Sexting no Brasil: envio e publicação

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Segundo a definição primigênia de sexting, a qual também foi utilizada no percurso da pesquisa “Sexting, uma ameaça desconhecida”, esta prática consiste no envio de mensagens com conteúdo sexual, principalmente fotos ou vídeos, produzidos pela própria pessoa remetente ou com sua permissão, a outras pessoas através do celular.

Porém, como afirma Jorge Flores, Diretor e Fundador de TelasAmigas, “este termo tem se ampliado. Hoje utiliza-se também para se referir à mera transmissão de imagens de alto conteúdo sexual entre celulares sem a intervenção do protagonista ou para proporcionar imagens sensuais a terceiras pessoas, embora não tenham sido tiradas nem enviadas pelo smartphone”. Mudanças no significado que atingem principalmente ao sujeito que bate a foto ou filma o vídeo e aos canais de envio ou publicação das imagens.

No Brasil 27% das pessoas que responderam à enquete afirmaram possuir fotos ou vídeos envolvendo nudez, mas a porcentagem da população que publicou-as nas suas redes sociais é menor, 9% as subiram aos seus perfis, mesmo de forma privada ou restrita para seus contatos específicos. Aqui o comportamento de homens e mulheres é diferente. Eles possuem tanto mais fotos quanto mais vídeos envolvendo nudez do que elas, 21% frente a 16% e 11% frente a 9% respectivamente. Mas considerando apenas as imagens realizadas por outras pessoas a proporção também é alta e diferente segundo o sexo, 9% delas e 11% deles tiveram fotos tiradas por outras pessoas e 4% delas e 6% deles foram filmadas.

Mas o consentimento é uma variável muito importante a ter em conta. Pois 3% dos homens e das mulheres tiveram tiradas fotos de conteúdo sexual sem sua permissão e 1% delas e 3% deles foram filmados da mesma forma. O fato dessas imagens terem sido feitas sem sua permissão revela um grande risco de posterior divulgação, pois se a opinião da pessoa que aparece nas imagens não foi levada em conta na hora da sua realização, não parece existir razão para que o seja no futuro.

Contudo, também não se deve tirar importância do fato das pessoas tirarem fotos ou vídeos delas. No início parece uma prática sem risco, mas casos como o que aconteceu com a atriz Carolina Dieckmann –cujas fotos foram vazadas do seu computador e divulgadas na internet- revelam como sempre que estejam armazenadas podem ser acessadas por outra pessoa, mais ainda quando estiverem no celular, aparelho mais susceptível de ser perdido ou furtado.

Com respeito ao envio de sexting, os homens praticam-no muito mais do que as mulheres. Quase a metade, 44% deles, mandou fotos, vídeos ou mensagens de conteúdo sexual, enquanto a porcentagem de mulheres foi 11 pontos menor. Elas apenas superam os homens no envio de mensagens de texto de conteúdo sexual próprio, 72% frente a 67%, mas quando são de outras pessoas já mandam menos, 24% frente a 25%.

Enquanto ao envio de fotos e vídeos, sejam das próprias pessoas remitentes ou de outras, eles enviam mais do que elas. 32% dos homens afirmaram ter enviado fotos suas nus, 32% ter mandado fotos de outras pessoas nuas, 17% encaminharam vídeos próprios de conteúdo sexual e 24% vídeos de terceiras pessoas. Elas afirmam não mandar tanto sexting e a porcentagem é especialmente menor em relação aos vídeos, 9% delas mandou vídeos nuas percentagem que se repete quando aqueles eram de outras pessoas. As mulheres também enviam mais fotos, 29% mandaram imagens próprias de conteúdo sexual e 10% fotos de outras pessoas.

Os canais de envio preferidos dependem do tipo de conteúdo que esteja se mandando. Para as fotos íntimas 49% escolheram aplicativos de envio de mensagens e 48% as redes sociais, para os vídeos íntimos 25% optaram pelas redes sociais e 24% pelos aplicativos e para o envio de mensagens de texto de íntimas 89% preferiram os aplicativos e 87% os SMS/MMS.

Os resultados revelam então três conclusões importantes.

