Pesquisa no Brasil recolhe preocupantes dados sobre a segurança dos internautas mais jovens

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Após a análise de como vêem os pais e mães brasileiros a segurança de seus filhos em Internet, nos fixaremos hoje nos dados diretamente recolhidos dos meninos e adolescentes (9-16 anos) pelo inquérito TIC Kids Online.

  • Os equipamentos de maior risco para o acesso a Internet —por serem portáveis— como celulares, tablets e videogames son usados pelos menores para acederem a Internet num 21%, 3% e 2% respetivamente. No caso dos celulares, as crianças de 9 e 10 anos fazem este uso num 9% e vai crescendo com a idade o uso: 16% com 11 e 12 anos e chega a 29%-30% entre 13 e 16 anos. Por tanto praticamente um em cada 3 adolescentes brasileiros usa o celular para se conetar à Internet.
  • Quase a metade (47%) acedem a Internet todos ou quase todos os dias.
  • Mais da metade jogam games/jogos com outras pessoas na Internet, sendo mais frequente este uso nos mais jovens: entre 9 e 11 anos jogam com outros o 59-60%, sendo o 48% dos de 1-13 e 51% os de 15-16.
  • O uso da mensageria instantânea também é perigoso como meio potencial para contatar com desconhecidos, e o 54% de crianças entre 9 e 16 a empregam. É inquietante constatar que os mais jovens, os de 9-10 anos, a usam num 28%, e que só com um ano mais (11-12 anos) a utilizam já o 52%. As salas de bate-papo, sistemas com função semelhante, são utilizadas somente pelo 12%.
  • A webcam, outro elemento comunicacional de risco, não é tão usado mas a sua utilização não é despreciável: só 6% nos de 9-10 anos mas já 13% nos 11-12, 16% nos 13-14 e 18% nos 15-16 anos.
  • Com apenas 9 a 12 anos o 5-6% das crianças escrevem num blog ou outro sistema de diário online.
  • No contato com desconhecidos entre os 11 e 16 anos, 4% têm esses contatos pelo email, 7% pelas redes sociais, 4% pelas mensagens instantâneas e 16% em jogos online.
  • Nas redes sociais, entorno também onde se produzem numerosos problemas por exemplo de privacidade ou cyberbullying, estão presentes com perfil próprio: 42% dos de 9-10 anos, 71% de 11-12, 80% de 13-14 e 83% de 15-16 anos.
  • Entre as redes mais utilizadas, os mais novos preferem Orkut e os adolescentes, Facebook. É salientável que mais da metade dos de 9 a 12 anos têm perfil no Orkut. Algo menos da metade estão também no Facebook a essa idade, embora ser ilegal. Surpreende que só o 68-71% das crianças que têm estes perfís reconheçam que mentem na sua idade nestas redes. Como se cadastram, então?
  • Um 13% das crianças de 9-10 anos que possuem perfil nas redes sociais tem mais de 100 contatos. Aos 11-12 anos já é o 38%. Nos adolescentes essa cifra aumenta notavelmente: o 72% dos de 15-16 anos tem mais de 100 contatos.
  • A privacidade dos que têm estes perfís está configurada assim: têm perfil público o 25%, e de um jeito que os amigos dos amigos consigam ver o 31%, com apenas diferenças pela idade. Em total só o 42% tem o perfil totalmente privado.
  • É moi preocupante que os mais jovens revelem dados pessoais nestas redes: Aos 9-10 anos o 50% publica foto do seu rosto, 12% a escola onde estudam, 8% o seu endereço e 6% o seu telefone. Com a idade estas cifras mesmo aumentam: aos 11-12 anos são respetivamente o 67%, 24%, 9% e 11% quem revelam cada uma de essas informações.
  • Nas habilidades para a auto-proteção das crianças é destacável que apenas 49% de 11 e 12 anos sabem bloquear as mensagens de uma pessoa, ou seja, usar as configurações para impedir que uma pessoa entre em contato com ele/ela pela Internet. E só o 37% sabem a essa idades como mudar as configurações de privacidade no seu perfil de rede social.
  • 27% entre 9 e 12 anos não percebe que existam coisas más que possam incomodá-los na Internet.
  • Os pais têm conhecimento das atividades das crianças na Internet? 27% delas opinam que apenas um pouco ou nada.
  • 31% das crianças de 9 e 10 anos opinam que seus pais deveriam se interessar muito mais pelo que fazem na Internet.
  • As crianças de 9 a 16 dizem que só o 56% dos seus pais lhes deu sugestões de como se comportar na Internet com outras pessoas e só o 22% os ajudou quando alguma coisa na Internet os estava incomodando ou chateando.
  • Sobre a supervisão e controle parentais o 48% das crianças de 9-10 anos dizem que seus pais não verificam os sites que eles visitaram. O 59% dos pais dos de 9 a 16 anos não verificam os perfís de seus filhos ou filhas nas redes sociais e o 54% tampouco os contatos deles.
  • O 64% das crianças afirmam que não deixan de seguir as orientações dos pais sobre o uso da Internet.
  • Só o 5% diz que seus pais mudaram de atitude devido a uma experiência incômoda de seu/sua filho(a) na Internet.
  • A enquisa mostra claramente a importancia dos iguais na aprendizagem do uso seguro da Internet: um(a) amigo/a ajudou a 41% das crianças sugerindo formas de usar a Internet com segurança, 40% explicando porque alguns sites são bons e outros ruins, 31% sugerindo formas de como se comportar com outras pessoas na Internet, e 19% ajudou a criança quando alguma coisa na Internet estava incomodando ou chateando ele/ela. A intervenção dos amigos para estas funções cresce ao duplo com a idade. Os professores ajudam em proporções semelhantes ainda que com pouca diferença conforme a idade das crianças.
  • De onde procedem os conselhos que as crianças recebem sobre o uso seguro da Rede? 59% de outro parente, 55% dum(a) professor(a), 33% da televisão, rádio, jornais ou lojas, 20% das pessoas que trabalham com jovens ou pessoas ligadas à igreja, 16% de bibliotecários ou monitores de lanhouses, 14% de sites da Internet e 11% de provedores de serviços de internet. No 67% dos casos a principal origem dos conselhos é o parente ou o professor.

