O sexting já é algo rotineiro para os garotos britânicos de 13 e 14 anos, diz estudo

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Um novo estudo qualitativo sobre o sexting realizado pela Universidade de Plymouth (Reino Unido) e o centro Safer Internet do Reino Unido com o apoio da NSPCC entre 120 estudantes de 13-14 anos, e 30 de 10-11 anos, deu as seguintes conclusões:

  • O sexting é uma actividade normalizada e rotineira para as crianças de 13-14 anos.
  • Os garotos não pedem ajuda aos adultos porque temem que não se aceite seu comportamento.
  • Os garotos acham que os problemas do conteúdo sexual (tanto pornográfico como o que eles mesmos geram através do sexting) deveriam ser tratados na escola e de fato mostram interesse por falar disso. No entanto, não costumam falar com seus professores quando lhes surge algum problema deste tipo.
  • Os menores de 10-11 anos parecem estar a salvo do conteúdo sexual na Internet.

A diretora da National Society for the Prevention of Cruelty to Children (NSPCC) diz que se começa a constatar que o pornô duro (hardcore porn) se consome de forma regular e rotineira entre os menores, e isto está levando a que gerem e compartilhem sexting que imite o tipo de comportamento sexual reproduzido nesse gênero. Incide em que há que ensinar aos menores a que se respeitem eles mesmos, e a que respeitem os demais e que a educação sobre estes assuntos deve começar na escola primária.

Fonte: Medical Xpress vía Riesgos en Internet.

Dicas animadas para a prevenção do sexting (em espanhol)

Dentre os jovens brasileiros que sofrem ciberbullying, apenas 30% contam aos pais

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Uma pesquisa realizada para a McAfee entre junho e agosto de 2012, consultou 401 jovens de 13 a 17 anos e 414 pais de São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Salvador, aponta que 28% de 13 a 15 anos afirmam já ter interagido com meninos(as) na Rede de formas que não gostariam que seus pais soubessem. Na mesma faixa etária, 18% dos entrevistados afirmam que já tiveram acesso a conteúdos de natureza sexual.

Um quarto das meninas afirma se informar sobre gravidez e DSTs na Web. Esse dado pode ser interpretado de duas formas: é positivo, no sentido da busca de informação, mas pode significar também que essas jovens não têm orientação em casa ou na escola sobre tais assuntos e por isso recorrem à Internet onde também pode que achem sites pouco confiáveis para se informar.

O psiquiatra Jairo Bouer, especialista em comportamento jovem, acredita que a busca de informações por conta própria faz parte do processo de amadurecimento do jovem, mas quando os pais ensinam onde e como fazer essa busca, há chance do filho adotar um padrão de comportamento mais seguro na internet quando chega à adolescência. “Se a gente começar esses diálogos mais cedo, tanto sobre sexualidade, uso de substâncias, quanto sobre a Internet, fica mais fácil lidar com essas questões e discutir limites. O mesmo limite que imposto aos filhos na vida real deve ser colocado na internet”, diz.

De acordo com a pesquisa, 45% dos meninos conversam com desconhecidos e 28% das meninas já saíram de uma sala de bate-papo aberto para entrar em uma conversa particular com alguém que conheceram na Internet.

A pesquisa também mostrou que, dentre os jovens que afirmam já terem sofrido ciberbullying, apenas 30% contaram aos pais. Do total de jovens entrevistados, 34% afirmam ter presenciado esse tipo de agressão virtual, enquanto apenas 20% dos pais afirmam que seus filhos presenciaram a prática.

Quase metade dos jovens (45%) afirma que mudariam seu comportamento na Internet se soubesse que estavam sendo monitorados pelos pais, e 37% dos meninos afirmam saber como esconder os pais o que fazem na rede.

Do lado dos pais, as principais causas apontadas para a falta de acompanhamento dos filhos foi o conhecimento limitado de tecnologia (48% dos pais acreditam que seus filhos entendem mais de tecnologia do que eles) e a falta de tempo para tal acompanhamento (33%).

Fonte: Veja

Pais e segurança das crianças na Internet: novos dados sobre o Brasil

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Icono da CETIC para a enquisa TIC kids onlineContinuamos com a análise do informe presentado esta terça-feira pelo CETIC.br acerca do uso da Internet por crianças e adolescentes brasileiros de 9 a 16 anos.

