Governo dos EUA pressiona o Vale do Silício para garantir a privacidade das crianças na internet

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Washington pressiona o Vale do Silício para garantir a privacidade das crianças na internet, mas o Vale revida.

Apple, Facebook, Google, Microsoft e Twitter foram contrários a determinados trechos de uma iniciativa federal americana para aumentar a proteção à privacidade infantil na internet. Além disso, gigantes da mídia como Viacom e Disney, operadoras de TV a cabo, associações de marketing, grupos de tecnologia e associações empresariais que representam fabricantes de brinquedos argumentam que as mudanças na lei propostas pela Comissão Federal de Comércio (FTC, sigla em inglês) serão tão onerosas que, ao invés de aumentarem a proteção na internet, ameaçarão impedir as empresas de oferecer sites e serviços voltados para o público infantil.

Porém, os produtos voltados para o público infantil não são a principal preocupação para o setor e para os reguladores. A grande questão por trás do conflito são os mecanismos de coleta de dados que possibilitam a existência do marketing digital em aplicativos e sites voltados para o público infantil – além de um debate sobre se essas práticas colocariam as crianças em risco.

Em 1998, o congresso aprovou a Lei de Proteção à Privacidade da Criança na Internet (COPPA, sigla em inglês), uma iniciativa para deixar os pais no controle da coleta e disseminação de informações particulares a respeito de seus filhos na internet. A COPPA exige que donos de sites recebam a autorização dos pais antes de coletar dados pessoais, como endereços físicos e de e-mail, de crianças com menos de 13 anos.

Agora, os reguladores federais estão preparando uma atualização da COPPA, argumentando que a lei não acompanhou os avanços do marketing comportamental, uma prática que utiliza data mining (mineração de dados) para adaptar as propagandas ao comportamento dos internautas. A FTC deseja expandir os tipos de dados que passarão a exigir o consentimento dos pais para que sejam coletados, incluindo sistemas de identificação persistente, como os códigos de identificação de computadores ou os números de cliente armazenados em cookies, caso sejam utilizados para a criação de anúncios voltados para crianças. A ideia é impedir que empresas criem dossiês que resumam a atividade online das crianças na internet ao longo do tempo.

Muitas outras propostas da FTC geraram protestos entre as empresas opositoras. Um exemplo disso é o plano da agência de solicitar a permissão dos pais de crianças menores de 13 anos antes de tirar fotografias e fazer gravações de áudio ou vídeo. A ideia faz sentido para alguns dos principais pesquisadores na área de privacidade, que afirmam que as tecnologias de reconhecimento facial poderiam permitir que estranhos identificassem e possivelmente contatassem as crianças.

Alessandro Acquisti, professor associado de tecnologias da informação e políticas públicas na Universidade Carnegie Mellon afirmou que as crianças encontram dificuldades para entender os riscos de longo prazo do compartilhamento de detalhes íntimos, como fotos de si mesmas.

O Facebook, que não permite a inscrição de crianças que afirmam ter menos de 13 anos, e o Twitter, que afirma que o serviço não é voltado para públicos menores de 13 anos, criticaram outra proposta da FTC: fazer com que terceiros sejam responsabilizados caso saibam ou tenham meios de saber que estão coletando dados pessoais em sites infantis.

Fonte: NY Times via R7 Notícias

Telefones celulares e redes sociais, novos âmbitos do cybercrime

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Symantec publicou os dados de seu Estudo Sobre Cybercrime Norton 2012 sobre como afeta o cybercrime aos consumidores e como a adoção e evolução das novas tecnologias impacta na segurança das pessoas. Dos resultados do estudo, obtidos de uma mostra de 13.000 internautas adultos em 24 países, selecionamos alguns dados de especial relevância:

