Estudo «Gerações Interativas Brasil: Crianças e adolescentes diante das telas»

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Como crianças e adolescentes usam as tecnologias no Brasil? Quais as influências dos atuais recursos tecnológicos no comportamento, aprendizagem e relacionamentos desta geração?

Gerações Interativas Brasil: ilustração do estudoEssas são questões abordadas pela pesquisa Gerações Interativas Brasil realizado pela Fundação Telefônica Vivo em parceria com o Fórum Gerações Interativas, Ibope e Escola do Futuro (USP). O estudo entrevistou 18 mil crianças e jovens com idades entre 6 e 18 anos, dos ensinos público e particular, nas zonas urbana e rural das cinco regiões do país. «Com essa dimensão, acreditamos ter um panorama bastante representativo da geração do futuro, que já é vanguarda no uso das tecnologias», destaca Antônio Carlos Valente, presidente do Grupo Telefônica no Brasil.

Na visão dele, além de ser um instrumento de atualização, a pesquisa cumpre o papel de fornecer subsídios para o desenvolvimento de ações ligadas à inovação educativa. «Quanto mais conhecermos as crianças e jovens que já nascem conectados, melhor poderemos fazer planos de aprendizagem e promover o uso responsável das telas digitais», afirma.

O estudo reflete a forma e os momentos nos que os menores utilizam e acedem a Internet, os móveis, a TV ou os videojogos, tecnologias através das quais a Geração Interativa se comunica, aprende e se entretém. Com ele espera-se contribuir com a educação, através de um diagnóstico real, oferecendo diversos recursos educativos a docentes, familiares e estudantes.

