Para os adolescentes brasileiros o Facebook é a rede social mais propensa ao cyberbullying

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Redes sociais e ciberbullying no BrasilA eCGlobal.com, painel de pesquisa online, realizou uma pesquisa sobre o cyberbullying e os riscos da internet para os jovens. Foram entrevistados crianças e adolescentes brasileiros com idades entre 8 a 17 anos, que tiveram a permissão dos pais para responder à pesquisa. Dentro da amostra, 72,20% dos entrevistados sabiam o que era cyberbullying e conheciam os meios pelos quais esta ação é praticada. Outro dado que chamou atenção foi o fato de que 42,52% dos jovens e adolescentes brasileiros alegaram que já sofreram algum tipo de humilhação na internet: o modo de cyberbullying que mais temem é verem publicadas fotos íntimas suas.

Segundo a pesquisa, para os adolescentes brasileiros, o Facebook é a rede social mais propensa ao cyberbullying (53%), seguido pelo Twitter (16%) e o YouTube (14%). Facebook também é a mais utilizada por 81% dos jovens.

Fonte: BlogMidia8

Rússia: 450 meninas vítimas de um sextorsionista nas redes sociais

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A polícia de Moscou anunciou na terça-feira ter detido a um homem de 29 anos, suspeito de ter abusado a mais de 450 meninas através de internet, obrigando-as mediante chantagem (sextorsão) a efetuar atos sexuais ante sua câmera web.

Segundo o explicado pela polícia, o acusado entrava em contato nas redes sociais com meninas dentre 8 e 13 anos fazendo-se passar por uma mulher que lhes propunha uma sessão de fotos para uma revista de moda.

Primeiro pedia-lhes despir-se parcialmente ante sua webcam e gravava as cenas, para mais tarde fazer-lhes chantagem, ameaçando-as com publicar as fotos na Internet se não se despiam por completo e realizavam atos obscenos.

Fonte: Violencia Sexual Digital

[Vídeo em espanhol] Sextorsión: una forma de violencia sexual digital

Consulte outras notícias sobre sextorsão no nosso blog

Noticias acerca da sextorsão em TelasAmigas.

Estudo «Gerações Interativas Brasil: Crianças e adolescentes diante das telas»

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Como crianças e adolescentes usam as tecnologias no Brasil? Quais as influências dos atuais recursos tecnológicos no comportamento, aprendizagem e relacionamentos desta geração?

Gerações Interativas Brasil: ilustração do estudoEssas são questões abordadas pela pesquisa Gerações Interativas Brasil realizado pela Fundação Telefônica Vivo em parceria com o Fórum Gerações Interativas, Ibope e Escola do Futuro (USP). O estudo entrevistou 18 mil crianças e jovens com idades entre 6 e 18 anos, dos ensinos público e particular, nas zonas urbana e rural das cinco regiões do país. «Com essa dimensão, acreditamos ter um panorama bastante representativo da geração do futuro, que já é vanguarda no uso das tecnologias», destaca Antônio Carlos Valente, presidente do Grupo Telefônica no Brasil.

Na visão dele, além de ser um instrumento de atualização, a pesquisa cumpre o papel de fornecer subsídios para o desenvolvimento de ações ligadas à inovação educativa. «Quanto mais conhecermos as crianças e jovens que já nascem conectados, melhor poderemos fazer planos de aprendizagem e promover o uso responsável das telas digitais», afirma.

O estudo reflete a forma e os momentos nos que os menores utilizam e acedem a Internet, os móveis, a TV ou os videojogos, tecnologias através das quais a Geração Interativa se comunica, aprende e se entretém. Com ele espera-se contribuir com a educação, através de um diagnóstico real, oferecendo diversos recursos educativos a docentes, familiares e estudantes.