  • A cada segundo, 18 adultos são vítimas de cyberdelitos: isto é, mais de um milhão e médio de vítimas a cada dia em todo mundo.
  • As perdas médias a nível mundial por vítima são de 152 euros em custos financeiros diretos.
  • Nos últimos 12 meses, cerca de de 556 milhões de adultos no mundo experimentaram algum cyberdelito, cifra que supera à população total da União Europeia.
  • O 46% dos internautas adultos foram vítimas do cybercrime nos últimos 12 meses.
  • Um em cada cinco adultos (21%) foi vítima de cybercrime em redes sociais ou através do dispositivo móvel, e o 39% dos usuários de redes sociais foram vítimas de cybercrime social.
  • O 15% dos usuários de redes sociais informa que alguém acedeu sem permissão a seu perfil e se fizeram passar por eles.
  • O 10% afirma que foram vítimas de ligações fraudulentas nas redes sociais.
  • O 44% utiliza uma solução de segurança para que os proteja de ameaças nas redes sociais.
  • O 49% utiliza a configuração de privacidade para controlar que informação compartilham e com quem.
  • Quase um terço (31%) dos usuários de celulares receberam uma mensagem de texto de alguém que não conheciam pedindo que acedessem a um determinado enlace ou marcassem um número desconhecido para escutar uma mensagem de voz.
  • O 27% dos internautas adultos recebeu uma mensagem dizendo-lhes que sua senha do e-mail fora mudada.

Fonte: Riesgos en Internet

Quase todas as fotos e vídeos de sexting acabam em sites de pornografia

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Desde TelasAmigas levamos advertindo desde abril de 2009 do surgimento da perigosa mania do sexting e de seus riscos associados, alguns diretamente relacionados com sua difusão sem controle em Internet. Segundo se deu a conhecer nesta passada segunda-feira, um estudo da Internet Watch Foundation (IWF) comprovou que o 88% das imagens e vídeos de tipo erótico ou sexual autoproduzidas por jovens e publicadas na WWW (especialmente nas redes sociais e sites dedicados a emissões de webcam), são captadas e republicadas sem permissão em outros sites, especificamente em sites pornô.

SextingO estudo observou a intervalos durante quatro semanas (no passado mês de setembro) as imagens e vídeos sexuais que publicavam meninos e jovens em determinados sites (68), contabilizando 12.224 peças em 47 horas (260 por hora, em media). Rastrearam as imagens e observaram que a maioria (88%) eram depois republicadas no que denominaram sites parasitos criados com o objetivo concreto de mostrar imagens de sexting de gente jovem.

A fundação encarregada do estudo, criada em 1996 por empresas britânicas do setor de Internet, advertiu dos perigos de que menores e jovens enviem ou publiquem sexting, já que uma vez que a imagem está disponível em formato digital escapa de seu controle para sempre. Embora o autor ou autora da imagem a apagar da página onde a publicou originalmente, uma vez que foi copiada e redifundida por sites pornô que se nutrem delas, faz-se virtualmente impossível a eliminar completamente da Rede, pois de um destes sites passa a dezenas de outros similares, a blogs, e a discos duros de milhares de usuários de todo mundo. «Os jovens têm que se dar conta de que uma vez que uma foto ou um vídeo está on-line, pode que nunca sejam capazes da eliminar de vez de Internet», advertiram.

Paralelamente a advertir sobre onde acabam estas fotos e vídeos, o estudo dá uma aproximação da quantidade desmedida de material deste tipo que os jovens publicam a cada dia em Internet, e da crescente presença de vídeos entre o material de sexting publicado (41% em sua mostra). Os responsáveis pelo estudo não se mostraram surpreendidos pela quantidade de material publicado mas sim pelo grande número de sites que se alimentam deste sexting.

A IWF publicou também declarações de garotos cujas vidas foram devastadas por causa de fotos e vídeos de sexting que acabaram na Rede, inclusive sem que os protagonistas as tivessem decidido publicar. Entre os casos que reproduzem há alguns derivados de roubos de telemóveis e não são raras as depressões graves e mesmo as tentativas de suicídio (como no trágico caso de Amanda Todd). Por exemplo, uma garota teve que suportar na escola bullying e comentários lascivos de pessoas que não conhecia porque a tinham reconhecido por uma foto erótica na Rede.

Máis informação

Fontes: The Guardian e TelasAmigas vía Sexting.es.

Pesquisa no Brasil recolhe preocupantes dados sobre a segurança dos internautas mais jovens

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Após a análise de como vêem os pais e mães brasileiros a segurança de seus filhos em Internet, nos fixaremos hoje nos dados diretamente recolhidos dos meninos e adolescentes (9-16 anos) pelo inquérito TIC Kids Online.