Algumas estadísticas do estudo

  • Brasil conta com um 45% de lares com computador, e até um 38% de lares conectados a Internet. O grau de penetração das NTIC é maior no sul que no norte. Em zonas rurais, até um 90% de lares não contam com conexão a Internet.
  • Para que usan Internet: as atividades mais executadas pelos internautas brasileiros são, pela ordem decrescente de importância:
    1. comunicação (91%),
    2. busca de informações on-line (86%),
    3. lazer (85%),
    4. educação (67%),
    5. pesquisas de preços de produtos e/ou serviços (59%),
    6. governo eletrônico (31%),
    7. serviços financeiros (24%)
    8. e divulgação ou venda de algum produto e/ou serviço pela Internet (7%)
  • No campo das atividades de comunicação, as mais frequentes foram:
    1. enviar e receber e-mail (78%),
    2. enviar mensagens instantâneas (72%),
    3. participar de sites de relacionamento —redes sociais online— como Facebook, Orkut e Linkedin (69%),
    4. conversar por voz por meio de programas como o Skype (23%),
    5. usar microblogs como o Twitter (22%),
    6. criar ou atualizar sites como os blogs (15%),
    7. participar de listas de discussão ou fóruns (14%).
  • Celulares:
    • Penetración de celulares: Em 2011, essa proporção atingiu 87%, sendo mais relevante sua penetração nas áreas urbanas (91%), do que nas rurais (69%)
    • Um 66,9% dos meninos usa o telemóvel para jogar, em frente a um 56,1% para falar e um 23,4 para enviar mensagens. Tão só navega pelo site um 11,1% com o telemóvel.
    • Os adolescentes no entanto usam um 89,5% para falar, um 60,8% para enviar mensagens e um 49,2% para jogar.
    • O 28,4% dos pais comprou um celular a seus filhos quando lho pediram.
    • Um 16,4% de meninos e um 15,4% de meninas teve seu primeiro telefone aos 8 anos ou menos. Um 70,4% de meninos obteve-o com 12 ou menos e um 73,7% de meninas.
  • Videojogos/videogames:
    • No setor de entretenimento, a indústria de games é a que mais tem crescido no Brasil desde meados da década passada, acompanhando as principais tendências mundiais. Ao final de 2011, estimava-se, no Brasil, a existência de 35 milhões de usuários de jogos digitais, equivalendo a 75,1% da população ativa na Internet (de 10 a 65 anos). Os usuários de jogos digitais no Brasil já gastam 10,7 horas por semana nesta atividade, montante praticamente equivalente ao dobro do dedicado a assistir TV – de 5,5 horas por semana.
    • Jogam 19,2 milhões de homens – ou 83% da população masculina ativa na Internet – e 15,8 milhões de mulheres – ou 69% da população feminina ativa na rede. A comunidade gamer é mundialmente composta por jogadores em consoles de videogames, em PCs.
    • Um 59,5% de adolescentes joga on-line. Um 70,6% de homens em frente a um 49,9% de mulheres.
    • Maioritariamente, os homens jogam a jogos de carreiras de carros 36,9% seguido de cerca de jogos esportivos (futebol) 32,1%. As mulheres jogam a videojogos sociais ou em comunidades virtuais como Os Sims (17.3%).
    • É destacável que a grande maioria das consolas que os jovens utilizam no Brasil hoje em dia são de uma geração anterior (Wii, Playstation 2, Gameboy…) e por tanto estão menos integradas com o jogo on-line.
    • Tanto homens como mulheres acostumam a jogar sós (42 e 37% respetivamente), mas um 37.6% reconhece que é mais divertido jogar com alguém que só.
    • Durante os fins de semana, um 28,1% dos garotos joga mais de duas horas.
    • Um 43.4% tem algum jogo pirata. Um 31,3% descarrega-o de internet.
    • O 61% dos pais deixa aos adolescentes jogar a qualquer jogo.
  • Localização do computador: meninos 37,6% em seu quarto, e 23,3 na sala. Adolescentes: 39,3 em seu quarto e 25,5 na sala.
  • Têm antivírus um 77,5% (mais mulheres 80% que homens 75%).
  • Tão só um 11,2% de meninos utiliza internet para enviar e receber e-mails. No entanto, o e-mail é o serviço mais utilizado pelos adolescentes (55%).
  • Um 31,8% de adolescentes usa internet por mais de duas horas
  • 58,6% de meninos usam internet sós. Tão só 22,8% com sua mãe e 18,4% com seu pai. Em adolescentes, navegam sós um 76,5%
  • 69,6% busca conteúdos musicais e 61,3% videojogos.
  • 82,2% de adolescentes usam redes sociais, ao igual que em outras regiões, mais mulheres que homens.
  • Orkut segue sendo o rei com um 93,5% em frente ao 28,4 de Facebook.
  • Um 51,1% de adolescentes usa a webcam de vez em quando junto do bate-papo.
  • Cybervício:
    • 35% sofre de ansiedade e enfado quando não podem navegar.
    • O 74,6% das discussões com os pais relacionadas com internet deve-se pelo excessivo tempo no que estão ligados os adolescentes.
    • Nomofóbia: um 29,1% reconhece que o passaria mau sem o móvel à mão (ao menos por duas semanas)
    • Um 57% de adolescentes desliga do móvel em classe. Um 20% quando dorme. Há um 35% que não o desliga nunca.
    • Um 47,2% costuma receber mensagens de noite quando dormem, podendo alterar seu descanso.
  • Entre internet e móveis, os adolescentes preferem internet (61% garotos e 56% garotas)
  • Grooming:
    • Um 30% chegou a conhecer pessoalmente amigos feitos por internet.
    • A um 9,5% parece-lhe divertido conversar com desconhecidos por internet
    • Um 5,2% recebeu mensagens obscenas ou de pessoas desconhecidas
  • Cyberbullying: 12,7% utilizo o móvel para enviar mensagens, fotos ou videos ofensivos contra alguém.
  • Privacidade: As proibições feitas pelos pais dos adolescentes e jovens pesquisados, segundo eles próprios, concentra-se especialmente sobre dar informações pessoais (52,0%) e realizar compras online (50,6%).
  • Fonte: Estudo «Gerações Interativas Brasil: Crianças e adolescentes diante das telas» (PDF) e Fundação Telefônica Vivo.

Governo dos EUA pressiona o Vale do Silício para garantir a privacidade das crianças na internet

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Washington pressiona o Vale do Silício para garantir a privacidade das crianças na internet, mas o Vale revida.

Apple, Facebook, Google, Microsoft e Twitter foram contrários a determinados trechos de uma iniciativa federal americana para aumentar a proteção à privacidade infantil na internet. Além disso, gigantes da mídia como Viacom e Disney, operadoras de TV a cabo, associações de marketing, grupos de tecnologia e associações empresariais que representam fabricantes de brinquedos argumentam que as mudanças na lei propostas pela Comissão Federal de Comércio (FTC, sigla em inglês) serão tão onerosas que, ao invés de aumentarem a proteção na internet, ameaçarão impedir as empresas de oferecer sites e serviços voltados para o público infantil.