–        A mudança do significado do termo sexting, se antes estava circunscrito ao envio através de celular hoje são outros canais os preferidos pelas pessoas usuárias, principalmente os aplicativos de troca de mensagens e as redes sociais.

–        Os homens enviam mais sexting do que as mulheres. E mais, mandam conteúdos que podem gerar mais riscos, pois a facilidade na identificação de uma pessoa em uma foto ou vídeo faz com que essa pessoa também seja um alvo mais fácil para as ridicularizações.

–        O sexting pode derivar em cyberbullying ou chantagem. O fato de as pessoas tirarem fotos ou filmarem vídeos de outras pessoas, até sem a permissão delas, pode ser uma arma para uma possível e posterior chantagem. Por sua vez, se as pessoas ficam repassando as fotos e vídeos íntimas alheias que receberam de uma pessoa que está sofrendo cyberbullying estarão acrescentando e piorando a situação.

Mais informações sobre a pesquisa

Ergonomia e saúde no uso de computadores por crianças

Ergonomia computador

(Um artigo de Jorge Flores Fernández, diretor de TelasAmigas.)

Conectados ou não a Internet, crianças e adolescentes passam muitas horas em frente ao computador a cada semana sem que prestemos atenção em como eles o fazem e suas possíveis consequências para a saúde, em particular, problemas de visão e musculares.

Em TelasAmigas abordamos os diferentes tipos de telas e seu uso desde um ponto de vista integral e, especialmente, desde o sentido de saúde completa tal como define a OMS, Organização Mundial da Saúde: “é um estado completo de bem-estar físico, mental e social, e não  somente a ausência de condições ou enfermidades”.

A partir desta perspectiva estamos trabalhando desde o nosso inicio, em 2004, com maior ênfase nos riscos que poderiam supor danos psicológicos, que eram menos conhecidos e, portanto, menos evidentes: conteúdos nocivos, cyberbullying, aliciamento, sexting, perda de privacidade… Entretanto, não esquecemos a visão ergonômica do assunto, ainda que neste caso ignoramos os riscos psicossociais ligados especialmente ao estresse e a ansiedade.

Durante mais tempo, em mais lugares, desde idades mais precoces.

Ergonomia computadorCrianças e adolescentes vêm aumentando sua dose diária de contato com as telas de forma vertiginosa. Os computadores estão ganhando o espaço doméstico e também o âmbito escolar. Além disso, a idade de início do seu manuseio está em declínio contínuo enquanto estão se tornando imprescindíveis para o seu dia-a-dia e sua vida social. Entretanto, não estamos prestando atenção em que seu uso seja adequado desde um ponto de vista da saúde física, onde caberia apontar especialmente os problemas musculares e os visuais.

O uso do computador pode causar problemas de saúde?

Desde o âmbito da prevenção de riscos no trabalho,  aqueles trabalhadores que usam monitores (tecnicamente denominadas PVD, telas de visualização de dados) por mais de 4 horas ao dia ou 20 horas por semana devem ser submetidos a orientações específicas de monitoramento da saúde e seu posto de trabalho deve ser examinado e adequado. Isto porque considera-se que este período pode causar-lhes danos ao longo do tempo, se não existir condições adequadas. E as crianças e os adolescentes? Talvez não atinjam esses parâmetros limite, mas é certo que estão em fase de desenvolvimento e seus danos podem ser maiores. Eles são chamados de   nativos digitais mas não pensemos que já estão preparados para ficarem colados a uma tela  de forma imune.

Alguns dados sobre os efeitos do uso intensivo e inadequando de computadores

Problemas visuais e oculares

  • Conforme a publicação da revista Scientific American, não manter uma distancia adequada com a tela, e abusar de seu uso sem descanso pode acarretar problemas de tensão ocular e no futuro, causar glaucoma. A falta de condições adequadas (de luz, distância da tela, evitar descansos…) provoca também a mudança da forma como se pisca (cada vez se pisca menos para ser mais produtivo na hora de visualizar rapidamente o conteúdo da tela). Deve-se piscar de 12 a 15 vezes por minuto, entretanto os usuários de computadores tendem a piscar 4 ou 5 vezes por minuto.
  • Outras fontes alertam sobreo aumento dos casos de miopia em 66% desde a introdução dos computadores pessoais.