  • Os equipamentos de maior risco para o acesso a Internet —por serem portáveis— como celulares, tablets e videogames son usados pelos menores para acederem a Internet num 21%, 3% e 2% respetivamente. No caso dos celulares, as crianças de 9 e 10 anos fazem este uso num 9% e vai crescendo com a idade o uso: 16% com 11 e 12 anos e chega a 29%-30% entre 13 e 16 anos. Por tanto praticamente um em cada 3 adolescentes brasileiros usa o celular para se conetar à Internet.
  • Quase a metade (47%) acedem a Internet todos ou quase todos os dias.
  • Mais da metade jogam games/jogos com outras pessoas na Internet, sendo mais frequente este uso nos mais jovens: entre 9 e 11 anos jogam com outros o 59-60%, sendo o 48% dos de 1-13 e 51% os de 15-16.
  • O uso da mensageria instantânea também é perigoso como meio potencial para contatar com desconhecidos, e o 54% de crianças entre 9 e 16 a empregam. É inquietante constatar que os mais jovens, os de 9-10 anos, a usam num 28%, e que só com um ano mais (11-12 anos) a utilizam já o 52%. As salas de bate-papo, sistemas com função semelhante, são utilizadas somente pelo 12%.
  • A webcam, outro elemento comunicacional de risco, não é tão usado mas a sua utilização não é despreciável: só 6% nos de 9-10 anos mas já 13% nos 11-12, 16% nos 13-14 e 18% nos 15-16 anos.
  • Com apenas 9 a 12 anos o 5-6% das crianças escrevem num blog ou outro sistema de diário online.
  • No contato com desconhecidos entre os 11 e 16 anos, 4% têm esses contatos pelo email, 7% pelas redes sociais, 4% pelas mensagens instantâneas e 16% em jogos online.
  • Nas redes sociais, entorno também onde se produzem numerosos problemas por exemplo de privacidade ou cyberbullying, estão presentes com perfil próprio: 42% dos de 9-10 anos, 71% de 11-12, 80% de 13-14 e 83% de 15-16 anos.
  • Entre as redes mais utilizadas, os mais novos preferem Orkut e os adolescentes, Facebook. É salientável que mais da metade dos de 9 a 12 anos têm perfil no Orkut. Algo menos da metade estão também no Facebook a essa idade, embora ser ilegal. Surpreende que só o 68-71% das crianças que têm estes perfís reconheçam que mentem na sua idade nestas redes. Como se cadastram, então?
  • Um 13% das crianças de 9-10 anos que possuem perfil nas redes sociais tem mais de 100 contatos. Aos 11-12 anos já é o 38%. Nos adolescentes essa cifra aumenta notavelmente: o 72% dos de 15-16 anos tem mais de 100 contatos.
  • A privacidade dos que têm estes perfís está configurada assim: têm perfil público o 25%, e de um jeito que os amigos dos amigos consigam ver o 31%, com apenas diferenças pela idade. Em total só o 42% tem o perfil totalmente privado.
  • É moi preocupante que os mais jovens revelem dados pessoais nestas redes: Aos 9-10 anos o 50% publica foto do seu rosto, 12% a escola onde estudam, 8% o seu endereço e 6% o seu telefone. Com a idade estas cifras mesmo aumentam: aos 11-12 anos são respetivamente o 67%, 24%, 9% e 11% quem revelam cada uma de essas informações.
  • Nas habilidades para a auto-proteção das crianças é destacável que apenas 49% de 11 e 12 anos sabem bloquear as mensagens de uma pessoa, ou seja, usar as configurações para impedir que uma pessoa entre em contato com ele/ela pela Internet. E só o 37% sabem a essa idades como mudar as configurações de privacidade no seu perfil de rede social.
  • 27% entre 9 e 12 anos não percebe que existam coisas más que possam incomodá-los na Internet.
  • Os pais têm conhecimento das atividades das crianças na Internet? 27% delas opinam que apenas um pouco ou nada.
  • 31% das crianças de 9 e 10 anos opinam que seus pais deveriam se interessar muito mais pelo que fazem na Internet.
  • As crianças de 9 a 16 dizem que só o 56% dos seus pais lhes deu sugestões de como se comportar na Internet com outras pessoas e só o 22% os ajudou quando alguma coisa na Internet os estava incomodando ou chateando.
  • Sobre a supervisão e controle parentais o 48% das crianças de 9-10 anos dizem que seus pais não verificam os sites que eles visitaram. O 59% dos pais dos de 9 a 16 anos não verificam os perfís de seus filhos ou filhas nas redes sociais e o 54% tampouco os contatos deles.
  • O 64% das crianças afirmam que não deixan de seguir as orientações dos pais sobre o uso da Internet.
  • Só o 5% diz que seus pais mudaram de atitude devido a uma experiência incômoda de seu/sua filho(a) na Internet.
  • A enquisa mostra claramente a importancia dos iguais na aprendizagem do uso seguro da Internet: um(a) amigo/a ajudou a 41% das crianças sugerindo formas de usar a Internet com segurança, 40% explicando porque alguns sites são bons e outros ruins, 31% sugerindo formas de como se comportar com outras pessoas na Internet, e 19% ajudou a criança quando alguma coisa na Internet estava incomodando ou chateando ele/ela. A intervenção dos amigos para estas funções cresce ao duplo com a idade. Os professores ajudam em proporções semelhantes ainda que com pouca diferença conforme a idade das crianças.
  • De onde procedem os conselhos que as crianças recebem sobre o uso seguro da Rede? 59% de outro parente, 55% dum(a) professor(a), 33% da televisão, rádio, jornais ou lojas, 20% das pessoas que trabalham com jovens ou pessoas ligadas à igreja, 16% de bibliotecários ou monitores de lanhouses, 14% de sites da Internet e 11% de provedores de serviços de internet. No 67% dos casos a principal origem dos conselhos é o parente ou o professor.

