A ingestão de canela ou a aspiração de preservativos, nova moda entre adolescentes

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Nestes últimos dias e meses está se proliferando na rede um novo tipo de vídeo com certas características comuns. Correspondem a um desafio. Vão desde o “sopro do dragão” até um preservativo sendo expelido pela boca e todos eles são protagonizados por adolescentes. Quem, não contente com sua auto-superação, decide colocá-lo na Internet. Teria a publicidade das redes algo a ver com esta repentina aparição de menores de idade com vontade de superar seus medos?

Dois são os principais desafios que circulam na rede, o desafio da canela” e “o desafio da camisinha. Enquanto o primeiro consiste em tragar uma colher de sopa de canela em pó sem beber água e no menor tempo possível, o segundo desafia a inalar um preservativo por um dos orifícios nasais para, em seguida, expeli-lo pela boca.

Especialistas na medicina já advertiram sobre os riscos para a saúde que trazem essas práticas. A ingestão de canela pode causar asfixia, colapso pulmonar ou irritação de garganta e pode dar lugar nos três meses posteriores a enfermidades como a fibrose pulmonar – a biorresistência das fibras da celulose que compõe a canela faz com que aquela não se dissolva nos pulmões. Por sua vez, a inalação de preservativos pode levar riscos de ruptura do material, podendo ficar um pedaço no orifício nasal, ou até a obstrução pulmonar.T

Entretanto, estas possíveis consequências não inibem aos e às mais jovens de continuar com os desafios. Os quais não fazem somente para si, senão em frente a uma câmera. O sentido do desafio não parece, portanto, a auto-superação, como se mostra ao tragar-se um método contraceptivo para retirá-lo pelo nariz ao invés de se usar em uma relação sexual segura. Nem sequer são desafios que se realizam para se sobrepor aos medos próprios ou alheios, pois não se executam na vizinhança ou em frente a uma pessoa querida. Não, são desafios cujo fim e razão de ser é a popularidade, tornar-se conhecido. Daí vem a solitária atuação em toda a cena frente uma câmera.

Assim, pois, o “se atreva a” viu-se superdimensionado neste mundo globalizado. Ao qual soube adaptar-se adotando um formato para todos os públicos. Não são desafios que requeiram uma grande infraestrutura, necessita-se de um único elemento a manipular – em geral de comum presença nos lares ocidentais, internet – meio sem o qual não se haveria chegado a conhecer o desafio – e uma câmera – webcam, digital ou smartphone. E mais, tampouco requerem grandes habilidades, nem físicas nem fotogênicas, pois nem o desafio e nem a câmera vão além do rosto. A facilidade junto com a publicidade, somadas à capacidade da rede de normalizar certas práticas graças a sua repetição e multiplicação, fizeram destes desafios um grande atrativo para o público mais jovem, que apesar dos ricos à saúde já citados continuam praticando-os.

Por isso é importante educar os e as adolescentes não só sobre o uso da internet senão na formação de certo critério na hora de estabelecer onde acaba o divertimento e começam os riscos para a saúde, assim como na relativização da publicidade, da viralidade e essa pseudo-normalização de nossa era digital.

Fonte: Artigo em El Correo, de 25 de Abril de 2013, La canela perjudica seriamente a la salud si se toma a cucharadas” e artigo do O Globo, de 24 de abril de 2013, “Jovens aspiram camisinha pelo nariz em vídeos publicados na internet”.

Nos dias 16 e 17 de maio ocorrerá o II Encontro Internacional sobre o Uso das Novas Tecnologias da Informação

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O II Encontro Internacional Sobre o Uso de Tecnologias da Informação por Crianças, Adolescentes, Jovens e Adultos, organizado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, celebrara-se no Campus de Higienópolis, em São Paulo.

A conferência continuará com o trabalho inicializado na primeira edição do Encontro celebrada em 2012 na cidade do Rio de Janeiro. Na ocasião debateu-se sobre ética, segurança, saúde e educação no uso da tecnologia pelas crianças e adolescentes e contou com a participação de Jorge Flores, fundador e diretor de TelasAmigas, que ministrou uma palestra sobre “Privacidade, Sexting e Grooming”.