Porém, os produtos voltados para o público infantil não são a principal preocupação para o setor e para os reguladores. A grande questão por trás do conflito são os mecanismos de coleta de dados que possibilitam a existência do marketing digital em aplicativos e sites voltados para o público infantil – além de um debate sobre se essas práticas colocariam as crianças em risco.

Em 1998, o congresso aprovou a Lei de Proteção à Privacidade da Criança na Internet (COPPA, sigla em inglês), uma iniciativa para deixar os pais no controle da coleta e disseminação de informações particulares a respeito de seus filhos na internet. A COPPA exige que donos de sites recebam a autorização dos pais antes de coletar dados pessoais, como endereços físicos e de e-mail, de crianças com menos de 13 anos.

Agora, os reguladores federais estão preparando uma atualização da COPPA, argumentando que a lei não acompanhou os avanços do marketing comportamental, uma prática que utiliza data mining (mineração de dados) para adaptar as propagandas ao comportamento dos internautas. A FTC deseja expandir os tipos de dados que passarão a exigir o consentimento dos pais para que sejam coletados, incluindo sistemas de identificação persistente, como os códigos de identificação de computadores ou os números de cliente armazenados em cookies, caso sejam utilizados para a criação de anúncios voltados para crianças. A ideia é impedir que empresas criem dossiês que resumam a atividade online das crianças na internet ao longo do tempo.

Muitas outras propostas da FTC geraram protestos entre as empresas opositoras. Um exemplo disso é o plano da agência de solicitar a permissão dos pais de crianças menores de 13 anos antes de tirar fotografias e fazer gravações de áudio ou vídeo. A ideia faz sentido para alguns dos principais pesquisadores na área de privacidade, que afirmam que as tecnologias de reconhecimento facial poderiam permitir que estranhos identificassem e possivelmente contatassem as crianças.

Alessandro Acquisti, professor associado de tecnologias da informação e políticas públicas na Universidade Carnegie Mellon afirmou que as crianças encontram dificuldades para entender os riscos de longo prazo do compartilhamento de detalhes íntimos, como fotos de si mesmas.

O Facebook, que não permite a inscrição de crianças que afirmam ter menos de 13 anos, e o Twitter, que afirma que o serviço não é voltado para públicos menores de 13 anos, criticaram outra proposta da FTC: fazer com que terceiros sejam responsabilizados caso saibam ou tenham meios de saber que estão coletando dados pessoais em sites infantis.

Fonte: NY Times via R7 Notícias

Jogador do WoW deixa webcam ligada e sexo com namorada é visto por 200 mil

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Um jogador de World of Warcraft transmitiu ao vivo uma partida de Mists of Pandaria para diversos de seus seguidores ao redor do mundo. Ao final do jogo, o homem esqueceu de desligar sua webcam, que continuou gravando e transmitindo ao vivo imagens de seu quarto, flagrando o momento em que o jogador fez sexo com sua namorada.

A câmera gravou toda a relação do casal, e o link começou a ser compartilhado por centenas de milhares de pessoas. O homem não percebeu o deslize até a manhã seguinte, quando foi até seu computador e viu que ele ainda fazia a transmissão. Ao saber que a transmissão tinha sido assistida por mais de 200 mil pessoas, a namorada teria parado de se corresponder com ele, quem lhe teria enviado uma mensagem explicando o episódio, e ela teria respondido que “queria matá-lo”.

O vídeo da transmissão havia sido hospedado em um site de streaming, e já foi removido. Todavia, algumas pessoas conseguiram gravar a transmissão, e a postaram em sites de vídeos pornográficos.

Fonte: Globo

Dentre os jovens brasileiros que sofrem ciberbullying, apenas 30% contam aos pais

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Uma pesquisa realizada para a McAfee entre junho e agosto de 2012, consultou 401 jovens de 13 a 17 anos e 414 pais de São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Salvador, aponta que 28% de 13 a 15 anos afirmam já ter interagido com meninos(as) na Rede de formas que não gostariam que seus pais soubessem. Na mesma faixa etária, 18% dos entrevistados afirmam que já tiveram acesso a conteúdos de natureza sexual.