Fonte: CETIC

Pais e segurança das crianças na Internet: novos dados sobre o Brasil

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Icono da CETIC para a enquisa TIC kids onlineContinuamos com a análise do informe presentado esta terça-feira pelo CETIC.br acerca do uso da Internet por crianças e adolescentes brasileiros de 9 a 16 anos.

Agora centraremos a nossa atenção nos pontos mais relacionados com a nossa área de trabalho: o uso seguro e responsável. Oferecemos un resumo dos datos mais salientaveis a este respeito, olhando primeiramente a perceção e ações dos pais sobre a segurança dos seus filhos na Rede:

  • De 9 a 10 anos 42% têm perfil em redes sociais, apesar de estar proibido por baixo dos 13 ou 14 nas principais redes. A proporção atinge 83% entre 15 e 16 anos. Entre 9 e 10 anos, o 29% dos pais mesmo dão total permissão para os filhos estarem nas redes sociais e apenas 30% o proibem. Com filhos de 11 e 12 anos 46% dizem-lhes que podem ter perfil quando quiserem e 32% permitem com supervisão.
  • Entre as crianças e adolescentes que estão nas redes sociais, 31% permitem que contatos dos seus amigos tenham acesso ao perfil e 25% têm perfis públicos, que podem ser visualizados por qualquer pessoa.
  • Entre os motivos de preocupação dos pais relativos à Internet, 53% teme o contato com desconhecidos e 47% a exposição a conteúdo inapropriado.
  • 22% dos pais não consideram que a sua filha ou filho utilize Internet com segurança e 8% não sabe.
  • Ao respeito do acompanhamento dos pais para o uso seguro da Internet, 78% conversa com seu/sua filho/a sobre o que ele/a faz na Internet, 57% fica por perto enquanto ele(a) a usa e 49% senta com ele/a enquanto usa a Internet.
  • Às crianças de 9 e 10 anos, 27% dos pais deixam-lhes usar sem supervisão serviços de mensagens instantâneas, sendo até 42% entre as de 11 e 12 anos.
  • Porém, 85% proibem aos de 9 e 10 anos (79% aos de 11 e 12 anos) dar informações pessoais pela Internet.
  • Segundo a pesquisa, os tipos de ajudas para o uso seguro que os pais e mães oferecem aos filhos na Internet são: 66% falou com seu filho/a sobre como usar a Internet com segurança; 64% falou com ele/a sobre como deveria se comportar com outras pessoas na Internet; 61% explicou porque os conteúdos de alguns sites são bons e outros ruins; 43% falou com ele/a sobre o que deveria fazer se alguma coisa na Internet o/a aborrecesse ou assustasse; 24% ajudou alguma vez seu filho/a quando alguma coisa na Internet o/a aborreceu ou assustou.
  • A respeito da supervisão parental, o que as mãe e pais verificam é: 50% o histórico ou o registro dos sites que seu/sua filho(a) visitou (65% às crianças de 9 e 10 anos); 50% os amigos ou contatos que adiciona a seu perfil de rede social ou serviço de mensagens (apenas atinge o 55% quando o filho ou filha tem 9 ou 10 anos); 48% o perfil dele/a em redes sociais (53% nos do 9 e 10 anos); 40% as mensagens de email ou as mensagens instantâneas (43% com os máis novos, de 9 ou 10 anos).