Fonte: CETIC

Pais e segurança das crianças na Internet: novos dados sobre o Brasil

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Icono da CETIC para a enquisa TIC kids onlineContinuamos com a análise do informe presentado esta terça-feira pelo CETIC.br acerca do uso da Internet por crianças e adolescentes brasileiros de 9 a 16 anos.

Agora centraremos a nossa atenção nos pontos mais relacionados com a nossa área de trabalho: o uso seguro e responsável. Oferecemos un resumo dos datos mais salientaveis a este respeito, olhando primeiramente a perceção e ações dos pais sobre a segurança dos seus filhos na Rede:

  • De 9 a 10 anos 42% têm perfil em redes sociais, apesar de estar proibido por baixo dos 13 ou 14 nas principais redes. A proporção atinge 83% entre 15 e 16 anos. Entre 9 e 10 anos, o 29% dos pais mesmo dão total permissão para os filhos estarem nas redes sociais e apenas 30% o proibem. Com filhos de 11 e 12 anos 46% dizem-lhes que podem ter perfil quando quiserem e 32% permitem com supervisão.
  • Entre as crianças e adolescentes que estão nas redes sociais, 31% permitem que contatos dos seus amigos tenham acesso ao perfil e 25% têm perfis públicos, que podem ser visualizados por qualquer pessoa.
  • Entre os motivos de preocupação dos pais relativos à Internet, 53% teme o contato com desconhecidos e 47% a exposição a conteúdo inapropriado.
  • 22% dos pais não consideram que a sua filha ou filho utilize Internet com segurança e 8% não sabe.
  • Ao respeito do acompanhamento dos pais para o uso seguro da Internet, 78% conversa com seu/sua filho/a sobre o que ele/a faz na Internet, 57% fica por perto enquanto ele(a) a usa e 49% senta com ele/a enquanto usa a Internet.
  • Às crianças de 9 e 10 anos, 27% dos pais deixam-lhes usar sem supervisão serviços de mensagens instantâneas, sendo até 42% entre as de 11 e 12 anos.
  • Porém, 85% proibem aos de 9 e 10 anos (79% aos de 11 e 12 anos) dar informações pessoais pela Internet.
  • Segundo a pesquisa, os tipos de ajudas para o uso seguro que os pais e mães oferecem aos filhos na Internet são: 66% falou com seu filho/a sobre como usar a Internet com segurança; 64% falou com ele/a sobre como deveria se comportar com outras pessoas na Internet; 61% explicou porque os conteúdos de alguns sites são bons e outros ruins; 43% falou com ele/a sobre o que deveria fazer se alguma coisa na Internet o/a aborrecesse ou assustasse; 24% ajudou alguma vez seu filho/a quando alguma coisa na Internet o/a aborreceu ou assustou.
  • A respeito da supervisão parental, o que as mãe e pais verificam é: 50% o histórico ou o registro dos sites que seu/sua filho(a) visitou (65% às crianças de 9 e 10 anos); 50% os amigos ou contatos que adiciona a seu perfil de rede social ou serviço de mensagens (apenas atinge o 55% quando o filho ou filha tem 9 ou 10 anos); 48% o perfil dele/a em redes sociais (53% nos do 9 e 10 anos); 40% as mensagens de email ou as mensagens instantâneas (43% com os máis novos, de 9 ou 10 anos).