Algumas estadísticas do estudo

  • Brasil conta com um 45% de lares com computador, e até um 38% de lares conectados a Internet. O grau de penetração das NTIC é maior no sul que no norte. Em zonas rurais, até um 90% de lares não contam com conexão a Internet.
  • Para que usan Internet: as atividades mais executadas pelos internautas brasileiros são, pela ordem decrescente de importância:
    1. comunicação (91%),
    2. busca de informações on-line (86%),
    3. lazer (85%),
    4. educação (67%),
    5. pesquisas de preços de produtos e/ou serviços (59%),
    6. governo eletrônico (31%),
    7. serviços financeiros (24%)
    8. e divulgação ou venda de algum produto e/ou serviço pela Internet (7%)
  • No campo das atividades de comunicação, as mais frequentes foram:
    1. enviar e receber e-mail (78%),
    2. enviar mensagens instantâneas (72%),
    3. participar de sites de relacionamento —redes sociais online— como Facebook, Orkut e Linkedin (69%),
    4. conversar por voz por meio de programas como o Skype (23%),
    5. usar microblogs como o Twitter (22%),
    6. criar ou atualizar sites como os blogs (15%),
    7. participar de listas de discussão ou fóruns (14%).
  • Celulares:
    • Penetración de celulares: Em 2011, essa proporção atingiu 87%, sendo mais relevante sua penetração nas áreas urbanas (91%), do que nas rurais (69%)
    • Um 66,9% dos meninos usa o telemóvel para jogar, em frente a um 56,1% para falar e um 23,4 para enviar mensagens. Tão só navega pelo site um 11,1% com o telemóvel.
    • Os adolescentes no entanto usam um 89,5% para falar, um 60,8% para enviar mensagens e um 49,2% para jogar.
    • O 28,4% dos pais comprou um celular a seus filhos quando lho pediram.
    • Um 16,4% de meninos e um 15,4% de meninas teve seu primeiro telefone aos 8 anos ou menos. Um 70,4% de meninos obteve-o com 12 ou menos e um 73,7% de meninas.
  • Videojogos/videogames:
    • No setor de entretenimento, a indústria de games é a que mais tem crescido no Brasil desde meados da década passada, acompanhando as principais tendências mundiais. Ao final de 2011, estimava-se, no Brasil, a existência de 35 milhões de usuários de jogos digitais, equivalendo a 75,1% da população ativa na Internet (de 10 a 65 anos). Os usuários de jogos digitais no Brasil já gastam 10,7 horas por semana nesta atividade, montante praticamente equivalente ao dobro do dedicado a assistir TV – de 5,5 horas por semana.
    • Jogam 19,2 milhões de homens – ou 83% da população masculina ativa na Internet – e 15,8 milhões de mulheres – ou 69% da população feminina ativa na rede. A comunidade gamer é mundialmente composta por jogadores em consoles de videogames, em PCs.
    • Um 59,5% de adolescentes joga on-line. Um 70,6% de homens em frente a um 49,9% de mulheres.
    • Maioritariamente, os homens jogam a jogos de carreiras de carros 36,9% seguido de cerca de jogos esportivos (futebol) 32,1%. As mulheres jogam a videojogos sociais ou em comunidades virtuais como Os Sims (17.3%).
    • É destacável que a grande maioria das consolas que os jovens utilizam no Brasil hoje em dia são de uma geração anterior (Wii, Playstation 2, Gameboy…) e por tanto estão menos integradas com o jogo on-line.
    • Tanto homens como mulheres acostumam a jogar sós (42 e 37% respetivamente), mas um 37.6% reconhece que é mais divertido jogar com alguém que só.
    • Durante os fins de semana, um 28,1% dos garotos joga mais de duas horas.
    • Um 43.4% tem algum jogo pirata. Um 31,3% descarrega-o de internet.
    • O 61% dos pais deixa aos adolescentes jogar a qualquer jogo.
  • Localização do computador: meninos 37,6% em seu quarto, e 23,3 na sala. Adolescentes: 39,3 em seu quarto e 25,5 na sala.
  • Têm antivírus um 77,5% (mais mulheres 80% que homens 75%).
  • Tão só um 11,2% de meninos utiliza internet para enviar e receber e-mails. No entanto, o e-mail é o serviço mais utilizado pelos adolescentes (55%).
  • Um 31,8% de adolescentes usa internet por mais de duas horas
  • 58,6% de meninos usam internet sós. Tão só 22,8% com sua mãe e 18,4% com seu pai. Em adolescentes, navegam sós um 76,5%
  • 69,6% busca conteúdos musicais e 61,3% videojogos.
  • 82,2% de adolescentes usam redes sociais, ao igual que em outras regiões, mais mulheres que homens.
  • Orkut segue sendo o rei com um 93,5% em frente ao 28,4 de Facebook.
  • Um 51,1% de adolescentes usa a webcam de vez em quando junto do bate-papo.
  • Cybervício:
    • 35% sofre de ansiedade e enfado quando não podem navegar.
    • O 74,6% das discussões com os pais relacionadas com internet deve-se pelo excessivo tempo no que estão ligados os adolescentes.
    • Nomofóbia: um 29,1% reconhece que o passaria mau sem o móvel à mão (ao menos por duas semanas)
    • Um 57% de adolescentes desliga do móvel em classe. Um 20% quando dorme. Há um 35% que não o desliga nunca.
    • Um 47,2% costuma receber mensagens de noite quando dormem, podendo alterar seu descanso.
  • Entre internet e móveis, os adolescentes preferem internet (61% garotos e 56% garotas)
  • Grooming:
    • Um 30% chegou a conhecer pessoalmente amigos feitos por internet.
    • A um 9,5% parece-lhe divertido conversar com desconhecidos por internet
    • Um 5,2% recebeu mensagens obscenas ou de pessoas desconhecidas
  • Cyberbullying: 12,7% utilizo o móvel para enviar mensagens, fotos ou videos ofensivos contra alguém.
  • Privacidade: As proibições feitas pelos pais dos adolescentes e jovens pesquisados, segundo eles próprios, concentra-se especialmente sobre dar informações pessoais (52,0%) e realizar compras online (50,6%).
  • Fonte: Estudo «Gerações Interativas Brasil: Crianças e adolescentes diante das telas» (PDF) e Fundação Telefônica Vivo.