  • Sobre as ferramentas técnicas de controle: 57% dos progenitores ou responsáveis usam algúm programa para prevenir spam no email ou um antivírus; 32% bloqueios ou filtros para alguns tipos de sites; 29% rastreio dos sites que visitam; 16% serviços que limitam o tempo que seu filho ou filha fica na Internet.
  • 74% dos pais reconhece que deveria fazer mais em relação ao uso da Internet pelos seus filhos: 39% que deveriam fazer muito mais e 35% algo mais.
  • 18% dos pais nunca busca informações sobre uso seguro da Internet.
  • Os pais desejam que sejam principalmente (aprox. 60%) as escolas e os meios de comunicação quem lhes ofereçam informação sobre segurança na Internet. Em segundo lugar (aprox. 30%) citam governo, família e amigos; empresas de Internet, sites e ONGs são escasamente demandadas para esta questão (aprox. 15%).
  • 6% dos pais acreditam que seus filhos têm passado por experiências incômodas no último ano na Internet, com outro 4% que não sabe. As cifras sobem de maneira salientável quando os filhos têm 15 e 16 anos: 10% acreditam que lhes tenha passado a seus filhos e 7% reconhecem desconhece-lo.
  • 37% dos pais reconhecem não terem capacidade (pouca ou nula) para ajudar seus filhos com situações que os incomodem ou constranjam na Internet. 35% pensam que tampouco seu filho/a tem essa capacidade (48% dos de 9 e 10 anos).
  • Conteúdos nocivos segundo apreciação dos pais: 10% de 9 e 10 anos viu imagens agressivas ou violentas de pessoas se agredindo ou matando na Internet; 17% de 11 e 12; 20% de 13 e 14; 23% de 15 e 16 anos. Viu imagens online com conteúdo sexual explícito: 5% de 9 a 12 anos; 4% de 13 a 14; 13% de 15 e 16. Outro tipo de conteúdos mais relacionados com foros ou redes sociais como conversas sobre formas de machucar a si mesmo ou se ferir fisicamente, conversas que conduzam à anorexia ou bulimia, mensagens de ódio contra pessoas ou grupos ou pessoas falando sobre suas experiências com o uso de drogas só atingem o 3-4% no conjunto das idades de 9 a 16, e conversas sobre formas de cometer suicídio só o 1%. Nestes temas aprecia-se um ligeiro aumento (5-7%) nas idades de 15-16 anos nos temas relativos à violência e aos problemas alimentares.
  • Ciberbullying percebido pelos pais (filho/a tratado/a de forma ofensiva ou desagradável na Internet por outra criança ou adolescente): 0% entre 9 e 10 anos; 3% entre os 11 e 14 anos; 5% dos de 15 e 16.
  • Sexting segundo os pais: recebeu mensagens sexuais pela Internet o 1% dos de 9 e 10 anos, 3% de 11 e 12, 2% de 13 e 14, e 5% dos de 15 e 16; Enviarom esse tipo de mensagens: 0% de 9 a 14 anos e apenas 1 de 15 a 16 anos.
  • Os problemas percebidos pelos pais foron: 15% problemas de malware, privacidade 2%, suplantação online 2%. Os pais não apreciarom problemas com estafas online. Em todos estes problemas hai um aumento com a idade dos filhos.

