A ingestão de canela ou a aspiração de preservativos, nova moda entre adolescentes

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Nestes últimos dias e meses está se proliferando na rede um novo tipo de vídeo com certas características comuns. Correspondem a um desafio. Vão desde o “sopro do dragão” até um preservativo sendo expelido pela boca e todos eles são protagonizados por adolescentes. Quem, não contente com sua auto-superação, decide colocá-lo na Internet. Teria a publicidade das redes algo a ver com esta repentina aparição de menores de idade com vontade de superar seus medos?

Dois são os principais desafios que circulam na rede, o desafio da canela” e “o desafio da camisinha. Enquanto o primeiro consiste em tragar uma colher de sopa de canela em pó sem beber água e no menor tempo possível, o segundo desafia a inalar um preservativo por um dos orifícios nasais para, em seguida, expeli-lo pela boca.

Especialistas na medicina já advertiram sobre os riscos para a saúde que trazem essas práticas. A ingestão de canela pode causar asfixia, colapso pulmonar ou irritação de garganta e pode dar lugar nos três meses posteriores a enfermidades como a fibrose pulmonar – a biorresistência das fibras da celulose que compõe a canela faz com que aquela não se dissolva nos pulmões. Por sua vez, a inalação de preservativos pode levar riscos de ruptura do material, podendo ficar um pedaço no orifício nasal, ou até a obstrução pulmonar.T

Entretanto, estas possíveis consequências não inibem aos e às mais jovens de continuar com os desafios. Os quais não fazem somente para si, senão em frente a uma câmera. O sentido do desafio não parece, portanto, a auto-superação, como se mostra ao tragar-se um método contraceptivo para retirá-lo pelo nariz ao invés de se usar em uma relação sexual segura. Nem sequer são desafios que se realizam para se sobrepor aos medos próprios ou alheios, pois não se executam na vizinhança ou em frente a uma pessoa querida. Não, são desafios cujo fim e razão de ser é a popularidade, tornar-se conhecido. Daí vem a solitária atuação em toda a cena frente uma câmera.

Assim, pois, o “se atreva a” viu-se superdimensionado neste mundo globalizado. Ao qual soube adaptar-se adotando um formato para todos os públicos. Não são desafios que requeiram uma grande infraestrutura, necessita-se de um único elemento a manipular – em geral de comum presença nos lares ocidentais, internet – meio sem o qual não se haveria chegado a conhecer o desafio – e uma câmera – webcam, digital ou smartphone. E mais, tampouco requerem grandes habilidades, nem físicas nem fotogênicas, pois nem o desafio e nem a câmera vão além do rosto. A facilidade junto com a publicidade, somadas à capacidade da rede de normalizar certas práticas graças a sua repetição e multiplicação, fizeram destes desafios um grande atrativo para o público mais jovem, que apesar dos ricos à saúde já citados continuam praticando-os.

Por isso é importante educar os e as adolescentes não só sobre o uso da internet senão na formação de certo critério na hora de estabelecer onde acaba o divertimento e começam os riscos para a saúde, assim como na relativização da publicidade, da viralidade e essa pseudo-normalização de nossa era digital.

Fonte: Artigo em El Correo, de 25 de Abril de 2013, La canela perjudica seriamente a la salud si se toma a cucharadas” e artigo do O Globo, de 24 de abril de 2013, “Jovens aspiram camisinha pelo nariz em vídeos publicados na internet”.

Lançamento do livro “Vivendo ESSE mundo digital”

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No próximo dia 16 de maio, no Espaço Cultural João Calvino – Universidade Presbiteriana Mackenzie, terá lugar o lançamento do livro “Vivendo ESSE mundo digital: Impactos na saúde, na educação e nos comportamentos sociais”.