Dentre os jovens brasileiros que sofrem ciberbullying, apenas 30% contam aos pais

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Uma pesquisa realizada para a McAfee entre junho e agosto de 2012, consultou 401 jovens de 13 a 17 anos e 414 pais de São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Salvador, aponta que 28% de 13 a 15 anos afirmam já ter interagido com meninos(as) na Rede de formas que não gostariam que seus pais soubessem. Na mesma faixa etária, 18% dos entrevistados afirmam que já tiveram acesso a conteúdos de natureza sexual.

Um quarto das meninas afirma se informar sobre gravidez e DSTs na Web. Esse dado pode ser interpretado de duas formas: é positivo, no sentido da busca de informação, mas pode significar também que essas jovens não têm orientação em casa ou na escola sobre tais assuntos e por isso recorrem à Internet onde também pode que achem sites pouco confiáveis para se informar.

O psiquiatra Jairo Bouer, especialista em comportamento jovem, acredita que a busca de informações por conta própria faz parte do processo de amadurecimento do jovem, mas quando os pais ensinam onde e como fazer essa busca, há chance do filho adotar um padrão de comportamento mais seguro na internet quando chega à adolescência. “Se a gente começar esses diálogos mais cedo, tanto sobre sexualidade, uso de substâncias, quanto sobre a Internet, fica mais fácil lidar com essas questões e discutir limites. O mesmo limite que imposto aos filhos na vida real deve ser colocado na internet”, diz.

De acordo com a pesquisa, 45% dos meninos conversam com desconhecidos e 28% das meninas já saíram de uma sala de bate-papo aberto para entrar em uma conversa particular com alguém que conheceram na Internet.

A pesquisa também mostrou que, dentre os jovens que afirmam já terem sofrido ciberbullying, apenas 30% contaram aos pais. Do total de jovens entrevistados, 34% afirmam ter presenciado esse tipo de agressão virtual, enquanto apenas 20% dos pais afirmam que seus filhos presenciaram a prática.