  • Sobre as ferramentas técnicas de controle: 57% dos progenitores ou responsáveis usam algúm programa para prevenir spam no email ou um antivírus; 32% bloqueios ou filtros para alguns tipos de sites; 29% rastreio dos sites que visitam; 16% serviços que limitam o tempo que seu filho ou filha fica na Internet.
  • 74% dos pais reconhece que deveria fazer mais em relação ao uso da Internet pelos seus filhos: 39% que deveriam fazer muito mais e 35% algo mais.
  • 18% dos pais nunca busca informações sobre uso seguro da Internet.
  • Os pais desejam que sejam principalmente (aprox. 60%) as escolas e os meios de comunicação quem lhes ofereçam informação sobre segurança na Internet. Em segundo lugar (aprox. 30%) citam governo, família e amigos; empresas de Internet, sites e ONGs são escasamente demandadas para esta questão (aprox. 15%).
  • 6% dos pais acreditam que seus filhos têm passado por experiências incômodas no último ano na Internet, com outro 4% que não sabe. As cifras sobem de maneira salientável quando os filhos têm 15 e 16 anos: 10% acreditam que lhes tenha passado a seus filhos e 7% reconhecem desconhece-lo.
  • 37% dos pais reconhecem não terem capacidade (pouca ou nula) para ajudar seus filhos com situações que os incomodem ou constranjam na Internet. 35% pensam que tampouco seu filho/a tem essa capacidade (48% dos de 9 e 10 anos).
  • Conteúdos nocivos segundo apreciação dos pais: 10% de 9 e 10 anos viu imagens agressivas ou violentas de pessoas se agredindo ou matando na Internet; 17% de 11 e 12; 20% de 13 e 14; 23% de 15 e 16 anos. Viu imagens online com conteúdo sexual explícito: 5% de 9 a 12 anos; 4% de 13 a 14; 13% de 15 e 16. Outro tipo de conteúdos mais relacionados com foros ou redes sociais como conversas sobre formas de machucar a si mesmo ou se ferir fisicamente, conversas que conduzam à anorexia ou bulimia, mensagens de ódio contra pessoas ou grupos ou pessoas falando sobre suas experiências com o uso de drogas só atingem o 3-4% no conjunto das idades de 9 a 16, e conversas sobre formas de cometer suicídio só o 1%. Nestes temas aprecia-se um ligeiro aumento (5-7%) nas idades de 15-16 anos nos temas relativos à violência e aos problemas alimentares.
  • Ciberbullying percebido pelos pais (filho/a tratado/a de forma ofensiva ou desagradável na Internet por outra criança ou adolescente): 0% entre 9 e 10 anos; 3% entre os 11 e 14 anos; 5% dos de 15 e 16.
  • Sexting segundo os pais: recebeu mensagens sexuais pela Internet o 1% dos de 9 e 10 anos, 3% de 11 e 12, 2% de 13 e 14, e 5% dos de 15 e 16; Enviarom esse tipo de mensagens: 0% de 9 a 14 anos e apenas 1 de 15 a 16 anos.
  • Os problemas percebidos pelos pais foron: 15% problemas de malware, privacidade 2%, suplantação online 2%. Os pais não apreciarom problemas com estafas online. Em todos estes problemas hai um aumento com a idade dos filhos.

