas como os sites de relacionamentos. Mais recentemente, estão surgindo sites onde se pode conversar com estranhos aleatoriamente usando a webcam, como ,por exemplo, o Chatroulette, que em grande parte marcam a tendência para relacionamentos mais superficiais e, talvez, com mais riscos.

Como diz Jorge Flores, diretor e fundador de TelasAmigas, “Temos recebido várias chamadas nas últimas semanas, especialmente de jovens que dizem estar sendo chantageados por alguém que os vira nus pela webcam. O contato iniciou-se em um site de relacionamento ou em uma conversa mas depois trocaram mais informações ou dados que o chantagista utilizou posteriormente. Em alguns casos, trata-se de algo muito rápido: se conhecem,  ficam nus diante da câmara e começam a chantagem exigindo dinheiro dentro de 24 horas. Outras vezes, o jogo dura mais tempo, mas o resultado é o mesmo”. Em muitos casos, a quantidade solicitada se encaixa no perfil da vítima que já havia sido estudada previamente uma vez que o objetivo do agressor é o deposito imediato.

Cada vez mais recebemos notícias que confirmam o aumento alarmante destes tipos de casos em várias partes do mundo: Singapura, Rússia, Brasil, Uruguai … e também Espanha, como já advertiram pesquisas realizadas em 2011 . Às vezes o processo da sextorsão termina tragicamente.

Um engano duplo: nem mesmo existe realmente uma pessoa nua do outro lado

Em alguns casos trata-se de uma gravação e, do outro lado do videochat existe apenas uma pessoa controlando o que a vítima acredita estar vendo e que seleciona as cenas quando ela está nua. Também pode se tratar de meninas contratadas para seduzir e ficarem nuas em frente da webcam para depois deixar a extorsão para os profissionais. Em qualquer caso, o que a vítima acredita ver é uma oportunidade, alguém que quer o mesmo que ela e que, geralmente, começa incentivando e oferecendo a despir-se em primeiro lugar. A partir desse momento, tudo é possível e quando a isca é realmente uma pessoa se alcançam limites inimagináveis nesta suposta relação íntima digital, mas especialmente virtual.

Os criminosos acercam-se ao círculo social da vitima para apresentar uma ameaça maior. Tratam de conhecer ou entrar na vida digital social de sua vítima (por exemplo, colocando-se por engano ou por direito em seu circulo nas redes sociais: Facebook, MySpace …) para que possam ameaçar a revelar precisamente o seu núcleo relacional , seus contatos, a existência de tais imagens comprometedoras.

O perfil das vitimas

É muito variado, talvez especialmente os homens, ainda que aconteça também com as mulheres. A vítima típica pode ser um rapaz ou homem adulto que pensa que encontrou uma mulher com quem compartilhar um momento de excitação e práticas sexuais usando a webcam. No entanto, podemos encontrar mulheres de meia idade e meninos adolescentes. “É possível que haja proporcionalmente mais vitimas entre a população homossexual, mas não podemos confirmar estatisticamente. A causa pode ser o predomínio dessas pessoas na hora de buscar experiências alternativas enquanto em seu ambiente habitual, físico e imediato, não há oportunidade ou não é assumido com tanta naturalidade”, disse Jorge Flores.

O que fazer diante de uma chantagem?

Segundo TelasAmigas   “ainda cada situação é diferente e requer um tratamento específico”, estes são os 10 passos que você pode seguir, se você não foi capaz de impedir que alguém iniciasse uma “sextorsão“:

Instruções para uma vitima de “sextorsão”:

  1. Peça ajuda. Solicite o apoio de um adulto de confiança.
  2. Não ceda à chantagem. Não aceite as solicitações do chantagista se com isso ele se torna mais forte.
  3. Não dê informações adicionais. Qualquer dado ou informação pode ser usado pelo chantagista.
  4. Salve as provas. Quando te ameaçarem, guarde coisas delicadas… capture a imagem da tela e grave a data e a hora.
  5. Remova informações delicadas. Apague ou salve em outro lugar as informações ou imagens privadas que você pode ter. Se você não tiver feito, tampe a webcam.
  6. Remova malware. Certifique-se de que você não tem nenhum software malicioso – trojans, spyware… – em seu computador.
  7. Altere as senhas. Você pode estar sendo espionando em suas comunicações nas redes sociais.
  8. Veja se o agressor pode realizar suas ameaças. Muitas ameaças são blefes, não são verdadeiras. Tente comprovar que ele tenha as imagens que diz.
  9. Diga ao agressor que ele está cometendo um crime. Ele deve saber que a lei pode persegui-lo e que você sabe disso.
  10. Faça uma denúncia. A lei persegue duramente tais crimes, especialmente se você é menor de idade.