Quase metade dos jovens (45%) afirma que mudariam seu comportamento na Internet se soubesse que estavam sendo monitorados pelos pais, e 37% dos meninos afirmam saber como esconder os pais o que fazem na rede.

Do lado dos pais, as principais causas apontadas para a falta de acompanhamento dos filhos foi o conhecimento limitado de tecnologia (48% dos pais acreditam que seus filhos entendem mais de tecnologia do que eles) e a falta de tempo para tal acompanhamento (33%).

Fonte: Veja

Adolescente francês suicida-se após sextorsão «express» na Chatroulette

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Tudo aconteceu muito rápido. Gauthier, de 18 anos, voltou da escola e começou a falar com uma desconhecida por Internet no serviço de videochat com desconhecidos Chatroulette. Pouco depois, começaram as confidências, a sedução e ambos terminaram se mostrando através da câmera web. Também se fizeram amigos em Facebook. Então, o tom da garota mudou radicalmente; ameaçou o garoto com difundir um vídeo com a captura do sexcasting que acaba de fazer, onde aparecia nu. «Tenho um vídeo pornô teu. Se não me dá 200 euros, destruirei tua vida», lhe escreveu. Em uma semana mais tarde, Gauthier tirou-se a vida.

Este acontecimento lembra a trágica morte de Amanda Todd. Esta canadense de 15 anos foi vítima de ameaças em Internet após que enviasse, pela webcam, a imagem de seus peitos nus a um desconhecido (feito conhecido como flashing). Sua morte provocou um grande impacto na sociedade canadense. «Tinham-nos falado da canadense que se suicidou após ter ensinado seus peitos», contam os pais de Gauthier ao diário Le Parisien. «Canadá está bem longe, achávamos que algo assim não aconteceria nunca aqui. Mas pode-lhe passar a qualquer», acrescentam.

Fonte: Riesgos en Internet

Pesquisa no Brasil recolhe preocupantes dados sobre a segurança dos internautas mais jovens

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Após a análise de como vêem os pais e mães brasileiros a segurança de seus filhos em Internet, nos fixaremos hoje nos dados diretamente recolhidos dos meninos e adolescentes (9-16 anos) pelo inquérito TIC Kids Online.