Agora centraremos a nossa atenção nos pontos mais relacionados com a nossa área de trabalho: o uso seguro e responsável. Oferecemos un resumo dos datos mais salientaveis a este respeito, olhando primeiramente a perceção e ações dos pais sobre a segurança dos seus filhos na Rede:

  • De 9 a 10 anos 42% têm perfil em redes sociais, apesar de estar proibido por baixo dos 13 ou 14 nas principais redes. A proporção atinge 83% entre 15 e 16 anos. Entre 9 e 10 anos, o 29% dos pais mesmo dão total permissão para os filhos estarem nas redes sociais e apenas 30% o proibem. Com filhos de 11 e 12 anos 46% dizem-lhes que podem ter perfil quando quiserem e 32% permitem com supervisão.
  • Entre as crianças e adolescentes que estão nas redes sociais, 31% permitem que contatos dos seus amigos tenham acesso ao perfil e 25% têm perfis públicos, que podem ser visualizados por qualquer pessoa.
  • Entre os motivos de preocupação dos pais relativos à Internet, 53% teme o contato com desconhecidos e 47% a exposição a conteúdo inapropriado.
  • 22% dos pais não consideram que a sua filha ou filho utilize Internet com segurança e 8% não sabe.
  • Ao respeito do acompanhamento dos pais para o uso seguro da Internet, 78% conversa com seu/sua filho/a sobre o que ele/a faz na Internet, 57% fica por perto enquanto ele(a) a usa e 49% senta com ele/a enquanto usa a Internet.
  • Às crianças de 9 e 10 anos, 27% dos pais deixam-lhes usar sem supervisão serviços de mensagens instantâneas, sendo até 42% entre as de 11 e 12 anos.
  • Porém, 85% proibem aos de 9 e 10 anos (79% aos de 11 e 12 anos) dar informações pessoais pela Internet.
  • Segundo a pesquisa, os tipos de ajudas para o uso seguro que os pais e mães oferecem aos filhos na Internet são: 66% falou com seu filho/a sobre como usar a Internet com segurança; 64% falou com ele/a sobre como deveria se comportar com outras pessoas na Internet; 61% explicou porque os conteúdos de alguns sites são bons e outros ruins; 43% falou com ele/a sobre o que deveria fazer se alguma coisa na Internet o/a aborrecesse ou assustasse; 24% ajudou alguma vez seu filho/a quando alguma coisa na Internet o/a aborreceu ou assustou.
  • A respeito da supervisão parental, o que as mãe e pais verificam é: 50% o histórico ou o registro dos sites que seu/sua filho(a) visitou (65% às crianças de 9 e 10 anos); 50% os amigos ou contatos que adiciona a seu perfil de rede social ou serviço de mensagens (apenas atinge o 55% quando o filho ou filha tem 9 ou 10 anos); 48% o perfil dele/a em redes sociais (53% nos do 9 e 10 anos); 40% as mensagens de email ou as mensagens instantâneas (43% com os máis novos, de 9 ou 10 anos).
  • Sobre as ferramentas técnicas de controle: 57% dos progenitores ou responsáveis usam algúm programa para prevenir spam no email ou um antivírus; 32% bloqueios ou filtros para alguns tipos de sites; 29% rastreio dos sites que visitam; 16% serviços que limitam o tempo que seu filho ou filha fica na Internet.
  • 74% dos pais reconhece que deveria fazer mais em relação ao uso da Internet pelos seus filhos: 39% que deveriam fazer muito mais e 35% algo mais.
  • 18% dos pais nunca busca informações sobre uso seguro da Internet.
  • Os pais desejam que sejam principalmente (aprox. 60%) as escolas e os meios de comunicação quem lhes ofereçam informação sobre segurança na Internet. Em segundo lugar (aprox. 30%) citam governo, família e amigos; empresas de Internet, sites e ONGs são escasamente demandadas para esta questão (aprox. 15%).
  • 6% dos pais acreditam que seus filhos têm passado por experiências incômodas no último ano na Internet, com outro 4% que não sabe. As cifras sobem de maneira salientável quando os filhos têm 15 e 16 anos: 10% acreditam que lhes tenha passado a seus filhos e 7% reconhecem desconhece-lo.
  • 37% dos pais reconhecem não terem capacidade (pouca ou nula) para ajudar seus filhos com situações que os incomodem ou constranjam na Internet. 35% pensam que tampouco seu filho/a tem essa capacidade (48% dos de 9 e 10 anos).
  • Conteúdos nocivos segundo apreciação dos pais: 10% de 9 e 10 anos viu imagens agressivas ou violentas de pessoas se agredindo ou matando na Internet; 17% de 11 e 12; 20% de 13 e 14; 23% de 15 e 16 anos. Viu imagens online com conteúdo sexual explícito: 5% de 9 a 12 anos; 4% de 13 a 14; 13% de 15 e 16. Outro tipo de conteúdos mais relacionados com foros ou redes sociais como conversas sobre formas de machucar a si mesmo ou se ferir fisicamente, conversas que conduzam à anorexia ou bulimia, mensagens de ódio contra pessoas ou grupos ou pessoas falando sobre suas experiências com o uso de drogas só atingem o 3-4% no conjunto das idades de 9 a 16, e conversas sobre formas de cometer suicídio só o 1%. Nestes temas aprecia-se um ligeiro aumento (5-7%) nas idades de 15-16 anos nos temas relativos à violência e aos problemas alimentares.
  • Ciberbullying percebido pelos pais (filho/a tratado/a de forma ofensiva ou desagradável na Internet por outra criança ou adolescente): 0% entre 9 e 10 anos; 3% entre os 11 e 14 anos; 5% dos de 15 e 16.
  • Sexting segundo os pais: recebeu mensagens sexuais pela Internet o 1% dos de 9 e 10 anos, 3% de 11 e 12, 2% de 13 e 14, e 5% dos de 15 e 16; Enviarom esse tipo de mensagens: 0% de 9 a 14 anos e apenas 1 de 15 a 16 anos.
  • Os problemas percebidos pelos pais foron: 15% problemas de malware, privacidade 2%, suplantação online 2%. Os pais não apreciarom problemas com estafas online. Em todos estes problemas hai um aumento com a idade dos filhos.