Fonte: CETIC

Nossas vidas podem ser seguidas através do que publicamos na Rede

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Compartilhamos demasiada informação pessoal nas redes sociais. Em muitos casos fazemo-lo por inércia, sem pensar e sem valorizar os riscos para nossa pessoa ou para os demais. A TrendMicro publicou uma infografia com estatísticas dos dados que publicamos em redes como Facebook, Twitter, Pinterest, Tumblr… e dos perigos associados: cyberbullying, roubo de identidade, danos à reputação online… mesmo perigos no mundo físico (offline) como o roubo ou o acosso.

Fonte: GenBeta Social Media

Jovem assassinada nos Países Baixos por seus comentarios sobre amigos en Facebook

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O assassinato de uma adolescente, motivado por comentários no Facebook e que teria sido planejado na rede social, chocou os Países Baixos.

A acusação diz que um garoto matou uma jovem de 15 anos, Joyce Winsie Hau, a pedido de um casal também adolescente, por causa de mensagens publicadas na rede social sobre o comportamento sexual dos dois. A acusação pediu a pena máxima a um garoto de até 16 anos: um ano de detenção em um centro para jovens e dois anos de liberdade condicional que poderiam ser ampliados para até sete.

Os julgamentos na Holanda envolvendo menores costumam ocorrer a portas fechadas, mas este acontece publicamente. Os juízes argumentaram que é do interesse da sociedade conhecer os detalhes do caso.

Polly W., de 16 anos, e Wesley C., de 18, estavam furiosos com Joyce, de 15 anos. As duas meninas eram amigas até a mais nova publicar comentários sobre a outra.

A acusação diz que eles decidiram então contratar o menor Jinhua K., então com 14 anos, para matar a amiga. O pagamento teria sido de menos de 100 euros (equivalente a R$ 250). O garoto foi à casa de Joyce no dia 14 de janeiro, apunhalando-a. Ela foi hospitalizada, mas morreu dias depois. Seu pai ficou ferido no ataque ao tentar defender a filha.

Fonte: BBC

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A difusão humilhante de imagens é a forma de cyberbullying que mais dano faz

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Segundo um inquérito on-line realizado entre alunos de colégios alemães pelo instituto IKG da Universidade de Bielefeld, aproximadamente a metade das vítimas do cyberbullying sentiram-se muito molestas pela distribuição de fotos humilhantes. O estudo, dirigido pelo Dr. Peter Sitzer e Julia Marth buscava descrever as diversas feições do cyberbullying na Alemanha.