O livro trata as consequências nos níveis educativos, sociais e de saúde do mundo digital e foca-se em certas questões como o sexting, a sextorsão e o grooming, riscos relacionados ao uso da internet e principalmente ao envio de conteúdos próprios de teor sexual. Assim mesmo, centra-se na proteção da privacidade no uso das redes sociais e faz questão do uso seguro das tecnologias da informação e da comunicação.

Conta com a colaboração de Jorge Flores, Diretor e Fundador de TelasAmigas –inciativa pela  promoção do uso seguro e saudável da Internet e o fomento de uma cidadania digital responsável na infância e na adolescência– quem redigiu os capítulos “Sexting, sextorsão e grooming” e “Redes sociais, privacidade, uso seguro da tecnologias de informação e comunicação”.

Junto com o lançamento haverá uma sessão de autógrafos da qual farão parte os organizadores do livro Cristiano Nabuco de Abreu, Evelyn Eisenstein e Susana Graciela Bruno Estefenon.

Data: 16 de maio (quinta-feira) Horário: 18h

Local: Espaço Cultural João Calvino – Universidade Presbiteriana Mackenzie

Endereço: Rua da Consolação, 930, São Paulo / SP.

 

 

Sexting no Brasil: envio e publicação

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Segundo a definição primigênia de sexting, a qual também foi utilizada no percurso da pesquisa “Sexting, uma ameaça desconhecida”, esta prática consiste no envio de mensagens com conteúdo sexual, principalmente fotos ou vídeos, produzidos pela própria pessoa remetente ou com sua permissão, a outras pessoas através do celular.

Porém, como afirma Jorge Flores, Diretor e Fundador de TelasAmigas, “este termo tem se ampliado. Hoje utiliza-se também para se referir à mera transmissão de imagens de alto conteúdo sexual entre celulares sem a intervenção do protagonista ou para proporcionar imagens sensuais a terceiras pessoas, embora não tenham sido tiradas nem enviadas pelo smartphone”. Mudanças no significado que atingem principalmente ao sujeito que bate a foto ou filma o vídeo e aos canais de envio ou publicação das imagens.

No Brasil 27% das pessoas que responderam à enquete afirmaram possuir fotos ou vídeos envolvendo nudez, mas a porcentagem da população que publicou-as nas suas redes sociais é menor, 9% as subiram aos seus perfis, mesmo de forma privada ou restrita para seus contatos específicos. Aqui o comportamento de homens e mulheres é diferente. Eles possuem tanto mais fotos quanto mais vídeos envolvendo nudez do que elas, 21% frente a 16% e 11% frente a 9% respectivamente. Mas considerando apenas as imagens realizadas por outras pessoas a proporção também é alta e diferente segundo o sexo, 9% delas e 11% deles tiveram fotos tiradas por outras pessoas e 4% delas e 6% deles foram filmadas.

Mas o consentimento é uma variável muito importante a ter em conta. Pois 3% dos homens e das mulheres tiveram tiradas fotos de conteúdo sexual sem sua permissão e 1% delas e 3% deles foram filmados da mesma forma. O fato dessas imagens terem sido feitas sem sua permissão revela um grande risco de posterior divulgação, pois se a opinião da pessoa que aparece nas imagens não foi levada em conta na hora da sua realização, não parece existir razão para que o seja no futuro.

Contudo, também não se deve tirar importância do fato das pessoas tirarem fotos ou vídeos delas. No início parece uma prática sem risco, mas casos como o que aconteceu com a atriz Carolina Dieckmann –cujas fotos foram vazadas do seu computador e divulgadas na internet- revelam como sempre que estejam armazenadas podem ser acessadas por outra pessoa, mais ainda quando estiverem no celular, aparelho mais susceptível de ser perdido ou furtado.

Com respeito ao envio de sexting, os homens praticam-no muito mais do que as mulheres. Quase a metade, 44% deles, mandou fotos, vídeos ou mensagens de conteúdo sexual, enquanto a porcentagem de mulheres foi 11 pontos menor. Elas apenas superam os homens no envio de mensagens de texto de conteúdo sexual próprio, 72% frente a 67%, mas quando são de outras pessoas já mandam menos, 24% frente a 25%.