Fonte: CETIC

Smartphones aumentam riscos de exposição de crianças brasileiras na Internet

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Ter cuidado com o conteúdo que os filhos acessam quando estão conectados é uma preocupação constante entre os pais. Se no computador esse acesso pode ser de certa forma controlado, nos smartphones essa é uma tarefa bem mais complexa, já que as crianças e os adolescentes o carregam consigo o tempo todo. Uma pesquisa global conduzida pela F-Secure com usuários de banda larga em 14 países identificou que 31% das crianças de até 12 anos no Brasil já possuem um dispositivo móvel com conexão à internet.

A Índia lidera o ranking, com 53% das crianças conectadas via smartphones, seguida pelos Estados Unidos (37%). O Brasil divide com a Espanha a terceira colocação (31%). Enquanto isso, o Japão se destaca pelo menor percentual, onde somente 9% das crianças japonesas com até 12 anos estão conectadas por meio dos dispositivos móveis. No caso do Brasil, 91% dos pais entrevistados na pesquisa afirmaram estar muito preocupados em proteger os filhos contra conteúdos inapropriados. Este índice é ainda maior em países como Alemanha (96%), Bélgica, Canadá e Finlândia (95%). Já os holandeses são os que menos se preocupam com essa questão (85%).

“É importante que os pais, mães e todos os familiares saibam educar as crianças sobre as ameaças que circulam na internet e esta conscientização deve acontecer desde os primeiros cliques. É fundamental os pais estarem seguros com relação ao que seus filhos acessam, pois um único clique pode redirecioná-la para um site com conteúdo nocivo. Então, além de estabelecer limites e explicar o uso correto da navegação, é importante que os pais instalem soluções de controle parental nos dispositivos. Estes aplicativos possibilitam que os pais permitam, ou não, o acesso dos filhos a diversos tipos de sites”, alerta Ascold Szymanskyj, vice-presidente de vendas e operações da F-Secure para a América Latina.

Fonte: Segs

Hipersexualização de menores: meninas de só 11 anos participam em sessões de cybersexo via webcam

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A ONG britânica Family Lives publicou ontem um relatório sobre sexualização e hipermasculinidade dos meninos. Este estudo indica entre outros dados que existe uma tendência em crescimento de violações entre meninos.

Os meninos varões, segundo o estudo, percebem que as meninas com pouca roupa merecem ser violadas, e que a violência contra as mulheres é aceitável.

O estudo também adverte de que meninas de 11 anos participam em sessões sexuais através da webcam.

Os autores do estudo achacam estes fenômenos à pornografia facilmente acessível on-line e a que os pais não fazem o suficiente para evitarem que acedam a este tipo de conteúdo. Outros estudos centrados no sexting entre menores e que analisam suas causas ou motivações, ressaltaram os possíveis efeitos da atual cultura audiovisual presente na TV, na música, etc. sobre estes fenômenos de machismo e hipersexualização.

Fonte: Violencia Sexual Digital

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Cyberbullying e incitação ao ódio na Internet cada vez mais comuns com as redes sociais

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Páginas incitando o ódio e a intolerância a culturas, etnias, orientações sexuais, religião têm se tornado cada vez mais comuns na internet. Com a popularização das redes sociais, esse tipo de mensagem passou a ser propagada com frequência ainda maior em Tumblr, perfis no Twitter e páginas no Facebook.

A liberdade de expressão é um direito assegurado na Constituição Federal do Brasil, mas existe o chamado Principio da Dignidade da pessoa Humana, no qual todas as leis devem ser interpretadas. Contudo, os crimes básicos relacionados à internet ainda não estão muito bem separados, devido à antiguidade do Código Penal Brasileiro.

Por duas vezes a administradora Júlia Maria da Costa Melo, de 22 anos, foi vítima de ofensas consecutivas e ações prejudiciais na Web. Aos 16 anos ela encontrou uma página na rede social Orkut que continha diversas ofensas dirigidas a ela. Anos mais tarde criaram um fake (perfil falso) em seu nome da rede social de perguntas e respostas Formspring. Ela denunciou a ação junto com sua família e amigos, e as páginas foram retiradas do ar.

Fonte: Diário do Vale.