Um quarto das meninas afirma se informar sobre gravidez e DSTs na Web. Esse dado pode ser interpretado de duas formas: é positivo, no sentido da busca de informação, mas pode significar também que essas jovens não têm orientação em casa ou na escola sobre tais assuntos e por isso recorrem à Internet onde também pode que achem sites pouco confiáveis para se informar.

O psiquiatra Jairo Bouer, especialista em comportamento jovem, acredita que a busca de informações por conta própria faz parte do processo de amadurecimento do jovem, mas quando os pais ensinam onde e como fazer essa busca, há chance do filho adotar um padrão de comportamento mais seguro na internet quando chega à adolescência. “Se a gente começar esses diálogos mais cedo, tanto sobre sexualidade, uso de substâncias, quanto sobre a Internet, fica mais fácil lidar com essas questões e discutir limites. O mesmo limite que imposto aos filhos na vida real deve ser colocado na internet”, diz.

De acordo com a pesquisa, 45% dos meninos conversam com desconhecidos e 28% das meninas já saíram de uma sala de bate-papo aberto para entrar em uma conversa particular com alguém que conheceram na Internet.

A pesquisa também mostrou que, dentre os jovens que afirmam já terem sofrido ciberbullying, apenas 30% contaram aos pais. Do total de jovens entrevistados, 34% afirmam ter presenciado esse tipo de agressão virtual, enquanto apenas 20% dos pais afirmam que seus filhos presenciaram a prática.

Quase metade dos jovens (45%) afirma que mudariam seu comportamento na Internet se soubesse que estavam sendo monitorados pelos pais, e 37% dos meninos afirmam saber como esconder os pais o que fazem na rede.

Do lado dos pais, as principais causas apontadas para a falta de acompanhamento dos filhos foi o conhecimento limitado de tecnologia (48% dos pais acreditam que seus filhos entendem mais de tecnologia do que eles) e a falta de tempo para tal acompanhamento (33%).

Fonte: Veja

Telefones celulares e redes sociais, novos âmbitos do cybercrime

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Symantec publicou os dados de seu Estudo Sobre Cybercrime Norton 2012 sobre como afeta o cybercrime aos consumidores e como a adoção e evolução das novas tecnologias impacta na segurança das pessoas. Dos resultados do estudo, obtidos de uma mostra de 13.000 internautas adultos em 24 países, selecionamos alguns dados de especial relevância:

  • A cada segundo, 18 adultos são vítimas de cyberdelitos: isto é, mais de um milhão e médio de vítimas a cada dia em todo mundo.
  • As perdas médias a nível mundial por vítima são de 152 euros em custos financeiros diretos.
  • Nos últimos 12 meses, cerca de de 556 milhões de adultos no mundo experimentaram algum cyberdelito, cifra que supera à população total da União Europeia.
  • O 46% dos internautas adultos foram vítimas do cybercrime nos últimos 12 meses.
  • Um em cada cinco adultos (21%) foi vítima de cybercrime em redes sociais ou através do dispositivo móvel, e o 39% dos usuários de redes sociais foram vítimas de cybercrime social.
  • O 15% dos usuários de redes sociais informa que alguém acedeu sem permissão a seu perfil e se fizeram passar por eles.
  • O 10% afirma que foram vítimas de ligações fraudulentas nas redes sociais.
  • O 44% utiliza uma solução de segurança para que os proteja de ameaças nas redes sociais.
  • O 49% utiliza a configuração de privacidade para controlar que informação compartilham e com quem.
  • Quase um terço (31%) dos usuários de celulares receberam uma mensagem de texto de alguém que não conheciam pedindo que acedessem a um determinado enlace ou marcassem um número desconhecido para escutar uma mensagem de voz.
  • O 27% dos internautas adultos recebeu uma mensagem dizendo-lhes que sua senha do e-mail fora mudada.

