A entrada em vigor da Lei “Carolina Dieckmann” estabelece punições específicas para os crimes cibernéticos

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Nesta terça-feira, 2 de abril, entrou em vigor a Lei 12.737/2012, que  considera crime a invasão de sistemas e aparelhos eletrônicos como celulares, computadores ou redes para a obtenção de dados particulares.

Também conhecida como lei “Carolina Dieckmann pelo vazamento de 36 fotos íntimas do correio eletrônico da atriz, foi sancionada em dezembro do ano passado para dar resposta aos novos crimes surgidos no âmbito informático.

A recente lei pune com multa e prisão de três meses a um ano a quem invada dispositivo informático alheio e estabelece uma pena maior caso as informações obtidas sejam comunicações eletrônicas privadas ou segredos comerciais ou industriais, em concreto, de seis meses a dois anos de prisão e multa.

A divulgação, comercialização ou transmissão dos dados ou informações a terceiras pessoas aumenta também a pena, nesse caso de um a dois terços.

A intenção da lei é proteger a privacidade de quem navega na internet, mas não deve ser um instrumento para as pessoas se relaxarem e deixarem seus sistemas sem proteção. O especialista em Direito Eletrônico, Afonso Silva, adverte que “a partir do momento que a pessoa também não se protege, ela fica descoberta da lei federal”.

Além disso, especialistas criticam as penas estabelecidas pela lei assim como a falta de discussão em torno dela.

Fonte: Lei 12.737/2012 e artigo na Globo Especialista em Direito Eletrônico explica Lei Carolina Dieckmann, de 3 de abril de 2013.

Aumentam os casos de sextorsão pela oferta de sexo fácil via webcam

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A vítima conhece ao agressor nas páginas de relacionamento da Internet e estabelece o contato que termina, mais cedo ou mais tarde, em cibersexo onde ambos tiram suas roupas na frente da webcam.

O chantagista registra a vítima nua e solicita dinheiro para que não seja publicado ou mesmo mostrado aos seus amigos e familiares identificados pelas redes sociais.

Muita gente navega pela Internet para conhecer pessoas novas e, em alguns casos, propositadamente ou não, pode até surgir algum tipo de experiência sexual. Para fazer isso existem diversas formas, embora existam algumas clássicas como os sites de relacionamentos. Mais recentemente, estão surgindo sites onde se pode conversar com estranhos aleatoriamente usando a webcam, como ,por exemplo, o Chatroulette, que em grande parte marcam a tendência para relacionamentos mais superficiais e, talvez, com mais riscos.

Como diz Jorge Flores, diretor e fundador de TelasAmigas, “Temos recebido várias chamadas nas últimas semanas, especialmente de jovens que dizem estar sendo chantageados por alguém que os vira nus pela webcam. O contato iniciou-se em um site de relacionamento ou em uma conversa mas depois trocaram mais informações ou dados que o chantagista utilizou posteriormente. Em alguns casos, trata-se de algo muito rápido: se conhecem,  ficam nus diante da câmara e começam a chantagem exigindo dinheiro dentro de 24 horas. Outras vezes, o jogo dura mais tempo, mas o resultado é o mesmo”. Em muitos casos, a quantidade solicitada se encaixa no perfil da vítima que já havia sido estudada previamente uma vez que o objetivo do agressor é o deposito imediato.

Cada vez mais recebemos notícias que confirmam o aumento alarmante destes tipos de casos em várias partes do mundo: Singapura, Rússia, Brasil, Uruguai … e também Espanha, como já advertiram pesquisas realizadas em 2011 . Às vezes o processo da sextorsão termina tragicamente.

Um engano duplo: nem mesmo existe realmente uma pessoa nua do outro lado

Em alguns casos trata-se de uma gravação e, do outro lado do videochat existe apenas uma pessoa controlando o que a vítima acredita estar vendo e que seleciona as cenas quando ela está nua. Também pode se tratar de meninas contratadas para seduzir e ficarem nuas em frente da webcam para depois deixar a extorsão para os profissionais. Em qualquer caso, o que a vítima acredita ver é uma oportunidade, alguém que quer o mesmo que ela e que, geralmente, começa incentivando e oferecendo a despir-se em primeiro lugar. A partir desse momento, tudo é possível e quando a isca é realmente uma pessoa se alcançam limites inimagináveis nesta suposta relação íntima digital, mas especialmente virtual.