Enquanto ao envio de fotos e vídeos, sejam das próprias pessoas remitentes ou de outras, eles enviam mais do que elas. 32% dos homens afirmaram ter enviado fotos suas nus, 32% ter mandado fotos de outras pessoas nuas, 17% encaminharam vídeos próprios de conteúdo sexual e 24% vídeos de terceiras pessoas. Elas afirmam não mandar tanto sexting e a porcentagem é especialmente menor em relação aos vídeos, 9% delas mandou vídeos nuas percentagem que se repete quando aqueles eram de outras pessoas. As mulheres também enviam mais fotos, 29% mandaram imagens próprias de conteúdo sexual e 10% fotos de outras pessoas.

Os canais de envio preferidos dependem do tipo de conteúdo que esteja se mandando. Para as fotos íntimas 49% escolheram aplicativos de envio de mensagens e 48% as redes sociais, para os vídeos íntimos 25% optaram pelas redes sociais e 24% pelos aplicativos e para o envio de mensagens de texto de íntimas 89% preferiram os aplicativos e 87% os SMS/MMS.

Os resultados revelam então três conclusões importantes.

–        A mudança do significado do termo sexting, se antes estava circunscrito ao envio através de celular hoje são outros canais os preferidos pelas pessoas usuárias, principalmente os aplicativos de troca de mensagens e as redes sociais.

–        Os homens enviam mais sexting do que as mulheres. E mais, mandam conteúdos que podem gerar mais riscos, pois a facilidade na identificação de uma pessoa em uma foto ou vídeo faz com que essa pessoa também seja um alvo mais fácil para as ridicularizações.

–        O sexting pode derivar em cyberbullying ou chantagem. O fato de as pessoas tirarem fotos ou filmarem vídeos de outras pessoas, até sem a permissão delas, pode ser uma arma para uma possível e posterior chantagem. Por sua vez, se as pessoas ficam repassando as fotos e vídeos íntimas alheias que receberam de uma pessoa que está sofrendo cyberbullying estarão acrescentando e piorando a situação.

Mais informações sobre a pesquisa

Nos dias 16 e 17 de maio ocorrerá o II Encontro Internacional sobre o Uso das Novas Tecnologias da Informação

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O II Encontro Internacional Sobre o Uso de Tecnologias da Informação por Crianças, Adolescentes, Jovens e Adultos, organizado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, celebrara-se no Campus de Higienópolis, em São Paulo.

A conferência continuará com o trabalho inicializado na primeira edição do Encontro celebrada em 2012 na cidade do Rio de Janeiro. Na ocasião debateu-se sobre ética, segurança, saúde e educação no uso da tecnologia pelas crianças e adolescentes e contou com a participação de Jorge Flores, fundador e diretor de TelasAmigas, que ministrou uma palestra sobre “Privacidade, Sexting e Grooming”.

Dessa vez, e querendo fazer da rede uma ponte de diálogo entre gerações, o Encontro  focará principalmente em perigos e riscos na internet (cyberbullying, grooming, delitos cibernéticos…), saúde e internet, educação digital e inclusão social e ética e valores na era digital.

O Encontro contará com a participação de especialistas nacionais e estrangeiros.

As inscrições podem ser feitas aqui.

 

Brasil é o país que mais utiliza as redes sociais do mundo

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Segundo um estudo da empresa consultora comScore publicado em fevereiro desse ano as brasileiras e os brasileiros são a população que mais utiliza as redes sociais do mundo. A média está em treze horas mensais de uso.

Perante a Argentina, pais com maior número de perfis no Facebook, com 8,7 horas mensais de utilização das redes sociais, o Brasil destaca-se junto com o continente latino-americano, o qual supera os demais com a maior média regional de conexão às redes sociais, 9,5 horas frente às 5,1 horas mundiais.