  • Os equipamentos de maior risco para o acesso a Internet —por serem portáveis— como celulares, tablets e videogames son usados pelos menores para acederem a Internet num 21%, 3% e 2% respetivamente. No caso dos celulares, as crianças de 9 e 10 anos fazem este uso num 9% e vai crescendo com a idade o uso: 16% com 11 e 12 anos e chega a 29%-30% entre 13 e 16 anos. Por tanto praticamente um em cada 3 adolescentes brasileiros usa o celular para se conetar à Internet.
  • Quase a metade (47%) acedem a Internet todos ou quase todos os dias.
  • Mais da metade jogam games/jogos com outras pessoas na Internet, sendo mais frequente este uso nos mais jovens: entre 9 e 11 anos jogam com outros o 59-60%, sendo o 48% dos de 1-13 e 51% os de 15-16.
  • O uso da mensageria instantânea também é perigoso como meio potencial para contatar com desconhecidos, e o 54% de crianças entre 9 e 16 a empregam. É inquietante constatar que os mais jovens, os de 9-10 anos, a usam num 28%, e que só com um ano mais (11-12 anos) a utilizam já o 52%. As salas de bate-papo, sistemas com função semelhante, são utilizadas somente pelo 12%.
  • A webcam, outro elemento comunicacional de risco, não é tão usado mas a sua utilização não é despreciável: só 6% nos de 9-10 anos mas já 13% nos 11-12, 16% nos 13-14 e 18% nos 15-16 anos.
  • Com apenas 9 a 12 anos o 5-6% das crianças escrevem num blog ou outro sistema de diário online.
  • No contato com desconhecidos entre os 11 e 16 anos, 4% têm esses contatos pelo email, 7% pelas redes sociais, 4% pelas mensagens instantâneas e 16% em jogos online.
  • Nas redes sociais, entorno também onde se produzem numerosos problemas por exemplo de privacidade ou cyberbullying, estão presentes com perfil próprio: 42% dos de 9-10 anos, 71% de 11-12, 80% de 13-14 e 83% de 15-16 anos.
  • Entre as redes mais utilizadas, os mais novos preferem Orkut e os adolescentes, Facebook. É salientável que mais da metade dos de 9 a 12 anos têm perfil no Orkut. Algo menos da metade estão também no Facebook a essa idade, embora ser ilegal. Surpreende que só o 68-71% das crianças que têm estes perfís reconheçam que mentem na sua idade nestas redes. Como se cadastram, então?
  • Um 13% das crianças de 9-10 anos que possuem perfil nas redes sociais tem mais de 100 contatos. Aos 11-12 anos já é o 38%. Nos adolescentes essa cifra aumenta notavelmente: o 72% dos de 15-16 anos tem mais de 100 contatos.
  • A privacidade dos que têm estes perfís está configurada assim: têm perfil público o 25%, e de um jeito que os amigos dos amigos consigam ver o 31%, com apenas diferenças pela idade. Em total só o 42% tem o perfil totalmente privado.
  • É moi preocupante que os mais jovens revelem dados pessoais nestas redes: Aos 9-10 anos o 50% publica foto do seu rosto, 12% a escola onde estudam, 8% o seu endereço e 6% o seu telefone. Com a idade estas cifras mesmo aumentam: aos 11-12 anos são respetivamente o 67%, 24%, 9% e 11% quem revelam cada uma de essas informações.
  • Nas habilidades para a auto-proteção das crianças é destacável que apenas 49% de 11 e 12 anos sabem bloquear as mensagens de uma pessoa, ou seja, usar as configurações para impedir que uma pessoa entre em contato com ele/ela pela Internet. E só o 37% sabem a essa idades como mudar as configurações de privacidade no seu perfil de rede social.
  • 27% entre 9 e 12 anos não percebe que existam coisas más que possam incomodá-los na Internet.
  • Os pais têm conhecimento das atividades das crianças na Internet? 27% delas opinam que apenas um pouco ou nada.
  • 31% das crianças de 9 e 10 anos opinam que seus pais deveriam se interessar muito mais pelo que fazem na Internet.
  • As crianças de 9 a 16 dizem que só o 56% dos seus pais lhes deu sugestões de como se comportar na Internet com outras pessoas e só o 22% os ajudou quando alguma coisa na Internet os estava incomodando ou chateando.
  • Sobre a supervisão e controle parentais o 48% das crianças de 9-10 anos dizem que seus pais não verificam os sites que eles visitaram. O 59% dos pais dos de 9 a 16 anos não verificam os perfís de seus filhos ou filhas nas redes sociais e o 54% tampouco os contatos deles.
  • O 64% das crianças afirmam que não deixan de seguir as orientações dos pais sobre o uso da Internet.
  • Só o 5% diz que seus pais mudaram de atitude devido a uma experiência incômoda de seu/sua filho(a) na Internet.
  • A enquisa mostra claramente a importancia dos iguais na aprendizagem do uso seguro da Internet: um(a) amigo/a ajudou a 41% das crianças sugerindo formas de usar a Internet com segurança, 40% explicando porque alguns sites são bons e outros ruins, 31% sugerindo formas de como se comportar com outras pessoas na Internet, e 19% ajudou a criança quando alguma coisa na Internet estava incomodando ou chateando ele/ela. A intervenção dos amigos para estas funções cresce ao duplo com a idade. Os professores ajudam em proporções semelhantes ainda que com pouca diferença conforme a idade das crianças.
  • De onde procedem os conselhos que as crianças recebem sobre o uso seguro da Rede? 59% de outro parente, 55% dum(a) professor(a), 33% da televisão, rádio, jornais ou lojas, 20% das pessoas que trabalham com jovens ou pessoas ligadas à igreja, 16% de bibliotecários ou monitores de lanhouses, 14% de sites da Internet e 11% de provedores de serviços de internet. No 67% dos casos a principal origem dos conselhos é o parente ou o professor.