Os criminosos acercam-se ao círculo social da vitima para apresentar uma ameaça maior. Tratam de conhecer ou entrar na vida digital social de sua vítima (por exemplo, colocando-se por engano ou por direito em seu circulo nas redes sociais: Facebook, MySpace …) para que possam ameaçar a revelar precisamente o seu núcleo relacional , seus contatos, a existência de tais imagens comprometedoras.

O perfil das vitimas

É muito variado, talvez especialmente os homens, ainda que aconteça também com as mulheres. A vítima típica pode ser um rapaz ou homem adulto que pensa que encontrou uma mulher com quem compartilhar um momento de excitação e práticas sexuais usando a webcam. No entanto, podemos encontrar mulheres de meia idade e meninos adolescentes. “É possível que haja proporcionalmente mais vitimas entre a população homossexual, mas não podemos confirmar estatisticamente. A causa pode ser o predomínio dessas pessoas na hora de buscar experiências alternativas enquanto em seu ambiente habitual, físico e imediato, não há oportunidade ou não é assumido com tanta naturalidade”, disse Jorge Flores.

O que fazer diante de uma chantagem?

Segundo TelasAmigas   “ainda cada situação é diferente e requer um tratamento específico”, estes são os 10 passos que você pode seguir, se você não foi capaz de impedir que alguém iniciasse uma “sextorsão“:

Instruções para uma vitima de “sextorsão”:

  1. Peça ajuda. Solicite o apoio de um adulto de confiança.
  2. Não ceda à chantagem. Não aceite as solicitações do chantagista se com isso ele se torna mais forte.
  3. Não dê informações adicionais. Qualquer dado ou informação pode ser usado pelo chantagista.
  4. Salve as provas. Quando te ameaçarem, guarde coisas delicadas… capture a imagem da tela e grave a data e a hora.
  5. Remova informações delicadas. Apague ou salve em outro lugar as informações ou imagens privadas que você pode ter. Se você não tiver feito, tampe a webcam.
  6. Remova malware. Certifique-se de que você não tem nenhum software malicioso – trojans, spyware… – em seu computador.
  7. Altere as senhas. Você pode estar sendo espionando em suas comunicações nas redes sociais.
  8. Veja se o agressor pode realizar suas ameaças. Muitas ameaças são blefes, não são verdadeiras. Tente comprovar que ele tenha as imagens que diz.
  9. Diga ao agressor que ele está cometendo um crime. Ele deve saber que a lei pode persegui-lo e que você sabe disso.
  10. Faça uma denúncia. A lei persegue duramente tais crimes, especialmente se você é menor de idade.

     

    Recursos de prevenção

     

    Para os adolescentes brasileiros o Facebook é a rede social mais propensa ao cyberbullying

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    Redes sociais e ciberbullying no BrasilA eCGlobal.com, painel de pesquisa online, realizou uma pesquisa sobre o cyberbullying e os riscos da internet para os jovens. Foram entrevistados crianças e adolescentes brasileiros com idades entre 8 a 17 anos, que tiveram a permissão dos pais para responder à pesquisa. Dentro da amostra, 72,20% dos entrevistados sabiam o que era cyberbullying e conheciam os meios pelos quais esta ação é praticada. Outro dado que chamou atenção foi o fato de que 42,52% dos jovens e adolescentes brasileiros alegaram que já sofreram algum tipo de humilhação na internet: o modo de cyberbullying que mais temem é verem publicadas fotos íntimas suas.

    Segundo a pesquisa, para os adolescentes brasileiros, o Facebook é a rede social mais propensa ao cyberbullying (53%), seguido pelo Twitter (16%) e o YouTube (14%). Facebook também é a mais utilizada por 81% dos jovens.

    Fonte: BlogMidia8

    Difusão de fotos de sexting de menores no Instagram provoca distúrbios na Suécia

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    A criação de uma conta de cunho sexual no Instagram, na qual foram postadas fotos de adolescentes nus ou praticando atividades sexuais (sexting), resultou em confusão, distúrbios e prisões de alunos de uma escola de Gothenburg, na Suécia.

    O saldo dos distúrbios é de, pelo menos, 27 estudantes do ensino médio de Gothenburg detidos ao tentar linchar uma adolescente de outra instituição. O motivo para essa revolta e reação foi o surgimento de um perfil na rede social mais falada de fotografias, que requisitava fotos das “vagabundas” de Gothenburg para postagem nesse perfil. Conforme indica a agência de notícias sueca The Local, mais de 2000 fotos foram enviadas por e-mail para o responsável por essa conta no Instagram, que posteriormente postava as imagens.