A explicação da consultora é a sociabilidade da população latino-americana. Adjetivo que se eleva então ao máximo entre os brasileiros e as brasileiras. Mas seu grau de sociabilidade parece se dividir entre diferentes redes sociais, pois é a população argentina a que tem um maior número de perfis no Facebook. No Brasil utiliza-se também o Orkut junto com outras redes sociais como Twitter.

 

Fonte: Artigo no Eldiario.es, 9 de abril de 2013, http://www.eldiario.es/turing/Facebook-obsesion-latinoamericanos_0_118638283.html

 

Duplamente vítimas de sexting : criminalização no âmbito profissional

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O fenômeno do sexting, anglicismo proveniente da conjugação sex (sexo) + texting (envio de SMS), é uma prática crescente . Se no início circunscrevia-se ao envio e recebimento de imagens e vídeos de conteúdo sexual através de telefones celulares, atualmente tem abrangido outros aparelhos digitais, como os computadores, ampliando também as suas consequências.

Um dos principais riscos derivados da prática de sexting é a sextorsão, ser vítima de uma chantagem sexual originada a partir do  envio de imagens próprias. O objetivo  da coação vai desde ganhar dinheiro até obter mais vídeos ou fotos eróticas. A ameaça ligada , geralmente, é sempre a mesma e consiste na publicação das imagens ou no envio aos/às parentes, amigos/as  e pessoas queridas.

Porém, às vezes as coações vão mais além e atingem não só a vida pessoal ,mas também a vida profissional da vítima, seja ela estudante ou trabalhadora. A vinculação das imagens eróticas com a web da instituição de ensino ou com a empresa empregadora pode não somente afetar a sua vida pessoal,  como também arruinar  sua vida profissional presente e futura.

No entanto, da mesma forma que chamamos a atenção para  a importância de que parentes e amigos/as  ajudem às vítimas de sextorsão, também devem fazê-lo as instituições em que elas participam. A solução não está em criminalizar a quem sofre coações, isso só intensifica o problema. Consiste, porém, em oferecer apoio à vítima e em identificar o autor ou a  autora para, depois, iniciar uma campanha de repúdio contra essas  práticas e, se for necessário, acudir à polícia.

É mais, também não consiste em ignorar o problema, pois só reafirma  a vítima na sua condição. O caso de Amanda Todd é exemplo disso. Durante três anos sofreu cyberbullying de seus/suas colegas em diferentes escolas sem que essas instituições fizessem  nada. Uma captura  da imagem da sua webcam enquanto ela, com 12 anos, estava sendo  enganada para mostrar seus seios e seu  posterior envio aos amigos/as  e parentes por parte do aliciador, foi o início do seu calvário, o qual, infelizmente, finalizou-se somente com o seu suicídio.

Devemos, então, ter sempre claro que quem aparece na foto é vítima de um delito e, em nenhum caso, está manchando o nome de instituição nenhuma, seja ela qual for. Tirar-se fotos de conteúdo erótico e enviá-las é uma prática que se enquadra em uma relação íntima e não fere ninguém. Por isso, toda ação que traia essa confiança merece um absoluto repúdio assim como um total apoio a quem está vendo sua honra, intimidade e privacidade violadas.

 

Sexting, uma das principais preocupações nas escolas de Grã-Bretanha

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Segundo um levantamento do Departamento de Educação da Grã-Bretanha três mil crianças foram afastadas no período letivo 2010/2011 das escolas daquele país por comportamento sexual impróprio. Os principais motivos das expulsões abrangem o bullying sexual, assédios e ataques e até um comportamento obsceno.