Um de seus achados foi determinar que algumas formas do cyberbullying produzem na vítima piores consequências que outras, como é o caso das fotos e vídeos distribuídos pelos ciberabusadores para ridiculizarem ou humilharem a vítima. Os autores do estudo explicam que esta forma do cyberbullying é especialmente difícil de controlar porque as imagens digitais podem ser reproduzidas e distribuídas um número ilimitado de vezes e assim chegarem a um público também potencialmente ilimitado. Outros tipos de cyberabuso como o tratamento insultante, desprezativo ou ameaçante só foi percebido como muito molesto por um quarto dos estudantes entrevistados.

Por outro lado o estudo revela que as estudantes alemãs sofrem também um tipo de cyberacosso sexual pelo qual, contra seu desejo, são requeridas insistentemente para falarem on-line sobre sexo, comummente por gente que conhecem pouco ou nada.

Os estudantes também reconhecem no inquérito que a forma mais comum na que cyberagridem outros é mediante insultos, ridiculização ou ameaças. A difamação e o cyberacosso com contações sexuais também são frequentes. Também revela o estudo que há mais escolares que dizem ter reenviado fotos e vídeos de outros dos que sabem que ditas imagens humilhantes deles estão circulando.

Os pesquisadores aconselham tomar medidas firmes quando se produzem estes casos: segundo mostra o inquérito mais da metade dos cyberbullies reconheceram que seus ataques não lhes tinham suposto nenhuma consequência negativa para eles.

Fonte: Riesgos en Internet

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Facebook quer saber como te fazem sentir as marcações que te molestam

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Facebook quer ser o teu psicólogo? A que código deontológico adere?

Facebook=Freud??!Algumas das opções de Facebook, como a função de marcação de fotos, causam diariamente problemas, mas até o momento Facebook não aborda estas situações e só intervém quando o conteúdo incumpre seu regulamento: as imagens que molestam a outras pessoas só as pode eliminar o usuário que as publicou.

Facebook agora ademais pretende ser teu psicólogo e seguir escarvando na tua privacidade. Por exemplo em um conflito de cyberbullying recomendará aos usuários afetados que medidas tomarem após rechearem um questionário que medirá como os faz sentir a foto ou o conteúdo ofensivo.

Esta funcionalidade está só disponível para garotos de 13 e 14 anos e por agora só nos EUA.

Fonte: Riesgos en Internet

Ciberbullying mediante marcações nas redes sociais

Você tem vida privada de verdade nas redes sociais?

Inquérito europeu de proteção das crianças na Internet: “As ferramentas online de denúncia não estão a funcionar”

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Apenas 11 por cento das crianças portuguesas utilizaram ferramentas online para denunciar situações que as perturbaram na internet, um número abaixo da percentagem verificada na Europa (13%), revela um novo relatório do Projeto EU Kids Online.

O inquérito europeu sobre a proteção das crianças relativamente aos riscos da Internet alerta que “as ferramentas online de denúncia não estão a funcionar”, argumentando que “só 13% das crianças europeias que ficaram perturbadas com algo na Internet as usaram”.

Duas em cada três crianças e jovens que denunciaram problemas ficaram satisfeitos com a resposta.

Os que denunciaram situações relacionadas com imagens sexuais sentiram ter recebido uma ajuda um pouco maior do que os jovens e crianças que relataram riscos relacionados com condutas, como mensagens sexuais ou bullying online.

Fonte: iOnline

Brasil, un dos países do mundo onde mais preocupa o cyberacosso entre menores

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Em um recente estudo realizado pela Microsoft em 25 países identificou-se que o cyberbullying no Brasil se mantém dentro da média, com um 36% de crianças entre 8 e 17 anos afetados por este tipo de problemas.

  • O 10% sofreu mau trato por outros usuários on-line.
  • O 25% sofreu debocha ou ataques.
  • O 14% foi insultado.

O conhecimento que mostram os menores brasileiros é amplo com um 71% que dizem saber “muito ou algo” sobre o cyberbullying, assunto que preocupa ao 81% deles (mais às garotas: 85% em frente a 77%). A partir de 13 anos são mais conscientes do tema: 82% em frente a 60% dos mais pequenos. Junto de Espanha, Brasil é o país onde mais preocupação existe entre os menores a respeito do cyberacosso.