     

    Recursos de prevenção

     

    Adolescente francês suicida-se após sextorsão «express» na Chatroulette

    webcam

    Tudo aconteceu muito rápido. Gauthier, de 18 anos, voltou da escola e começou a falar com uma desconhecida por Internet no serviço de videochat com desconhecidos Chatroulette. Pouco depois, começaram as confidências, a sedução e ambos terminaram se mostrando através da câmera web. Também se fizeram amigos em Facebook. Então, o tom da garota mudou radicalmente; ameaçou o garoto com difundir um vídeo com a captura do sexcasting que acaba de fazer, onde aparecia nu. «Tenho um vídeo pornô teu. Se não me dá 200 euros, destruirei tua vida», lhe escreveu. Em uma semana mais tarde, Gauthier tirou-se a vida.

    Este acontecimento lembra a trágica morte de Amanda Todd. Esta canadense de 15 anos foi vítima de ameaças em Internet após que enviasse, pela webcam, a imagem de seus peitos nus a um desconhecido (feito conhecido como flashing). Sua morte provocou um grande impacto na sociedade canadense. «Tinham-nos falado da canadense que se suicidou após ter ensinado seus peitos», contam os pais de Gauthier ao diário Le Parisien. «Canadá está bem longe, achávamos que algo assim não aconteceria nunca aqui. Mas pode-lhe passar a qualquer», acrescentam.

    Fonte: Riesgos en Internet

    Suspeito pela sextorsão a Carolina Dieckmann é menor de idade

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    Entre os responsáveis por invadirem o site da Cetesb e divulgarem fotos íntimas da atriz Carolina Dieckmann, que segundo as investigações são do interior de Minas Gerais e São Paulo, acha-se um menor de idade quem seria o responsável por pedir R$ 10 mil para que as fotos não fossem publicadas.

    Uma varredura no computador de Carolina constatou que foram roubados 60 arquivos dela. De acordo com o advogado dela, Carolina disse que não sabia que as fotos íntimas estavam no computador que ela mandou para o conserto.

    De acordo com o advogado, Carolina havia procurado a polícia antes da publicação das fotos, que orientou a não divulgar a chantagem e a responder aos e-mails para montar uma emboscada. Entretanto, o chantagista enviou as fotos para dois sites pornográficos na Inglaterra e nos EUA, que publicaram as imagens. Em 15 deste mês tambem foram publicadas no site público da CETESB, substituindo a página de início.

    O advogado da atriz notificou o Google para bloquear a busca por essas fotos e conseguiu que os sites pornográficos que inicialmente a publicaram, as retirassem do ar.

    A atriz tambem viu no mesmo caso creakeada a sua conta na rede social Twitter.

    Fonte: R7

    Lançamento do livro “Vivendo ESSE mundo digital”

    Banner ESSE MUNDO Livro

     

    No próximo dia 16 de maio, no Espaço Cultural João Calvino – Universidade Presbiteriana Mackenzie, terá lugar o lançamento do livro “Vivendo ESSE mundo digital: Impactos na saúde, na educação e nos comportamentos sociais”.

    O livro trata as consequências nos níveis educativos, sociais e de saúde do mundo digital e foca-se em certas questões como o sexting, a sextorsão e o grooming, riscos relacionados ao uso da internet e principalmente ao envio de conteúdos próprios de teor sexual. Assim mesmo, centra-se na proteção da privacidade no uso das redes sociais e faz questão do uso seguro das tecnologias da informação e da comunicação.

    Conta com a colaboração de Jorge Flores, Diretor e Fundador de TelasAmigas –inciativa pela  promoção do uso seguro e saudável da Internet e o fomento de uma cidadania digital responsável na infância e na adolescência– quem redigiu os capítulos “Sexting, sextorsão e grooming” e “Redes sociais, privacidade, uso seguro da tecnologias de informação e comunicação”.

    Junto com o lançamento haverá uma sessão de autógrafos da qual farão parte os organizadores do livro Cristiano Nabuco de Abreu, Evelyn Eisenstein e Susana Graciela Bruno Estefenon.

    Data: 16 de maio (quinta-feira) Horário: 18h

    Local: Espaço Cultural João Calvino – Universidade Presbiteriana Mackenzie

    Endereço: Rua da Consolação, 930, São Paulo / SP.

     

     

    Duplamente vítimas de sexting : criminalização no âmbito profissional

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    O fenômeno do sexting, anglicismo proveniente da conjugação sex (sexo) + texting (envio de SMS), é uma prática crescente . Se no início circunscrevia-se ao envio e recebimento de imagens e vídeos de conteúdo sexual através de telefones celulares, atualmente tem abrangido outros aparelhos digitais, como os computadores, ampliando também as suas consequências.