Considera-se a internet como um dos principais fatores que acelera a idade de iniciação nos contatos sexuais e que, além disso, influencia a forma das crianças e adolescentes se relacionarem, especialmente no âmbito sentimental e/ou sexual. Exemplo disso é a já rotineira naquele país prática de sexting, é dizer, do envio de mensagens de conteúdo erótico ou envolvendo nudez –principalmente vídeos ou fotografias- bem produzidos pela própria pessoa bem por outra com o consentimento daquela e mandadas para uma terceira, geralmente através do celular.

O sexting é, segundo o levantamento, uma das principais preocupações nos colégios da Grã-Bretanha. Fenômeno cujas alarmante normalização já deu a conhecer o canal de televisão britânico Channel4 na reportagem A geração do sexo: fotos explicitas, a norma entre adolescentes (Generation sex: explicit pics ‘the norm’ for teens, em inglês)  publicada em dezembro de 2012. Nesta mostrava-se como alguns conteúdos de fácil acesso na internet, como o pornô, influenciam os relacionamentos entre crianças, de um lado, criando um sentimento de superioridade entre os meninos, que chegam até a exigir fotos envolvendo nudez delas, e, do outro, gerando patrões de beleza inatingíveis.

 

Fonte: artigo no The Christian Post Escolas britânicas afastam 3 mil alunos por ano por conduta sexual imprópria, de 2 de abril de 2013, e reportagem do Channel4 Generation sex: explicit pics ‘the norm’ for teens, de 11 de dezembro de 2012.

 

A entrada em vigor da Lei “Carolina Dieckmann” estabelece punições específicas para os crimes cibernéticos

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Nesta terça-feira, 2 de abril, entrou em vigor a Lei 12.737/2012, que  considera crime a invasão de sistemas e aparelhos eletrônicos como celulares, computadores ou redes para a obtenção de dados particulares.

Também conhecida como lei “Carolina Dieckmann pelo vazamento de 36 fotos íntimas do correio eletrônico da atriz, foi sancionada em dezembro do ano passado para dar resposta aos novos crimes surgidos no âmbito informático.

A recente lei pune com multa e prisão de três meses a um ano a quem invada dispositivo informático alheio e estabelece uma pena maior caso as informações obtidas sejam comunicações eletrônicas privadas ou segredos comerciais ou industriais, em concreto, de seis meses a dois anos de prisão e multa.

A divulgação, comercialização ou transmissão dos dados ou informações a terceiras pessoas aumenta também a pena, nesse caso de um a dois terços.

A intenção da lei é proteger a privacidade de quem navega na internet, mas não deve ser um instrumento para as pessoas se relaxarem e deixarem seus sistemas sem proteção. O especialista em Direito Eletrônico, Afonso Silva, adverte que “a partir do momento que a pessoa também não se protege, ela fica descoberta da lei federal”.

Além disso, especialistas criticam as penas estabelecidas pela lei assim como a falta de discussão em torno dela.

Fonte: Lei 12.737/2012 e artigo na Globo Especialista em Direito Eletrônico explica Lei Carolina Dieckmann, de 3 de abril de 2013.

Jovem é ameaçada de morte por fãs fanáticas por Justin Bieber

Justin Tweet

O fanatismo pelo cantor Justin Bieber está ultrapassando os limites. Prova disso é o caso que aconteceu com Courtney Barrasford, uma jovem de 15 anos, que foi ameaçada de morte por alguns de seus fãs.

Tudo começou quando Courtney enviou um tweet a Justin dizendo que não era fã do astro, porém que seu último álbum estava muito bom. Com isso ela conseguiu com que o cantor retuitasse sua postagem.

Tal fato gerou a revolta de muitos dos mais de 34 milhões de seguidores do Bieber no Twitter.
Fanáticos seguidores começaram a mandar mensagens de ameaças a Courtney, dizendo que estão há anos tentando chamar atenção do cantor e não conseguem.

“Eu sou um Belieber dele desde 2009 e ele não me nota. E você não é nem mesmo uma fã”. Outra mensagem dirigida ao Bieber dizia: “Você notou ela mesmo não sendo uma fã. Eu sou seu fã, mas você não vai me notar. Alguém pode me ouvir chorar?”, escreveu.