O 20% admite causar cyberbullying a outras pessoas: nestes casos, os cyberacossadores têm mais probabilidades de ser também cyberacossados (52%).

Aproximadamente a metade dos pais falam com seus filhos sobre os problemas de Internet, controlam o uso que seus filhos fazem da Rede e educam aos menores sobre como devem ser comportado on-line. As garotas de 8 a 12 anos são as mais monitoradas por seus pais. O 34% perguntou-lhes a seus filhos se sofreram cyberbullying.

Nas escolas o 23% tem normas acerca do bullying on-line e o 45% oferecem formação específica (24% para professores, 22% para pais, 34% para alunos).

Estatísticas do bullying online: Brasil comparado com média dos outros países

Fonte: Microsoft

Cuiabá: Fotos eróticas em celular provocam polêmica em colégio de elite

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Fotos íntimas de ao menos uma aluna do Colégio Maxi, considerado um dos melhores de Cuiabá, correram celular em celular nos últimos dias. O fato ocorreu recentemente e as imagens foram parar até no Facebook.

A história tem dominado as rodas de conversa do colégio. O caso, porém, tem versões diferentes. De acordo com informações de estudantes, que não quiseram se identificar, haveria fotos de três meninas – duas do 9º ano (ensino fundamental) e a terceira do 1º ano. O Diário conseguiu confirmar a existência de fotos de apenas uma estudante. Outro aluno conta que teria visto as fotos de duas delas. “Um colega meu recebeu e acabei vendo. Parece que tudo começou com uma brincadeira. Mas aqui no colégio as coisas correm muito rapidamente e as fotos foram parar em vários celulares”, afirmou.

“Falaram que uma delas enviou para um amigo e a namorada dele seria muito ciumenta. Aí essa namorada teria postado no Facebook”, disse uma outra estudante.

As fotos nuas viraram um dos assuntos preferidos dos alunos nos intervalos das aulas. “É uma situação constrangedora. Mostra o quanto é perigoso ficar tirando e enviando certas fotos para quem você não conhece direito”, comentou uma outra estudante. Todos os entrevistados negaram conhecer as alunas supostamente fotografadas.

O que aconteceu com as adolescentes é um fenômeno recente, denominado sexting, no qual adolescentes e jovens usam seus celulares, câmeras fotográficas, contas de e-mail ou sites de relacionamento para produzir e enviar fotos sensuais de seu corpo nu ou seminu, problema que poder pode terminar em um crime chamado pornografia infantil ou ciberbullying (humilhações entre jovens na internet).

Fonte: Correio Press

Últimas notícias de diversas fontes acerca do sexting em Stop-Sexting.info.

Mãe nos EUA é presa por atacar um adolescente que fazia cyberbullying no Facebook contra sua filha

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Irritada com os comentários maldosos publicados sobre a filha dela no Facebook, uma mãe teria tentado asfixiar um adolescente de 14 anos, acusado de cometer o cyberbullying. A mulher foi presa pela polícia da Flórida (EUA).

Segundo informa o Huffington Post Debbie Piscitella, 46, e a filha dela, uma adolescente de 14 anos, estavam no shopping na última segunda (28) quando encontraram o colega de escola da garota no local. A filha comentou com a mãe que era aquele o rapaz da escola que praticava ciberbullying contra ela no Facebook.

Na rede social, Debbie tentou se defender. Segundo ela, que admitiu ter errado, o rapaz atormentava sua filha na escola, dizendo que ninguém poderia ter noção do quanto a adolescente sofreu, e que seu marido já havia abordado o garoto para reclamar do bullying.

Debbie enfrenta uma acusação de abuso infantil e foi solta sob fiança de US$ 5 mil.

Fonte: Bem Paraná