Os problemas de visão pelo uso do computador afetam a mais de 90% dos usuários que utilizam o monitor por 3 horas ou mais ao dia segundo cita este estudo sobre consumo de telas.

Problemas osteomusculares

  • Segundo um estudo, 50.9% dos meninos e 69.3% das meninas já sofreram de dores nas costas antes de completar os 15 anos, uma circunstância que ao chegar à idade adulta pode tornar-se crônica e inclusive afetar sua vida profissional.
  • O STC, ou Síndrome do Túnel do Carpo, dores no pulso associada a movimentos repetitivos, começa aparecer em crianças de idade precoce. É raro em menores de 10, mas cada vez mais frequente em adolescentes, segundo informa este artigo.
  • 25% dos espanhóis maiores de 16 anos sofrem dor lombar ou cervical, segundo a pesquisa Europeia de Saúde na Espanha de 2009.

Cultura saudável no uso de dispositivos eletrônicos com telas

Embora existam vários dispositivos (videogames portáteis, smartphones, tablets, desktops) e cada qual tem suas próprias recomendações, fundamenta o comum denominador da cultura da saúde associada com as condições ergonômicas no uso de telas. Consideramos que em nossa sociedade, nas famílias e os centros educativos, não existe conhecimento suficiente e sensibilidade sobre este assunto que afeta as crianças. No entanto, em TelasAmigas temos o compromisso de ir mais além e que sejam os próprios protagonistas quem tomem consciência da importância de uma boa postura, da orientação do monitor, da comodidade do assento… sabendo adaptar por si só as condições, mudanças, em cada contexto de uso.

Para isso recorremos, como é habitual, à narração audiovisual, sem dramatismos e com humor, produzindo esta sequência animada:

Seu uso com menores de 8 a 11 anos vem demostrando como tomam parte da historia e se posicionam apoiando à criança que protagoniza a cena. Conhecida a dinâmica de tomadas falsas,inclusive aplaudem quando a cena é bem feita após as recriminações do adulto, um severo diretor de cinema.

Aumentam os casos de sextorsão pela oferta de sexo fácil via webcam

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A vítima conhece ao agressor nas páginas de relacionamento da Internet e estabelece o contato que termina, mais cedo ou mais tarde, em cibersexo onde ambos tiram suas roupas na frente da webcam.

O chantagista registra a vítima nua e solicita dinheiro para que não seja publicado ou mesmo mostrado aos seus amigos e familiares identificados pelas redes sociais.

Muita gente navega pela Internet para conhecer pessoas novas e, em alguns casos, propositadamente ou não, pode até surgir algum tipo de experiência sexual. Para fazer isso existem diversas formas, embora existam algumas clássicas como os sites de relacionamentos. Mais recentemente, estão surgindo sites onde se pode conversar com estranhos aleatoriamente usando a webcam, como ,por exemplo, o Chatroulette, que em grande parte marcam a tendência para relacionamentos mais superficiais e, talvez, com mais riscos.

Como diz Jorge Flores, diretor e fundador de TelasAmigas, “Temos recebido várias chamadas nas últimas semanas, especialmente de jovens que dizem estar sendo chantageados por alguém que os vira nus pela webcam. O contato iniciou-se em um site de relacionamento ou em uma conversa mas depois trocaram mais informações ou dados que o chantagista utilizou posteriormente. Em alguns casos, trata-se de algo muito rápido: se conhecem,  ficam nus diante da câmara e começam a chantagem exigindo dinheiro dentro de 24 horas. Outras vezes, o jogo dura mais tempo, mas o resultado é o mesmo”. Em muitos casos, a quantidade solicitada se encaixa no perfil da vítima que já havia sido estudada previamente uma vez que o objetivo do agressor é o deposito imediato.

Cada vez mais recebemos notícias que confirmam o aumento alarmante destes tipos de casos em várias partes do mundo: Singapura, Rússia, Brasil, Uruguai … e também Espanha, como já advertiram pesquisas realizadas em 2011 . Às vezes o processo da sextorsão termina tragicamente.