Quando perguntada sobre o teor das mensagens, Courtney Barrasford que no começo não se importou muito com os comentários, mas depois se sentiu mal com frases maldosas.

“Não foi muito ruim no começo. Algumas pessoas estavam dizendo que eu tive sorte porque ele respondeu minha mensagem e alguns estavam com ciúmes. Mas começou a piorar quando mais pessoas descobriram. Eu recebi coisas como “você não é fã, vai se matar”. Estava ficando completamente fora de mão”, desabafou.

Um centro britânico dedicado a proteger a criança na intenet, o CEOP, está encarregado de investigar o caso.


Video: Netiqueta para redes sociais

Fonte: UOL

Netiqueta Jovem para Redes Sociais: cidadania digital e ciberconvivência (Liga-te, mas com respeito- Dia da Internet Segura SID 2013)

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Netiqueta significa ”normas de etiqueta na Rede” ou, dito de outra maneira, compêndio de indicações para preservar os bons modos na internet. Trata-se de um conjunto de sugestões que nascem pela convenção entre as pessoas que compartilham um espaço comum, um aplicativo, um determinado serviço na internet. Não têm validade legal e são complementares às normas gerais de uso, às regras de serviço, que possa ter cada website ou aplicativo online. Se não se respeitam, podem-se causar incômodos e a pessoa responsável pode ser ignorada e inclusive repudiada pelo resto da comunidade de pessoas usuárias.

 

São pautas que facilitam a comunicação e a convivência digital. Quando o conjunto de pessoas que dividem um lugar na Rede as respeita, o ambiente é muito mais agradável, satisfatório e interessante. É por ele que surgiram de maneira espontânea desde o início da comunicação online. As têm-se gerais para Internet ou específicas para os chats, os fóruns, os blogs… São convenções que mudam com o passar do tempo devido à evolução da Rede e suas aplicações e, por tanto, à mudança nas características e interesses do conjunto de pessoas usuárias que as compartilham.

 

A Netiqueta Jovem para Redes Sociais oferece respaldo para a convivência online e serve de referência para o exercício da cidadania digital. Não se trata de uma lista de conselhos de segurança para evitar riscos próprios ou alheios. Entretanto, os bons modos, a cortesia e o respeito pelas demais pessoas implicam também não prejudicar sua segurança nem privacidade. Ao mesmo tempo, é preciso ajudar aos demais para desfrutar de uma boa convivência online e que assim não nos causem incômodo, nem sequer de maneira involuntária.

A Netiqueta Jovem para Redes Sociais está voltada por e para adolescentes e jovens que disfrutam de sua vida online em redes sociais como Facebok, Orkut, Hi5, Bebo, Fotolog… Tem como finalidade melhorar sua experiência online nestes novos entornos de socialização intensiva. Contribui para melhorar a ciberconvivência e para evitar conflitos, potencializa o sentimento de pertença à comunidade e de corresponsabilidade, e advém, em definitivo, do exercício e construção da cidadania digital ativa como garantia imprescindível dos direitos e deveres individuais e coletivos.

Conta com 16 premissas articuladas em três fins principais:

  • Ter consideração e respeito pelas demais pessoas.
  • Preservar a privacidade alheia.
  • Contribuir para o bom ambiente da Rede.

Netiqueta Jovem para Redes Sociais

Mostre consideração e respeito aos demais:

1.      Peça permissão antes de marcar fotografias postadas por outras pessoas

Apesar de estarem publicadas online é possível que não seja conveniente para alguém que as imagens estejam marcadas.

2.     Utilize as marcações de maneira positiva, nunca para insultar, humilhar ou magoar outras pessoas

Ajude a criar um ambiente agradável e de confiança que todos gostem de compartilhar.