Fonte: CETIC

Sua vida inteira está na Internet… e podem usá-la contra você

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No vídeo baixo estas linhas podemos comprovar o fácil que é que nos leiam a mente para saber nossa vida sem precisar mais que um acesso a Internet para pesquisar todo o que publicamos (e publicam de nós os demais). A montagem faz parte de uma campanha belga sobre a segurança na banca on-line. Na instalação em uma praça de Bruxelas até o mais pequeno detalhe estava cuidado: um suposto mentalista, um ambiente de cor branca que inspirava pureza e inocência… E toda uma série de detalhes para relaxar as pessoas que aceitavam o convite a lhes ler a mente com a desculpa de que era uma prova para um programa de televisão.

No vídeo pode ser apreciado como os protagonistas se surpreendem quando o mentalista adivinha coisas pessoais sobre eles, que supõem ninguém mais que eles sabe… incluindo algumas tão supostamente íntimas como as tatuagens que têm em seu corpo ou que preço puseram à casa que estão vendendo.

Por médio de seu nome e o e-mail utilizando os buscadores é fácil obter um perfil completo de uma pessoa. Se põe uma moto ou uma casa em venda publicamente… por que te assombra de que alguém saiba o preço que lhe puseste publicamente? Ou se publica fotos tuas na praia ou inclusive de sexting, como não vai saber qualquer que tem duas borboletas tatuadas onde acabam as costas?

E não só supostos estafadores são os que podem fazer uso desta informação, mas também ladrões profissionais de contas on-line de banca (como pretende denunciar esta campanha belga), suplantadores, acossadores sexuais, groomers (no caso de menores de idade), cyberbullies, sequestradores, sextorsionadores… O que publicamos em Internet (nas redes sociais, em videochats, em foros ou blogs?) põe-nos em numerosos riscos e por tanto é vital aprendermos a cuidar nossa imagem on-line.

Fonte: Riesgos en Internet

Superexposição na Internet estimula a ação de perseguidores virtuais

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O termo stalking (do inglês espreitar) passou a ser usado nos anos 1980 para se referir a fãs que perseguiam celebridades, invadindo suas casas e forçando contato.

A chamada Web 3.0 —uma WWW com presença maciça de dados pessoais— fez com que muita gente se transformasse em pequena celebridade só por ter um site conhecido ou muitos seguidores nas redes sociais. O resultado foi que a perseguição (o cyberstalking) migrou para a realidade de gente normal, que anda pelas ruas sem segurança.

“Há um impulso de consumir a vida do outro, de usá-la como entretenimento, semelhante a um filme”, explica Eugênio Trivinho, professor do programa de pós-graduação em comunicação e semiótica da PUC-SP.

Gabriela Assis, 23, conta que, na adolescência, desenvolveu o hábito de conferir a vida dos colegas pelo Orkut. “Se gostava de um menino, queria saber se tinha namorada, o que fazia. Para isso, acompanhava as conversas dele.” Gabriela não vê nada de errado em seu comportamento: “Apenas faço uma análise detida do que as pessoas escolheram publicar, não roubo dados de ninguém”.

Alguns se limitam a investigar a vida de pessoas que já conhecem, mas outros se encantam por desconhecidos e procuram meios de se aproximar deles e passam a frequentar os mesmos lugares de seus objetos de atenção, montando um acosso presencial.

O Brasil não tem leis específicas para regular a vigilância virtual, mas há casos em que cabe uma ação civil, afirma Victor Haikal, especialista em direito digital: “Não é porque escolhi compartilhar minhas informações que as pessoas podem fazer o que quiser com elas. Há abusos de direito que fogem do uso regular das redes sociais”, explica. Para o advogado, seria abuso, por exemplo, enviar fotos constrangedoras que a pessoa postou em sua rede social para seus chefes ou colegas de trabalho, tentar contatos insistentes por e-mail ou usar informações do geolocalizador dela para persegui-la pela cidade.

“Mesmo que a pessoa não lhe faça mal, não é saudável se sentir vigiado por alguém”, defende Breno Rosostolato, psicólogo clínico.

No Orkut, a busca de dados era ativa: era preciso entrar na página da pessoa, vasculhar fotos e mensagens. No Facebook, essas informações são atiradas na cara do usuário: uma barra lateral que avisa o tempo todo quem ficou amigo de quem, quem curtiu a foto de quem: “A nova estrutura dos sites é feita para estimular essa curiosidade pela vida alheia”, diz Vinícius Andrade Pereira, presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura.