Um engano duplo: nem mesmo existe realmente uma pessoa nua do outro lado

Em alguns casos trata-se de uma gravação e, do outro lado do videochat existe apenas uma pessoa controlando o que a vítima acredita estar vendo e que seleciona as cenas quando ela está nua. Também pode se tratar de meninas contratadas para seduzir e ficarem nuas em frente da webcam para depois deixar a extorsão para os profissionais. Em qualquer caso, o que a vítima acredita ver é uma oportunidade, alguém que quer o mesmo que ela e que, geralmente, começa incentivando e oferecendo a despir-se em primeiro lugar. A partir desse momento, tudo é possível e quando a isca é realmente uma pessoa se alcançam limites inimagináveis nesta suposta relação íntima digital, mas especialmente virtual.

Os criminosos acercam-se ao círculo social da vitima para apresentar uma ameaça maior. Tratam de conhecer ou entrar na vida digital social de sua vítima (por exemplo, colocando-se por engano ou por direito em seu circulo nas redes sociais: Facebook, MySpace …) para que possam ameaçar a revelar precisamente o seu núcleo relacional , seus contatos, a existência de tais imagens comprometedoras.

O perfil das vitimas

É muito variado, talvez especialmente os homens, ainda que aconteça também com as mulheres. A vítima típica pode ser um rapaz ou homem adulto que pensa que encontrou uma mulher com quem compartilhar um momento de excitação e práticas sexuais usando a webcam. No entanto, podemos encontrar mulheres de meia idade e meninos adolescentes. “É possível que haja proporcionalmente mais vitimas entre a população homossexual, mas não podemos confirmar estatisticamente. A causa pode ser o predomínio dessas pessoas na hora de buscar experiências alternativas enquanto em seu ambiente habitual, físico e imediato, não há oportunidade ou não é assumido com tanta naturalidade”, disse Jorge Flores.

O que fazer diante de uma chantagem?

Segundo TelasAmigas   “ainda cada situação é diferente e requer um tratamento específico”, estes são os 10 passos que você pode seguir, se você não foi capaz de impedir que alguém iniciasse uma “sextorsão“:

Instruções para uma vitima de “sextorsão”:

  1. Peça ajuda. Solicite o apoio de um adulto de confiança.
  2. Não ceda à chantagem. Não aceite as solicitações do chantagista se com isso ele se torna mais forte.
  3. Não dê informações adicionais. Qualquer dado ou informação pode ser usado pelo chantagista.
  4. Salve as provas. Quando te ameaçarem, guarde coisas delicadas… capture a imagem da tela e grave a data e a hora.
  5. Remova informações delicadas. Apague ou salve em outro lugar as informações ou imagens privadas que você pode ter. Se você não tiver feito, tampe a webcam.
  6. Remova malware. Certifique-se de que você não tem nenhum software malicioso – trojans, spyware… – em seu computador.
  7. Altere as senhas. Você pode estar sendo espionando em suas comunicações nas redes sociais.
  8. Veja se o agressor pode realizar suas ameaças. Muitas ameaças são blefes, não são verdadeiras. Tente comprovar que ele tenha as imagens que diz.
  9. Diga ao agressor que ele está cometendo um crime. Ele deve saber que a lei pode persegui-lo e que você sabe disso.
  10. Faça uma denúncia. A lei persegue duramente tais crimes, especialmente se você é menor de idade.

     

    Recursos de prevenção

     

    Jovem é ameaçada de morte por fãs fanáticas por Justin Bieber

    Justin Tweet

    O fanatismo pelo cantor Justin Bieber está ultrapassando os limites. Prova disso é o caso que aconteceu com Courtney Barrasford, uma jovem de 15 anos, que foi ameaçada de morte por alguns de seus fãs.

    Tudo começou quando Courtney enviou um tweet a Justin dizendo que não era fã do astro, porém que seu último álbum estava muito bom. Com isso ela conseguiu com que o cantor retuitasse sua postagem.

    Tal fato gerou a revolta de muitos dos mais de 34 milhões de seguidores do Bieber no Twitter.
    Fanáticos seguidores começaram a mandar mensagens de ameaças a Courtney, dizendo que estão há anos tentando chamar atenção do cantor e não conseguem.