Fonte: Riesgos en Internet

Adolescente francês suicida-se após sextorsão «express» na Chatroulette

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Tudo aconteceu muito rápido. Gauthier, de 18 anos, voltou da escola e começou a falar com uma desconhecida por Internet no serviço de videochat com desconhecidos Chatroulette. Pouco depois, começaram as confidências, a sedução e ambos terminaram se mostrando através da câmera web. Também se fizeram amigos em Facebook. Então, o tom da garota mudou radicalmente; ameaçou o garoto com difundir um vídeo com a captura do sexcasting que acaba de fazer, onde aparecia nu. «Tenho um vídeo pornô teu. Se não me dá 200 euros, destruirei tua vida», lhe escreveu. Em uma semana mais tarde, Gauthier tirou-se a vida.

Este acontecimento lembra a trágica morte de Amanda Todd. Esta canadense de 15 anos foi vítima de ameaças em Internet após que enviasse, pela webcam, a imagem de seus peitos nus a um desconhecido (feito conhecido como flashing). Sua morte provocou um grande impacto na sociedade canadense. «Tinham-nos falado da canadense que se suicidou após ter ensinado seus peitos», contam os pais de Gauthier ao diário Le Parisien. «Canadá está bem longe, achávamos que algo assim não aconteceria nunca aqui. Mas pode-lhe passar a qualquer», acrescentam.

Fonte: Riesgos en Internet

Quase todas as fotos e vídeos de sexting acabam em sites de pornografia

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Desde TelasAmigas levamos advertindo desde abril de 2009 do surgimento da perigosa mania do sexting e de seus riscos associados, alguns diretamente relacionados com sua difusão sem controle em Internet. Segundo se deu a conhecer nesta passada segunda-feira, um estudo da Internet Watch Foundation (IWF) comprovou que o 88% das imagens e vídeos de tipo erótico ou sexual autoproduzidas por jovens e publicadas na WWW (especialmente nas redes sociais e sites dedicados a emissões de webcam), são captadas e republicadas sem permissão em outros sites, especificamente em sites pornô.

SextingO estudo observou a intervalos durante quatro semanas (no passado mês de setembro) as imagens e vídeos sexuais que publicavam meninos e jovens em determinados sites (68), contabilizando 12.224 peças em 47 horas (260 por hora, em media). Rastrearam as imagens e observaram que a maioria (88%) eram depois republicadas no que denominaram sites parasitos criados com o objetivo concreto de mostrar imagens de sexting de gente jovem.

A fundação encarregada do estudo, criada em 1996 por empresas britânicas do setor de Internet, advertiu dos perigos de que menores e jovens enviem ou publiquem sexting, já que uma vez que a imagem está disponível em formato digital escapa de seu controle para sempre. Embora o autor ou autora da imagem a apagar da página onde a publicou originalmente, uma vez que foi copiada e redifundida por sites pornô que se nutrem delas, faz-se virtualmente impossível a eliminar completamente da Rede, pois de um destes sites passa a dezenas de outros similares, a blogs, e a discos duros de milhares de usuários de todo mundo. «Os jovens têm que se dar conta de que uma vez que uma foto ou um vídeo está on-line, pode que nunca sejam capazes da eliminar de vez de Internet», advertiram.

Paralelamente a advertir sobre onde acabam estas fotos e vídeos, o estudo dá uma aproximação da quantidade desmedida de material deste tipo que os jovens publicam a cada dia em Internet, e da crescente presença de vídeos entre o material de sexting publicado (41% em sua mostra). Os responsáveis pelo estudo não se mostraram surpreendidos pela quantidade de material publicado mas sim pelo grande número de sites que se alimentam deste sexting.

A IWF publicou também declarações de garotos cujas vidas foram devastadas por causa de fotos e vídeos de sexting que acabaram na Rede, inclusive sem que os protagonistas as tivessem decidido publicar. Entre os casos que reproduzem há alguns derivados de roubos de telemóveis e não são raras as depressões graves e mesmo as tentativas de suicídio (como no trágico caso de Amanda Todd). Por exemplo, uma garota teve que suportar na escola bullying e comentários lascivos de pessoas que não conhecia porque a tinham reconhecido por uma foto erótica na Rede.

Máis informação

Fontes: The Guardian e TelasAmigas vía Sexting.es.

Pesquisa sobre a relação entre cyberbullying e suicídio em adolescentes

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Coincidindo quase no tempo com o caso de Amanda Todd, acaba de apresentar-se um estudo na conferência anual da American Academy of Pediatrics que analisa 41 casos de menores de 13 a 18 anos de EUA., Canadá, Reino Unido e Austrália que cometeram suicídio depois de sofrer cyberbullying. O estudo indica que a maioria destes adolescentes sofria bullying tanto dentro como fora da Rede.