    Após a descoberta desse perfil e grande polêmica, a conta em questão foi desativada, mas os protestos não cessaram. Em meio a discussões e acusações em um grupo criado no Facebook, partiu de outro grupo nessa rede a acusação de que a responsável pela conta no Instagram seria uma adolescente de 17 anos. Com dados pessoais da menina em mãos, uma multidão de estudantes, cujas fotos íntimas suas e de amigos foram exibidas online, foi à escola onde ela estuda para tentar obter algum tipo de vingança.

    O desfecho desta história se deu com a chegada de centenas de alunos revoltados ao colégio da suposta criadora da conta no Instagram nessa última terça-feira (18), resultando na vinda da polícia, acionada para dissipar a confusão e garantir a segurança dos jovens e demais pedestres presentes. Os oficiais tiveram dificuldade em controlar a situação, que só foi estabilizada no meio da tarde daquele dia.

    Fonte: TechTudo vía 24horasNews

    Uma dica: você não transmita o sexting!

    Quase todas as fotos e vídeos de sexting acabam em sites de pornografia

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    Desde TelasAmigas levamos advertindo desde abril de 2009 do surgimento da perigosa mania do sexting e de seus riscos associados, alguns diretamente relacionados com sua difusão sem controle em Internet. Segundo se deu a conhecer nesta passada segunda-feira, um estudo da Internet Watch Foundation (IWF) comprovou que o 88% das imagens e vídeos de tipo erótico ou sexual autoproduzidas por jovens e publicadas na WWW (especialmente nas redes sociais e sites dedicados a emissões de webcam), são captadas e republicadas sem permissão em outros sites, especificamente em sites pornô.

    SextingO estudo observou a intervalos durante quatro semanas (no passado mês de setembro) as imagens e vídeos sexuais que publicavam meninos e jovens em determinados sites (68), contabilizando 12.224 peças em 47 horas (260 por hora, em media). Rastrearam as imagens e observaram que a maioria (88%) eram depois republicadas no que denominaram sites parasitos criados com o objetivo concreto de mostrar imagens de sexting de gente jovem.

    A fundação encarregada do estudo, criada em 1996 por empresas britânicas do setor de Internet, advertiu dos perigos de que menores e jovens enviem ou publiquem sexting, já que uma vez que a imagem está disponível em formato digital escapa de seu controle para sempre. Embora o autor ou autora da imagem a apagar da página onde a publicou originalmente, uma vez que foi copiada e redifundida por sites pornô que se nutrem delas, faz-se virtualmente impossível a eliminar completamente da Rede, pois de um destes sites passa a dezenas de outros similares, a blogs, e a discos duros de milhares de usuários de todo mundo. «Os jovens têm que se dar conta de que uma vez que uma foto ou um vídeo está on-line, pode que nunca sejam capazes da eliminar de vez de Internet», advertiram.

    Paralelamente a advertir sobre onde acabam estas fotos e vídeos, o estudo dá uma aproximação da quantidade desmedida de material deste tipo que os jovens publicam a cada dia em Internet, e da crescente presença de vídeos entre o material de sexting publicado (41% em sua mostra). Os responsáveis pelo estudo não se mostraram surpreendidos pela quantidade de material publicado mas sim pelo grande número de sites que se alimentam deste sexting.

    A IWF publicou também declarações de garotos cujas vidas foram devastadas por causa de fotos e vídeos de sexting que acabaram na Rede, inclusive sem que os protagonistas as tivessem decidido publicar. Entre os casos que reproduzem há alguns derivados de roubos de telemóveis e não são raras as depressões graves e mesmo as tentativas de suicídio (como no trágico caso de Amanda Todd). Por exemplo, uma garota teve que suportar na escola bullying e comentários lascivos de pessoas que não conhecia porque a tinham reconhecido por uma foto erótica na Rede.

    Máis informação

    Fontes: The Guardian e TelasAmigas vía Sexting.es.

    Mais de 40% dos brasileiros diz estar perdendo controle sobre dados nas redes sociais

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    Mais de 40% dos brasileiros diz estar perdendo controle sobre dados nas redes sociaisUma pesquisa realizada pela empresa de segurança F-Secure revelou que, juntamente com o crescimento da utilização das redes sociais, aumentou também a preocupação dos usuários em relação ao cuidados com seus dados na rede.

    No Brasil, cerca de 86% dos entrevistados disseram que se preocupam ao publicar dados pessoais em redes sociais, enquanto que 80% afirmam tem receio a respeito de quem tem acesso a fotos e vídeos pessoais que são postados na rede, principalmente entre usuários com idade entre 45 e 60 anos. Além disso, 43% considera estar “perdendo o controle” sobre dados compartilhados nas redes.