3.    Pense bem nas criticas que você for publicar. Expressar a sua opinião ou zombar de outras pessoas pode ferir seus direitos e ser contra a Lei

A liberdade de expressão termina onde começam os direitos dos demais. A ofensa, a calúnia e outras ações contra a honra ou a intimidade são delitos.

4.     Não existe problema em ignorar solicitações de amizade, convites a eventos, grupos, etc.

Se fizerem com você não insista nem peça explicações.

5.      Evite a denúncia injusta de SPAM para não prejudicar aqueles que fizeram comentários corretos

A informação abundante, interessante e verdadeira é um tesouro.

6.     Use as opções de denúncia quando a ocasião justifique a ação

Realizar acusações sem pensar ou de maneira injusta gera desconfiança e aborrecimento.

Cuide da privacidade das demais pessoas:

7.      Pergunte a si mesmo que informação de outras pessoas você está expondo e se assegure de que não tem importância para eles.

Em certas ocasiões contamos aspectos da nossa vida a outras pessoas ou da vida dos demais sem pensar em como a sua divulgação lhes pode afetá-las. Respeite a privacidade dos demais como você gostaria que respeitassem a sua.

8.     Para marcar outras pessoas você deve ter certeza e estar seguro de que não se sentirão incomodados.

Quando você marca alguém está dando muita informação que, em muitos casos, propaga-se de forma inesperada e incomoda.

9.     Não se pode publicar fotos ou vídeos em que outras pessoas aparecem sem o seu consentimento, como regra geral

A imagem (fotografi a, vídeo, etc…) de cada um é um dado pessoal e o direito de decidir como se utiliza pertence exclusivamente a essa pessoa.

10. Antes de publicar uma informação que foi enviada a você de maneira privada pergunte se você pode fazê-lo

Nas redes sociais, a informação circula com muita velocidade de um lado ao outro e o que é privado pode converter-se em um segredo de muitas vozes.

Contribua para o bom ambiente na Rede:

11.   Compartilhe com os demais o respeito à sua própria privacidade e intimidade. Comunique aos seus contatos, especialmente aos novos, como você deseja administrá-las.

Deixe claro o seu critério para que possam respeitá-lo, dizendo que coisas você não admite como: que reutilizem fotos suas disponíveis nos seus álbuns privados, que te marquem sem a sua permissão ou que exponham dados sobre você que possam ser vistos por outras pessoas.

12.  Lembre que escrever tudo em maiúsculas pode ser interpretado como um grito

Trata-se de um acordo, de uma norma não escrita que muitas pessoas utilizam. Ter isso em conta não supõe esforço e ajuda a todos se entenderem bem em qualquer circunstância.

13.  Use os recursos ao seu alcance (desenhos, símbolos, emoticons, etc…) para se expressar melhor e evitar mal-entendidos

O estado de ânimo, as diferenças culturais ou sociais, as experiências prévias, entre outros podem difi cultar a comunicação entre duas pessoas, ainda mais se não estão cara a cara. Compreender e utilizar símbolos de apoio te ajudará a evitar problemas e más interpretações.

14.  Diante de algo que te incomoda trate de reagir de maneira calma e não violenta. Nunca aja de forma imediata nem agressiva..

Às vezes as coisas não são o que parecem. Pode ser que simplesmente queiram te provocar ou te enganar e se você reage mal eles terão alcançado o seu objetivo. Pode ser também que seja apenas um erro ou ações não propositadas.

15.  Dirija-se aos demais com respeito, especialmente na frente de terceiros.

Se alguém comete um erro, imprudência ou te incomoda, seja amável ao fazê-lo entender e, se for possível, faça em privado.

16.  Leia e respeite as normas de uso da Rede Social

Nem todas as redes sociais (Orkut, Facebook, Hi5, Bebo, etc…) tem as mesmas regras. Entretanto, sempre são as regras do jogo e o seu cumprimento é obrigatório para todos.