    Um dos principais riscos derivados da prática de sexting é a sextorsão, ser vítima de uma chantagem sexual originada a partir do  envio de imagens próprias. O objetivo  da coação vai desde ganhar dinheiro até obter mais vídeos ou fotos eróticas. A ameaça ligada , geralmente, é sempre a mesma e consiste na publicação das imagens ou no envio aos/às parentes, amigos/as  e pessoas queridas.

    Porém, às vezes as coações vão mais além e atingem não só a vida pessoal ,mas também a vida profissional da vítima, seja ela estudante ou trabalhadora. A vinculação das imagens eróticas com a web da instituição de ensino ou com a empresa empregadora pode não somente afetar a sua vida pessoal,  como também arruinar  sua vida profissional presente e futura.

    No entanto, da mesma forma que chamamos a atenção para  a importância de que parentes e amigos/as  ajudem às vítimas de sextorsão, também devem fazê-lo as instituições em que elas participam. A solução não está em criminalizar a quem sofre coações, isso só intensifica o problema. Consiste, porém, em oferecer apoio à vítima e em identificar o autor ou a  autora para, depois, iniciar uma campanha de repúdio contra essas  práticas e, se for necessário, acudir à polícia.

    É mais, também não consiste em ignorar o problema, pois só reafirma  a vítima na sua condição. O caso de Amanda Todd é exemplo disso. Durante três anos sofreu cyberbullying de seus/suas colegas em diferentes escolas sem que essas instituições fizessem  nada. Uma captura  da imagem da sua webcam enquanto ela, com 12 anos, estava sendo  enganada para mostrar seus seios e seu  posterior envio aos amigos/as  e parentes por parte do aliciador, foi o início do seu calvário, o qual, infelizmente, finalizou-se somente com o seu suicídio.

    Devemos, então, ter sempre claro que quem aparece na foto é vítima de um delito e, em nenhum caso, está manchando o nome de instituição nenhuma, seja ela qual for. Tirar-se fotos de conteúdo erótico e enviá-las é uma prática que se enquadra em uma relação íntima e não fere ninguém. Por isso, toda ação que traia essa confiança merece um absoluto repúdio assim como um total apoio a quem está vendo sua honra, intimidade e privacidade violadas.

     

    A entrada em vigor da Lei “Carolina Dieckmann” estabelece punições específicas para os crimes cibernéticos

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    Nesta terça-feira, 2 de abril, entrou em vigor a Lei 12.737/2012, que  considera crime a invasão de sistemas e aparelhos eletrônicos como celulares, computadores ou redes para a obtenção de dados particulares.

    Também conhecida como lei “Carolina Dieckmann pelo vazamento de 36 fotos íntimas do correio eletrônico da atriz, foi sancionada em dezembro do ano passado para dar resposta aos novos crimes surgidos no âmbito informático.

    A recente lei pune com multa e prisão de três meses a um ano a quem invada dispositivo informático alheio e estabelece uma pena maior caso as informações obtidas sejam comunicações eletrônicas privadas ou segredos comerciais ou industriais, em concreto, de seis meses a dois anos de prisão e multa.

    A divulgação, comercialização ou transmissão dos dados ou informações a terceiras pessoas aumenta também a pena, nesse caso de um a dois terços.

    A intenção da lei é proteger a privacidade de quem navega na internet, mas não deve ser um instrumento para as pessoas se relaxarem e deixarem seus sistemas sem proteção. O especialista em Direito Eletrônico, Afonso Silva, adverte que “a partir do momento que a pessoa também não se protege, ela fica descoberta da lei federal”.

    Além disso, especialistas criticam as penas estabelecidas pela lei assim como a falta de discussão em torno dela.

    Fonte: Lei 12.737/2012 e artigo na Globo Especialista em Direito Eletrônico explica Lei Carolina Dieckmann, de 3 de abril de 2013.

    Rússia: 450 meninas vítimas de um sextorsionista nas redes sociais

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    A polícia de Moscou anunciou na terça-feira ter detido a um homem de 29 anos, suspeito de ter abusado a mais de 450 meninas através de internet, obrigando-as mediante chantagem (sextorsão) a efetuar atos sexuais ante sua câmera web.

    Segundo o explicado pela polícia, o acusado entrava em contato nas redes sociais com meninas dentre 8 e 13 anos fazendo-se passar por uma mulher que lhes propunha uma sessão de fotos para uma revista de moda.

    Primeiro pedia-lhes despir-se parcialmente ante sua webcam e gravava as cenas, para mais tarde fazer-lhes chantagem, ameaçando-as com publicar as fotos na Internet se não se despiam por completo e realizavam atos obscenos.

    Fonte: Violencia Sexual Digital

    [Vídeo em espanhol] Sextorsión: una forma de violencia sexual digital

    Consulte outras notícias sobre sextorsão no nosso blog

    Noticias acerca da sextorsão em TelasAmigas.