    “Eu sou um Belieber dele desde 2009 e ele não me nota. E você não é nem mesmo uma fã”. Outra mensagem dirigida ao Bieber dizia: “Você notou ela mesmo não sendo uma fã. Eu sou seu fã, mas você não vai me notar. Alguém pode me ouvir chorar?”, escreveu.

    Quando perguntada sobre o teor das mensagens, Courtney Barrasford que no começo não se importou muito com os comentários, mas depois se sentiu mal com frases maldosas.

    “Não foi muito ruim no começo. Algumas pessoas estavam dizendo que eu tive sorte porque ele respondeu minha mensagem e alguns estavam com ciúmes. Mas começou a piorar quando mais pessoas descobriram. Eu recebi coisas como “você não é fã, vai se matar”. Estava ficando completamente fora de mão”, desabafou.

    Um centro britânico dedicado a proteger a criança na intenet, o CEOP, está encarregado de investigar o caso.


    Video: Netiqueta para redes sociais

    Fonte: UOL

    Netiqueta Jovem para Redes Sociais: cidadania digital e ciberconvivência (Liga-te, mas com respeito- Dia da Internet Segura SID 2013)

    Netiquetese

    Netiqueta significa ”normas de etiqueta na Rede” ou, dito de outra maneira, compêndio de indicações para preservar os bons modos na internet. Trata-se de um conjunto de sugestões que nascem pela convenção entre as pessoas que compartilham um espaço comum, um aplicativo, um determinado serviço na internet. Não têm validade legal e são complementares às normas gerais de uso, às regras de serviço, que possa ter cada website ou aplicativo online. Se não se respeitam, podem-se causar incômodos e a pessoa responsável pode ser ignorada e inclusive repudiada pelo resto da comunidade de pessoas usuárias.

     

    São pautas que facilitam a comunicação e a convivência digital. Quando o conjunto de pessoas que dividem um lugar na Rede as respeita, o ambiente é muito mais agradável, satisfatório e interessante. É por ele que surgiram de maneira espontânea desde o início da comunicação online. As têm-se gerais para Internet ou específicas para os chats, os fóruns, os blogs… São convenções que mudam com o passar do tempo devido à evolução da Rede e suas aplicações e, por tanto, à mudança nas características e interesses do conjunto de pessoas usuárias que as compartilham.

     

    A Netiqueta Jovem para Redes Sociais oferece respaldo para a convivência online e serve de referência para o exercício da cidadania digital. Não se trata de uma lista de conselhos de segurança para evitar riscos próprios ou alheios. Entretanto, os bons modos, a cortesia e o respeito pelas demais pessoas implicam também não prejudicar sua segurança nem privacidade. Ao mesmo tempo, é preciso ajudar aos demais para desfrutar de uma boa convivência online e que assim não nos causem incômodo, nem sequer de maneira involuntária.

    A Netiqueta Jovem para Redes Sociais está voltada por e para adolescentes e jovens que disfrutam de sua vida online em redes sociais como Facebok, Orkut, Hi5, Bebo, Fotolog… Tem como finalidade melhorar sua experiência online nestes novos entornos de socialização intensiva. Contribui para melhorar a ciberconvivência e para evitar conflitos, potencializa o sentimento de pertença à comunidade e de corresponsabilidade, e advém, em definitivo, do exercício e construção da cidadania digital ativa como garantia imprescindível dos direitos e deveres individuais e coletivos.

    Conta com 16 premissas articuladas em três fins principais:

    • Ter consideração e respeito pelas demais pessoas.
    • Preservar a privacidade alheia.
    • Contribuir para o bom ambiente da Rede.

    Netiqueta Jovem para Redes Sociais

    Mostre consideração e respeito aos demais:

    1.      Peça permissão antes de marcar fotografias postadas por outras pessoas

    Apesar de estarem publicadas online é possível que não seja conveniente para alguém que as imagens estejam marcadas.

    2.     Utilize as marcações de maneira positiva, nunca para insultar, humilhar ou magoar outras pessoas

    Ajude a criar um ambiente agradável e de confiança que todos gostem de compartilhar.