Fonte: CETIC

Pais e segurança das crianças na Internet: novos dados sobre o Brasil

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Icono da CETIC para a enquisa TIC kids onlineContinuamos com a análise do informe presentado esta terça-feira pelo CETIC.br acerca do uso da Internet por crianças e adolescentes brasileiros de 9 a 16 anos.

Agora centraremos a nossa atenção nos pontos mais relacionados com a nossa área de trabalho: o uso seguro e responsável. Oferecemos un resumo dos datos mais salientaveis a este respeito, olhando primeiramente a perceção e ações dos pais sobre a segurança dos seus filhos na Rede:

  • De 9 a 10 anos 42% têm perfil em redes sociais, apesar de estar proibido por baixo dos 13 ou 14 nas principais redes. A proporção atinge 83% entre 15 e 16 anos. Entre 9 e 10 anos, o 29% dos pais mesmo dão total permissão para os filhos estarem nas redes sociais e apenas 30% o proibem. Com filhos de 11 e 12 anos 46% dizem-lhes que podem ter perfil quando quiserem e 32% permitem com supervisão.
  • Entre as crianças e adolescentes que estão nas redes sociais, 31% permitem que contatos dos seus amigos tenham acesso ao perfil e 25% têm perfis públicos, que podem ser visualizados por qualquer pessoa.
  • Entre os motivos de preocupação dos pais relativos à Internet, 53% teme o contato com desconhecidos e 47% a exposição a conteúdo inapropriado.
  • 22% dos pais não consideram que a sua filha ou filho utilize Internet com segurança e 8% não sabe.
  • Ao respeito do acompanhamento dos pais para o uso seguro da Internet, 78% conversa com seu/sua filho/a sobre o que ele/a faz na Internet, 57% fica por perto enquanto ele(a) a usa e 49% senta com ele/a enquanto usa a Internet.
  • Às crianças de 9 e 10 anos, 27% dos pais deixam-lhes usar sem supervisão serviços de mensagens instantâneas, sendo até 42% entre as de 11 e 12 anos.
  • Porém, 85% proibem aos de 9 e 10 anos (79% aos de 11 e 12 anos) dar informações pessoais pela Internet.
  • Segundo a pesquisa, os tipos de ajudas para o uso seguro que os pais e mães oferecem aos filhos na Internet são: 66% falou com seu filho/a sobre como usar a Internet com segurança; 64% falou com ele/a sobre como deveria se comportar com outras pessoas na Internet; 61% explicou porque os conteúdos de alguns sites são bons e outros ruins; 43% falou com ele/a sobre o que deveria fazer se alguma coisa na Internet o/a aborrecesse ou assustasse; 24% ajudou alguma vez seu filho/a quando alguma coisa na Internet o/a aborreceu ou assustou.
  • A respeito da supervisão parental, o que as mãe e pais verificam é: 50% o histórico ou o registro dos sites que seu/sua filho(a) visitou (65% às crianças de 9 e 10 anos); 50% os amigos ou contatos que adiciona a seu perfil de rede social ou serviço de mensagens (apenas atinge o 55% quando o filho ou filha tem 9 ou 10 anos); 48% o perfil dele/a em redes sociais (53% nos do 9 e 10 anos); 40% as mensagens de email ou as mensagens instantâneas (43% com os máis novos, de 9 ou 10 anos).
  • Sobre as ferramentas técnicas de controle: 57% dos progenitores ou responsáveis usam algúm programa para prevenir spam no email ou um antivírus; 32% bloqueios ou filtros para alguns tipos de sites; 29% rastreio dos sites que visitam; 16% serviços que limitam o tempo que seu filho ou filha fica na Internet.
  • 74% dos pais reconhece que deveria fazer mais em relação ao uso da Internet pelos seus filhos: 39% que deveriam fazer muito mais e 35% algo mais.
  • 18% dos pais nunca busca informações sobre uso seguro da Internet.
  • Os pais desejam que sejam principalmente (aprox. 60%) as escolas e os meios de comunicação quem lhes ofereçam informação sobre segurança na Internet. Em segundo lugar (aprox. 30%) citam governo, família e amigos; empresas de Internet, sites e ONGs são escasamente demandadas para esta questão (aprox. 15%).
  • 6% dos pais acreditam que seus filhos têm passado por experiências incômodas no último ano na Internet, com outro 4% que não sabe. As cifras sobem de maneira salientável quando os filhos têm 15 e 16 anos: 10% acreditam que lhes tenha passado a seus filhos e 7% reconhecem desconhece-lo.
  • 37% dos pais reconhecem não terem capacidade (pouca ou nula) para ajudar seus filhos com situações que os incomodem ou constranjam na Internet. 35% pensam que tampouco seu filho/a tem essa capacidade (48% dos de 9 e 10 anos).
  • Conteúdos nocivos segundo apreciação dos pais: 10% de 9 e 10 anos viu imagens agressivas ou violentas de pessoas se agredindo ou matando na Internet; 17% de 11 e 12; 20% de 13 e 14; 23% de 15 e 16 anos. Viu imagens online com conteúdo sexual explícito: 5% de 9 a 12 anos; 4% de 13 a 14; 13% de 15 e 16. Outro tipo de conteúdos mais relacionados com foros ou redes sociais como conversas sobre formas de machucar a si mesmo ou se ferir fisicamente, conversas que conduzam à anorexia ou bulimia, mensagens de ódio contra pessoas ou grupos ou pessoas falando sobre suas experiências com o uso de drogas só atingem o 3-4% no conjunto das idades de 9 a 16, e conversas sobre formas de cometer suicídio só o 1%. Nestes temas aprecia-se um ligeiro aumento (5-7%) nas idades de 15-16 anos nos temas relativos à violência e aos problemas alimentares.
  • Ciberbullying percebido pelos pais (filho/a tratado/a de forma ofensiva ou desagradável na Internet por outra criança ou adolescente): 0% entre 9 e 10 anos; 3% entre os 11 e 14 anos; 5% dos de 15 e 16.
  • Sexting segundo os pais: recebeu mensagens sexuais pela Internet o 1% dos de 9 e 10 anos, 3% de 11 e 12, 2% de 13 e 14, e 5% dos de 15 e 16; Enviarom esse tipo de mensagens: 0% de 9 a 14 anos e apenas 1 de 15 a 16 anos.
  • Os problemas percebidos pelos pais foron: 15% problemas de malware, privacidade 2%, suplantação online 2%. Os pais não apreciarom problemas com estafas online. Em todos estes problemas hai um aumento com a idade dos filhos.