Um 24% dos adolescentes eram vítimas de bullying homofóbico, declarando-se a metade deles abertamente homossexual e a outra metade como heterossexual ou sem preferência sexual definida.

Também detectaram um aumento do número de suicídios deste tipo nos últimos anos (2011 e 2012).

Ao 32% tinham-lhe detectado transtorno do estado de ânimo e a um 15% adicional tinha-se-lhe detectado em concreto depressão.

O estudo conclui que embora o cyberbullying estar presente em muitos destes casos, quase sempre existem outros fatores como o bullying cara-a-cara ou doença mental.

Fonte: Science 2.0 vía Ciberbullying.com.

Adolescente de 15 anos suicida-se no Canadá por cyberbullying e deixa vídeo de denúncia

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Amanda Todd suicida-se após sufrir sextorsaoAmanda Todd, garota canadense de 15 anos foi encontrada morta na terça, 5 semanas após publicar um emotivo vídeo em Youtube denunciando como estava sofrendo cyberbullying derivado dum sexting que ela fizera. Sua mãe quer que o vídeo, intitulado My Story: Struggling, bullying, suicide and self harm, permaneça na Rede para evitar outros casos como o de sua filha: “Isso é o que minha filha teria desejado”, explicou na rede social Twitter.

Já se abriram páginas no Facebook e hashtags no Twitter para lembrar Amanda, ainda que também se recibiram mensagens de escárnio, em uma nova mostra de cyberbullying post-mortem. Também há comentaristas que dizem que os que assediaram Amanda no Facebook não têm culpa de que ela mostrara os peitos e sua informação privada na Internet. Isso acontecera quando ela tinha 12 anos e estudava 8º curso (último curso antes do ensino secundário) e uma foto comprometedora chegou a seus parentes, amigos e companheiros de colégio. Embora Amanda trocar de centro escolar, o bullying continuara. “Eu já não posso recuperar aquela foto”, escribiu a jovem, quem também denúncia no seu vídeo que sufrira sextorsão: uma mensagem que recibira dum desconhecido pelo Facebook dizia-lhe “Se não fazes um show para mim (na webcam), enviarei as tuas tetas”. A mãe também denuncia que o começo da tragédia para sua filha fora o engano dum depredador online para que a jovem mostrasse durante um instante os peitos na webcam, para depois a ameaçar.

Após aquela difusão do seu sexting, Amanda foi golpeada por um grupo de jovens, que filmaram a agressão. Ao chegar a casa ela autolesionou-se bebendo lixívia. Seus acossadores debocharam-se dela publicando fotos de garrafas de lixívia na Internet, marcando ela nas imagens e dizindo-lhe que oxalá morresse.

O legado da jovem canadense inclui também uma apresentação no Prezi onde dá conselhos para luitar contra o cyberbullying. “Se ves que alguém está sendo acossado, não tenhas medo de lhe dizer ao acossador que detenha o que faz. Asegura-te de que saibam que o que fazem está mal e de que não deveriam acossar outras crianças”, aconselha. Também pede aos pais que “sempre dêem apoio emocional a seus filhos”.

Fonte: Vancouver Sun

Justin Bieber grava vídeo sobre assédio na Web (cyberbullying)

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O cantor Justin Bieber gravou um vídeo contra o assédio na Internet, como parte da sentença judicial contra seu empresário e um produtor. Os dois foram presos após desobedecerem as ordens da políciapara cancelarem uma sessão de autógrafos com Bieber em uma loja de roupas, pois três horas antes do início já havia mais de 3 mil fãs aglomerados.

No vídeo Justin Bieber fala com os estudantes de uma escola de Long Island sobre suas experiências com assédio na Internet.

Um promotor também oferece definições de assédio online, sexting e outras ofensas na Rede, e adverte os adolescentes que eles podem enfrentar julgamentos se forem pegos cometendo esses delitos.

“A Internet deve ser usada para inspirar os outros, não para propagar ódio e dor”, diz o cantor em sua mensagem final.

Captura do vídeo de Justin Bieber contra o cyberassédio

Fonte: ofuxico