Fonte: Folha de S. Paulo

Jovem assassinada nos Países Baixos por seus comentarios sobre amigos en Facebook

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O assassinato de uma adolescente, motivado por comentários no Facebook e que teria sido planejado na rede social, chocou os Países Baixos.

A acusação diz que um garoto matou uma jovem de 15 anos, Joyce Winsie Hau, a pedido de um casal também adolescente, por causa de mensagens publicadas na rede social sobre o comportamento sexual dos dois. A acusação pediu a pena máxima a um garoto de até 16 anos: um ano de detenção em um centro para jovens e dois anos de liberdade condicional que poderiam ser ampliados para até sete.

Os julgamentos na Holanda envolvendo menores costumam ocorrer a portas fechadas, mas este acontece publicamente. Os juízes argumentaram que é do interesse da sociedade conhecer os detalhes do caso.

Polly W., de 16 anos, e Wesley C., de 18, estavam furiosos com Joyce, de 15 anos. As duas meninas eram amigas até a mais nova publicar comentários sobre a outra.

A acusação diz que eles decidiram então contratar o menor Jinhua K., então com 14 anos, para matar a amiga. O pagamento teria sido de menos de 100 euros (equivalente a R$ 250). O garoto foi à casa de Joyce no dia 14 de janeiro, apunhalando-a. Ela foi hospitalizada, mas morreu dias depois. Seu pai ficou ferido no ataque ao tentar defender a filha.

Fonte: BBC

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Mais de 40% dos brasileiros diz estar perdendo controle sobre dados nas redes sociais

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Mais de 40% dos brasileiros diz estar perdendo controle sobre dados nas redes sociaisUma pesquisa realizada pela empresa de segurança F-Secure revelou que, juntamente com o crescimento da utilização das redes sociais, aumentou também a preocupação dos usuários em relação ao cuidados com seus dados na rede.

No Brasil, cerca de 86% dos entrevistados disseram que se preocupam ao publicar dados pessoais em redes sociais, enquanto que 80% afirmam tem receio a respeito de quem tem acesso a fotos e vídeos pessoais que são postados na rede, principalmente entre usuários com idade entre 45 e 60 anos. Além disso, 43% considera estar “perdendo o controle” sobre dados compartilhados nas redes.

Entretanto, os brasileiros não estão tomando o devido cuidado com seus dados: 74% dos entrevistados afirmaram que já perderam documentos importantes como fotos, e-mails, arquivos sensíveis, entre outros.

Mesmo assim, a maneira mais comum para armazenar um backup desses documentos continua sendo o HD externo (59%), enquanto que 20% dos brasileiros utilizam soluções de backup na nuvem.

O e-mail ainda é o meio pelo qual os usuários no mundo trocam documentos (81%), enquanto que o segundo lugar ficou para as redes sociais (68%), de acordo com o estudo.

Fonte: IDG now

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27% dos usuários de celulares armazenam senhas no aparelho

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Smartphones armazenam uma grande quantidade de dados pessoais valiosos, fotos, vídeos, e-mail, textos, dados de aplicativos, localizações de GPS e hábitos de navegação na internet, que está cada vez mais caindo nas mãos dos anunciantes, fabricantes de aplicativos, policiais e bandidos.

Uma pesquisa publicada recentemente pela por pesquisadores de leis da Universidade da Califórnia, em Berkeley, sugere que também há uma significativa desconexão entre a percepção de muitas pessoas da segurança e privacidade dos dados em seus smartphones e a realidade.

Alguns dos preocupantes dados da pesquisa:

  • 75% armazenam fotos ou vídeos no celular.
  • 27% gardam passwords de sites que visitam com o seu smartphone.
  • 24% gardam nel informações acerca de onde se encontram ou onde estiveram.

A maioria das pessoas entrevistadas para o estudo disseram acreditar que a policia precisa de permissão especial para acessar informações em um telefone. Na verdade, a polícia pode adivinhar uma senha para desbloquear um aparelho confiscado e pode representar o proprietário do telefone, enviando textos, se o telefone está desbloqueado. Nenhuma das atividades foi impedida pelos tribunais.

Os autores do estudo concluem que é precisso as autoridades presionarem mais duramente as empresas para evitar recolhida excessiva de informação pessoal de clientes e usuários.

Fonte: SSRN via Technology Review.