    Adolescente de 15 anos suicida-se no Canadá por cyberbullying e deixa vídeo de denúncia

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    Amanda Todd suicida-se após sufrir sextorsaoAmanda Todd, garota canadense de 15 anos foi encontrada morta na terça, 5 semanas após publicar um emotivo vídeo em Youtube denunciando como estava sofrendo cyberbullying derivado dum sexting que ela fizera. Sua mãe quer que o vídeo, intitulado My Story: Struggling, bullying, suicide and self harm, permaneça na Rede para evitar outros casos como o de sua filha: “Isso é o que minha filha teria desejado”, explicou na rede social Twitter.

    Já se abriram páginas no Facebook e hashtags no Twitter para lembrar Amanda, ainda que também se recibiram mensagens de escárnio, em uma nova mostra de cyberbullying post-mortem. Também há comentaristas que dizem que os que assediaram Amanda no Facebook não têm culpa de que ela mostrara os peitos e sua informação privada na Internet. Isso acontecera quando ela tinha 12 anos e estudava 8º curso (último curso antes do ensino secundário) e uma foto comprometedora chegou a seus parentes, amigos e companheiros de colégio. Embora Amanda trocar de centro escolar, o bullying continuara. “Eu já não posso recuperar aquela foto”, escribiu a jovem, quem também denúncia no seu vídeo que sufrira sextorsão: uma mensagem que recibira dum desconhecido pelo Facebook dizia-lhe “Se não fazes um show para mim (na webcam), enviarei as tuas tetas”. A mãe também denuncia que o começo da tragédia para sua filha fora o engano dum depredador online para que a jovem mostrasse durante um instante os peitos na webcam, para depois a ameaçar.

    Após aquela difusão do seu sexting, Amanda foi golpeada por um grupo de jovens, que filmaram a agressão. Ao chegar a casa ela autolesionou-se bebendo lixívia. Seus acossadores debocharam-se dela publicando fotos de garrafas de lixívia na Internet, marcando ela nas imagens e dizindo-lhe que oxalá morresse.

    O legado da jovem canadense inclui também uma apresentação no Prezi onde dá conselhos para luitar contra o cyberbullying. “Se ves que alguém está sendo acossado, não tenhas medo de lhe dizer ao acossador que detenha o que faz. Asegura-te de que saibam que o que fazem está mal e de que não deveriam acossar outras crianças”, aconselha. Também pede aos pais que “sempre dêem apoio emocional a seus filhos”.

    Fonte: Vancouver Sun

    Sexting: «Pediu-me que posasse nua em frente à webcam»

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    Com 12 anos Beatriz (nome fictício) se refugiou nas redes sociais. A situação em sua casa não era muito boa e os problemas econômicos complicavam a convivência. Ela desfrutava criando novas amizades, com as que compartilhava pensamento, preocupações e risos. “Passava longas horas em frente ao computador batendo papo com uns e outros. Encontrei a uma suposta garota com a que falei muito até que lhe dei meu e-mail. Ela me disse que me ia fazer um casting para uma série de televisão que gostava muito e eu acreditei”, recorda. “Então pediu-me que me mostrasse adiante da webcam E eu fiz-o. “Ao princípio estava com roupa e depois, pediu-me que me fosse despindo até que lhe mostrei o peito quase sem me dar conta. Neguei-me quando me pediu mais”.

    Esta negativa não gostou a sua interlocutora, quem a começou a ameaçar: “Disse-me que repartiria fotos e vídeos meus por toda a rede se me negava a lhe mostrar todo o corpo nu, e que iria a por minha família. Ao final, cedi a suas chantagens por medo. Até que em um dia decidi apagar o Messenger e deixar de lado o computador”. Disso faz já quatro anos.

    Com mal 12 anos, Beatriz experimentou em primeira pessoa (como muitas outras garotas e garotos) os perigos do sexting (envio de imagens de conteúdo sexual autoproduzido e enviado através de uma mensagem de celular ou de Internet). “O problema é que os adolescentes não vêem nada mau nisso e, no entanto, pode ter consequências muito sérias”, explicam desde TelasAmigas, iniciativa para a promoção do uso seguro das novas tecnologias.

    Onde pode terminar essa imagem? “Encontramo-las em computadores de pederastas, ou no portátil de um vizinho que começa a lhe pedir dinheiro em troca de não lhes o dizer a seus pais (sextorsão)”, assinalam fontes policiais.

    O sexting é um problema “sério e difícil de combater porque os jovens não são conscientes até que sofrem as consequências”, assinala Araiz Zalduegi, educadora da organização TelasAmigas, quem faz questão de sua extensão “não generalizada, embora sim importante”, segundo confirmam múltiplos estudos. No entanto no Brasil, casos como o de Beatriz sim parecem ser comuns.

    Fonte: Sexting.wordpress.com

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