    Entretanto, os brasileiros não estão tomando o devido cuidado com seus dados: 74% dos entrevistados afirmaram que já perderam documentos importantes como fotos, e-mails, arquivos sensíveis, entre outros.

    Mesmo assim, a maneira mais comum para armazenar um backup desses documentos continua sendo o HD externo (59%), enquanto que 20% dos brasileiros utilizam soluções de backup na nuvem.

    O e-mail ainda é o meio pelo qual os usuários no mundo trocam documentos (81%), enquanto que o segundo lugar ficou para as redes sociais (68%), de acordo com o estudo.

    Fonte: IDG now

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    Difundem pela Rede milheiros de fotos de sexting armazenadas como «privadas» no Photobucket

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    Uma deficiência na estrutura de segurança do Photobucket (um dos mais populares sites de armazenamento de fotos) permitiu o vazamento de milhares de fotos que deveriam ser privadas: entre os arquivos espalhados há numerosas autofotos de sexting e até documentos pessoais como fotos do cartão de crédito.

    Uma repórter do site BuzzFeed foi quem deu a alerta com uma reportagem sobre este grave assunto e sobre uma técnica chamada fusking, que vem sendo usada para vasculhar o Photobucket.

    “Se eu postar fotos privadas ou protegidas por senha em um álbum, ainda posso enviar um link direto para um amigo, e ele não vai precisar de senha para ver. Ele pode passar esse link adiante, e qualquer um pode acessar aquele conteúdo., não importa a configuração de privacidade”, escreveu a jornalista.

    Essa falha é explorada por programas de fusking que entram e obtém as fotos. A divulgação esta-se a fazer desde sites como o agregador Reddit onde já existe uma seção com 8 mil assinantes onde as imagens de garotas nuas estão sendo expostas. Mesmo existe outra onde os usuários podem pedir o saque (plunder) de contas concretas do Photobucket. Segundo os moderadores do site somente retiram as fotos se as afetadas se queixarem, porque estão publicamente acessíveis (pelo defeito do Photobucket) embora as usuárias pensem que são privadas.

    A coisa pode ser ainda pior: a maioria das fotos possui internamente dados chamados EXIF. No caso de se terem feito com smartphones, a chance de esse arquivo conter dados de geolocalização é grande e isto permitiria saber até onde a pessoa fotografada mora.

    Para usuários do site, a dica é retirar totalmente fotos que possam causar algum constrangimento, porque nem a configuração supostamente privada as protege já. Porém, as fotos partilhadas no Reddit estão sendo arquivadas noutro site de armazenamento o qual prova que uma vez difundida uma imagem privada, já não se pode desfazer o mal.

    Fonte: IDG now e outras.

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    No Brasil 21% dos usuários já se desmarcaram de fotos nas redes sociais

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    Uma pesquisa realizada pela Hi-Mídia aponta que os brasileiros dizem levar a sério a segurança online. Para se proteger, 87% dos entrevistados afirmaram manter o antivírus atualizado, 79% tomam cuidado com os sites acessados, 78% não abrem e-mails de desconhecidos e 77% realizam compras somente em lojas online confiáveis.

    Somente 11% dos entrevistados acreditam que os smartphones e tablets sejam completamente seguros.

    Além da preocupação com a segurança no uso geral da internet, os usuários também demonstram algum cuidado com a privacidade nas redes sociais. 45% possui perfil privado no Facebook, visível somente por amigos, menor que 59% nos EUA. No entanto, os cuidados são negligenciados com os elevados percentuais de compartilhamento de fotos (63%), vídeos (29%), informações pessoais (35%) e de localização (14%).

    De acordo com a pesquisa, há entre os internautas o cuidado com a reputação nas redes sociais: no Brasil, 21% dos usuários já se desmarcaram de fotos, contra 37% nos Estados Unidos. Retirar alguém da lista de amigos foi uma ação feita por 38% de brasileiros e quase 45% de usuários já apagaram comentários postados.

    Mais de 70% dos entrevistados têm cuidado com o que escrevem e compartilham, o que pode justificar o percentual de apenas 23% de usuários que já se arrependeram de algum conteúdo postado.

    Entre os cuidados tomados no Facebook, 73% dos brasileiros afirmaram recusar a convites de amizade feitos por desconhecidos, 71% estão atentos aos arquivos que recebem e 57% só instalam ou acessam aplicativos considerados seguros. Considerando as normas de segurança e privacidade, 41% dos internautas não confiam no Facebook no que se refere à privacidade de seus dados pessoais.

    Fonte: IDGnow

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