    3.    Pense bem nas criticas que você for publicar. Expressar a sua opinião ou zombar de outras pessoas pode ferir seus direitos e ser contra a Lei

    A liberdade de expressão termina onde começam os direitos dos demais. A ofensa, a calúnia e outras ações contra a honra ou a intimidade são delitos.

    4.     Não existe problema em ignorar solicitações de amizade, convites a eventos, grupos, etc.

    Se fizerem com você não insista nem peça explicações.

    5.      Evite a denúncia injusta de SPAM para não prejudicar aqueles que fizeram comentários corretos

    A informação abundante, interessante e verdadeira é um tesouro.

    6.     Use as opções de denúncia quando a ocasião justifique a ação

    Realizar acusações sem pensar ou de maneira injusta gera desconfiança e aborrecimento.

    Cuide da privacidade das demais pessoas:

    7.      Pergunte a si mesmo que informação de outras pessoas você está expondo e se assegure de que não tem importância para eles.

    Em certas ocasiões contamos aspectos da nossa vida a outras pessoas ou da vida dos demais sem pensar em como a sua divulgação lhes pode afetá-las. Respeite a privacidade dos demais como você gostaria que respeitassem a sua.

    8.     Para marcar outras pessoas você deve ter certeza e estar seguro de que não se sentirão incomodados.

    Quando você marca alguém está dando muita informação que, em muitos casos, propaga-se de forma inesperada e incomoda.

    9.     Não se pode publicar fotos ou vídeos em que outras pessoas aparecem sem o seu consentimento, como regra geral

    A imagem (fotografi a, vídeo, etc…) de cada um é um dado pessoal e o direito de decidir como se utiliza pertence exclusivamente a essa pessoa.

    10. Antes de publicar uma informação que foi enviada a você de maneira privada pergunte se você pode fazê-lo

    Nas redes sociais, a informação circula com muita velocidade de um lado ao outro e o que é privado pode converter-se em um segredo de muitas vozes.

    Contribua para o bom ambiente na Rede:

    11.   Compartilhe com os demais o respeito à sua própria privacidade e intimidade. Comunique aos seus contatos, especialmente aos novos, como você deseja administrá-las.

    Deixe claro o seu critério para que possam respeitá-lo, dizendo que coisas você não admite como: que reutilizem fotos suas disponíveis nos seus álbuns privados, que te marquem sem a sua permissão ou que exponham dados sobre você que possam ser vistos por outras pessoas.

    12.  Lembre que escrever tudo em maiúsculas pode ser interpretado como um grito

    Trata-se de um acordo, de uma norma não escrita que muitas pessoas utilizam. Ter isso em conta não supõe esforço e ajuda a todos se entenderem bem em qualquer circunstância.

    13.  Use os recursos ao seu alcance (desenhos, símbolos, emoticons, etc…) para se expressar melhor e evitar mal-entendidos

    O estado de ânimo, as diferenças culturais ou sociais, as experiências prévias, entre outros podem difi cultar a comunicação entre duas pessoas, ainda mais se não estão cara a cara. Compreender e utilizar símbolos de apoio te ajudará a evitar problemas e más interpretações.

    14.  Diante de algo que te incomoda trate de reagir de maneira calma e não violenta. Nunca aja de forma imediata nem agressiva..

    Às vezes as coisas não são o que parecem. Pode ser que simplesmente queiram te provocar ou te enganar e se você reage mal eles terão alcançado o seu objetivo. Pode ser também que seja apenas um erro ou ações não propositadas.

    15.  Dirija-se aos demais com respeito, especialmente na frente de terceiros.

    Se alguém comete um erro, imprudência ou te incomoda, seja amável ao fazê-lo entender e, se for possível, faça em privado.

    16.  Leia e respeite as normas de uso da Rede Social

    Nem todas as redes sociais (Orkut, Facebook, Hi5, Bebo, etc…) tem as mesmas regras. Entretanto, sempre são as regras do jogo e o seu cumprimento é obrigatório para todos.