Fonte: CETIC

Quase a metade dos internautas brasileiros de 9 a 10 anos têm perfil nas redes sociais

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Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (2) revelou que 70% das crianças e adolescentes brasileiros com idade entre 9 e 16 anos que usam a internet, tem um perfil em uma rede social. De 9 a 10 anos são 42% os internautas que têm o próprio perfil (apesar de estar proibido por baixo dos 13 ou 14 nas principais redes), proporção que atinge 83% entre 15 e 16 anos.

A primeira pesquisa TIC Kids Online, divulgada pelo CGI.br, foi realizada pelo CETIC.br por meio de 1.580 entrevistas com crianças e adolescentes de 9 a 16 anos e o mesmo número de pais.

Entre as crianças e adolescentes que estão nas redes sociais, 31% permitem que contatos dos seus amigos tenham acesso ao perfil e 25% têm perfis públicos, que podem ser visualizados por qualquer pessoa.

Conforme o estudo, 42% acessam a web na escola, 40% em casa, 35% na lanhouse e 18% no celular.

De acordo com a pesquisa, 82% dos entrevistados usam a internet para fazer trabalho escolar, 68% para visitar uma rede social, 66% para assistir a vídeos no YouTube e 54% para jogar on-line e usar mensagens instantâneas. Já 40% dos entrevistados postaram fotos, vídeos ou músicas na internet.