     

    Adolescente de 15 anos suicida-se no Canadá por cyberbullying e deixa vídeo de denúncia

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    Amanda Todd suicida-se após sufrir sextorsaoAmanda Todd, garota canadense de 15 anos foi encontrada morta na terça, 5 semanas após publicar um emotivo vídeo em Youtube denunciando como estava sofrendo cyberbullying derivado dum sexting que ela fizera. Sua mãe quer que o vídeo, intitulado My Story: Struggling, bullying, suicide and self harm, permaneça na Rede para evitar outros casos como o de sua filha: “Isso é o que minha filha teria desejado”, explicou na rede social Twitter.

    Já se abriram páginas no Facebook e hashtags no Twitter para lembrar Amanda, ainda que também se recibiram mensagens de escárnio, em uma nova mostra de cyberbullying post-mortem. Também há comentaristas que dizem que os que assediaram Amanda no Facebook não têm culpa de que ela mostrara os peitos e sua informação privada na Internet. Isso acontecera quando ela tinha 12 anos e estudava 8º curso (último curso antes do ensino secundário) e uma foto comprometedora chegou a seus parentes, amigos e companheiros de colégio. Embora Amanda trocar de centro escolar, o bullying continuara. “Eu já não posso recuperar aquela foto”, escribiu a jovem, quem também denúncia no seu vídeo que sufrira sextorsão: uma mensagem que recibira dum desconhecido pelo Facebook dizia-lhe “Se não fazes um show para mim (na webcam), enviarei as tuas tetas”. A mãe também denuncia que o começo da tragédia para sua filha fora o engano dum depredador online para que a jovem mostrasse durante um instante os peitos na webcam, para depois a ameaçar.

    Após aquela difusão do seu sexting, Amanda foi golpeada por um grupo de jovens, que filmaram a agressão. Ao chegar a casa ela autolesionou-se bebendo lixívia. Seus acossadores debocharam-se dela publicando fotos de garrafas de lixívia na Internet, marcando ela nas imagens e dizindo-lhe que oxalá morresse.

    O legado da jovem canadense inclui também uma apresentação no Prezi onde dá conselhos para luitar contra o cyberbullying. “Se ves que alguém está sendo acossado, não tenhas medo de lhe dizer ao acossador que detenha o que faz. Asegura-te de que saibam que o que fazem está mal e de que não deveriam acossar outras crianças”, aconselha. Também pede aos pais que “sempre dêem apoio emocional a seus filhos”.

    Fonte: Vancouver Sun

    Vídeo íntimo de vereadora espanhola mostra novamente os riscos do sexting

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    O escândalo mediático produzido na Espanha pela difusão de um vídeo erótico íntimo gravado pela vereadora da prefeitura espanhola de Los Yébenes, Olvido Hormigos, sacou de novo à luz os perigos deste tipo de gravações e fotografias conhecidas como sexting, tanto para as personagens públicas como para qualquer outra pessoa, especialmente se são menores de idade.

    Realizaram-se já vários estudos no mundo sobre o fenômeno do sexting. Assim, o Instituto espanhol de Tecnologias da Comunicação (INTECO) publicou no passado ano o «Guia sobre adolescência e sexting» realizado conjuntamente com PantallasAmigas/TelasAmigas. Os resultados estimavam que um 4% dos menores espanhois dentre 10 e 16 anos se tinham feito a si mesmos fotos ou vídeos em uma postura sexy, enquanto um 8,1% reconhecia ter recebido imagens desta natureza por parte de desconhecidos. Mesmo mais preocupantes são outros dados como os publicados na revista Arquive of Pediatrics & Adolescent Medicine, que estimavam que o 28% dos adolescentes estadunidenses dentre 14 e 19 anos posaram nu e enviaram as imagens através de seus telefones ou e-mails.

    O fato de que rostos famosos tenham convertido em popular esta prática, ou que a WWW aloje uma grande quantidade de videos pornográficos amadores protagonizados por pessoas muito jovens, favoreceu que os adolescentes o trivializarem. E é que «é preocupante que entre os menores pareça normal esta atitude». E o é mais por outro problema acrescentado: «O tráfico de fotos de meninos adolescentes, conseguidos por adultos que se fazem passar por menores e os enganam nas redes sociais. Boa parte da pornografía pederasta vem daí».

    Alguns outros políticos vítimas públicas do sexting foram Ilse Uyttersprot, prefeita da Bélgica, Anthony Weiner, congressista dos EUA e Karina Bolaños, ministra da Costa Rica.

    Jorge Flores, diretor da TelasAmigas, fala sobre o sexting para a TV pública espanhola

    Fonte: Riesgos en Internet

    Brasil, un dos países do mundo onde mais preocupa o cyberacosso entre menores

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    Em um recente estudo realizado pela Microsoft em 25 países identificou-se que o cyberbullying no Brasil se mantém dentro da média, com um 36% de crianças entre 8 e 17 anos afetados por este tipo de problemas.

    • O 10% sofreu mau trato por outros usuários on-line.
    • O 25% sofreu debocha ou ataques.
    • O 14% foi insultado.

    O conhecimento que mostram os menores brasileiros é amplo com um 71% que dizem saber “muito ou algo” sobre o cyberbullying, assunto que preocupa ao 81% deles (mais às garotas: 85% em frente a 77%). A partir de 13 anos são mais conscientes do tema: 82% em frente a 60% dos mais pequenos. Junto de Espanha, Brasil é o país onde mais preocupação existe entre os menores a respeito do cyberacosso.

    O 20% admite causar cyberbullying a outras pessoas: nestes casos, os cyberacossadores têm mais probabilidades de ser também cyberacossados (52%).

    Aproximadamente a metade dos pais falam com seus filhos sobre os problemas de Internet, controlam o uso que seus filhos fazem da Rede e educam aos menores sobre como devem ser comportado on-line. As garotas de 8 a 12 anos são as mais monitoradas por seus pais. O 34% perguntou-lhes a seus filhos se sofreram cyberbullying.

    Nas escolas o 23% tem normas acerca do bullying on-line e o 45% oferecem formação específica (24% para professores, 22% para pais, 34% para alunos).

    Estatísticas do bullying online: Brasil comparado com média dos outros países

    Fonte: Microsoft

    Sexting: «Pediu-me que posasse nua em frente à webcam»

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    Com 12 anos Beatriz (nome fictício) se refugiou nas redes sociais. A situação em sua casa não era muito boa e os problemas econômicos complicavam a convivência. Ela desfrutava criando novas amizades, com as que compartilhava pensamento, preocupações e risos. “Passava longas horas em frente ao computador batendo papo com uns e outros. Encontrei a uma suposta garota com a que falei muito até que lhe dei meu e-mail. Ela me disse que me ia fazer um casting para uma série de televisão que gostava muito e eu acreditei”, recorda. “Então pediu-me que me mostrasse adiante da webcam E eu fiz-o. “Ao princípio estava com roupa e depois, pediu-me que me fosse despindo até que lhe mostrei o peito quase sem me dar conta. Neguei-me quando me pediu mais”.

    Esta negativa não gostou a sua interlocutora, quem a começou a ameaçar: “Disse-me que repartiria fotos e vídeos meus por toda a rede se me negava a lhe mostrar todo o corpo nu, e que iria a por minha família. Ao final, cedi a suas chantagens por medo. Até que em um dia decidi apagar o Messenger e deixar de lado o computador”. Disso faz já quatro anos.

    Com mal 12 anos, Beatriz experimentou em primeira pessoa (como muitas outras garotas e garotos) os perigos do sexting (envio de imagens de conteúdo sexual autoproduzido e enviado através de uma mensagem de celular ou de Internet). “O problema é que os adolescentes não vêem nada mau nisso e, no entanto, pode ter consequências muito sérias”, explicam desde TelasAmigas, iniciativa para a promoção do uso seguro das novas tecnologias.

    Onde pode terminar essa imagem? “Encontramo-las em computadores de pederastas, ou no portátil de um vizinho que começa a lhe pedir dinheiro em troca de não lhes o dizer a seus pais (sextorsão)”, assinalam fontes policiais.

    O sexting é um problema “sério e difícil de combater porque os jovens não são conscientes até que sofrem as consequências”, assinala Araiz Zalduegi, educadora da organização TelasAmigas, quem faz questão de sua extensão “não generalizada, embora sim importante”, segundo confirmam múltiplos estudos. No entanto no Brasil, casos como o de Beatriz sim parecem ser comuns.

    Fonte: Sexting.wordpress.com

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