Quando questionados sobre onde obtêm informações sobre o uso seguro da Internet, a maioria dos pais (52%) declara TV, rádio, jornais ou revistas como fontes recorrentes.

Fonte: G1

Smartphones aumentam riscos de exposição de crianças brasileiras na Internet

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Ter cuidado com o conteúdo que os filhos acessam quando estão conectados é uma preocupação constante entre os pais. Se no computador esse acesso pode ser de certa forma controlado, nos smartphones essa é uma tarefa bem mais complexa, já que as crianças e os adolescentes o carregam consigo o tempo todo. Uma pesquisa global conduzida pela F-Secure com usuários de banda larga em 14 países identificou que 31% das crianças de até 12 anos no Brasil já possuem um dispositivo móvel com conexão à internet.

A Índia lidera o ranking, com 53% das crianças conectadas via smartphones, seguida pelos Estados Unidos (37%). O Brasil divide com a Espanha a terceira colocação (31%). Enquanto isso, o Japão se destaca pelo menor percentual, onde somente 9% das crianças japonesas com até 12 anos estão conectadas por meio dos dispositivos móveis. No caso do Brasil, 91% dos pais entrevistados na pesquisa afirmaram estar muito preocupados em proteger os filhos contra conteúdos inapropriados. Este índice é ainda maior em países como Alemanha (96%), Bélgica, Canadá e Finlândia (95%). Já os holandeses são os que menos se preocupam com essa questão (85%).

“É importante que os pais, mães e todos os familiares saibam educar as crianças sobre as ameaças que circulam na internet e esta conscientização deve acontecer desde os primeiros cliques. É fundamental os pais estarem seguros com relação ao que seus filhos acessam, pois um único clique pode redirecioná-la para um site com conteúdo nocivo. Então, além de estabelecer limites e explicar o uso correto da navegação, é importante que os pais instalem soluções de controle parental nos dispositivos. Estes aplicativos possibilitam que os pais permitam, ou não, o acesso dos filhos a diversos tipos de sites”, alerta Ascold Szymanskyj, vice-presidente de vendas e operações da F-Secure para a América Latina.

Fonte: Segs

Sua vida inteira está na Internet… e podem usá-la contra você

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No vídeo baixo estas linhas podemos comprovar o fácil que é que nos leiam a mente para saber nossa vida sem precisar mais que um acesso a Internet para pesquisar todo o que publicamos (e publicam de nós os demais). A montagem faz parte de uma campanha belga sobre a segurança na banca on-line. Na instalação em uma praça de Bruxelas até o mais pequeno detalhe estava cuidado: um suposto mentalista, um ambiente de cor branca que inspirava pureza e inocência… E toda uma série de detalhes para relaxar as pessoas que aceitavam o convite a lhes ler a mente com a desculpa de que era uma prova para um programa de televisão.

No vídeo pode ser apreciado como os protagonistas se surpreendem quando o mentalista adivinha coisas pessoais sobre eles, que supõem ninguém mais que eles sabe… incluindo algumas tão supostamente íntimas como as tatuagens que têm em seu corpo ou que preço puseram à casa que estão vendendo.

Por médio de seu nome e o e-mail utilizando os buscadores é fácil obter um perfil completo de uma pessoa. Se põe uma moto ou uma casa em venda publicamente… por que te assombra de que alguém saiba o preço que lhe puseste publicamente? Ou se publica fotos tuas na praia ou inclusive de sexting, como não vai saber qualquer que tem duas borboletas tatuadas onde acabam as costas?

E não só supostos estafadores são os que podem fazer uso desta informação, mas também ladrões profissionais de contas on-line de banca (como pretende denunciar esta campanha belga), suplantadores, acossadores sexuais, groomers (no caso de menores de idade), cyberbullies, sequestradores, sextorsionadores… O que publicamos em Internet (nas redes sociais, em videochats, em foros ou blogs?) põe-nos em numerosos riscos e por tanto é vital aprendermos a cuidar nossa imagem on-line.

Fonte: Riesgos en Internet