Dessa vez, e querendo fazer da rede uma ponte de diálogo entre gerações, o Encontro  focará principalmente em perigos e riscos na internet (cyberbullying, grooming, delitos cibernéticos…), saúde e internet, educação digital e inclusão social e ética e valores na era digital.

O Encontro contará com a participação de especialistas nacionais e estrangeiros.

As inscrições podem ser feitas aqui.

 

A entrada em vigor da Lei “Carolina Dieckmann” estabelece punições específicas para os crimes cibernéticos

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Nesta terça-feira, 2 de abril, entrou em vigor a Lei 12.737/2012, que  considera crime a invasão de sistemas e aparelhos eletrônicos como celulares, computadores ou redes para a obtenção de dados particulares.

Também conhecida como lei “Carolina Dieckmann pelo vazamento de 36 fotos íntimas do correio eletrônico da atriz, foi sancionada em dezembro do ano passado para dar resposta aos novos crimes surgidos no âmbito informático.

A recente lei pune com multa e prisão de três meses a um ano a quem invada dispositivo informático alheio e estabelece uma pena maior caso as informações obtidas sejam comunicações eletrônicas privadas ou segredos comerciais ou industriais, em concreto, de seis meses a dois anos de prisão e multa.

A divulgação, comercialização ou transmissão dos dados ou informações a terceiras pessoas aumenta também a pena, nesse caso de um a dois terços.

A intenção da lei é proteger a privacidade de quem navega na internet, mas não deve ser um instrumento para as pessoas se relaxarem e deixarem seus sistemas sem proteção. O especialista em Direito Eletrônico, Afonso Silva, adverte que “a partir do momento que a pessoa também não se protege, ela fica descoberta da lei federal”.

Além disso, especialistas criticam as penas estabelecidas pela lei assim como a falta de discussão em torno dela.

Fonte: Lei 12.737/2012 e artigo na Globo Especialista em Direito Eletrônico explica Lei Carolina Dieckmann, de 3 de abril de 2013.

Aumentam os casos de sextorsão pela oferta de sexo fácil via webcam

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A vítima conhece ao agressor nas páginas de relacionamento da Internet e estabelece o contato que termina, mais cedo ou mais tarde, em cibersexo onde ambos tiram suas roupas na frente da webcam.

O chantagista registra a vítima nua e solicita dinheiro para que não seja publicado ou mesmo mostrado aos seus amigos e familiares identificados pelas redes sociais.

Muita gente navega pela Internet para conhecer pessoas novas e, em alguns casos, propositadamente ou não, pode até surgir algum tipo de experiência sexual. Para fazer isso existem diversas formas, embora existam algumas clássicas como os sites de relacionamentos. Mais recentemente, estão surgindo sites onde se pode conversar com estranhos aleatoriamente usando a webcam, como ,por exemplo, o Chatroulette, que em grande parte marcam a tendência para relacionamentos mais superficiais e, talvez, com mais riscos.

Como diz Jorge Flores, diretor e fundador de TelasAmigas, “Temos recebido várias chamadas nas últimas semanas, especialmente de jovens que dizem estar sendo chantageados por alguém que os vira nus pela webcam. O contato iniciou-se em um site de relacionamento ou em uma conversa mas depois trocaram mais informações ou dados que o chantagista utilizou posteriormente. Em alguns casos, trata-se de algo muito rápido: se conhecem,  ficam nus diante da câmara e começam a chantagem exigindo dinheiro dentro de 24 horas. Outras vezes, o jogo dura mais tempo, mas o resultado é o mesmo”. Em muitos casos, a quantidade solicitada se encaixa no perfil da vítima que já havia sido estudada previamente uma vez que o objetivo do agressor é o deposito imediato.

Cada vez mais recebemos notícias que confirmam o aumento alarmante destes tipos de casos em várias partes do mundo: Singapura, Rússia, Brasil, Uruguai … e também Espanha, como já advertiram pesquisas realizadas em 2011 . Às vezes o processo da sextorsão termina tragicamente.

Um engano duplo: nem mesmo existe realmente uma pessoa nua do outro lado

Em alguns casos trata-se de uma gravação e, do outro lado do videochat existe apenas uma pessoa controlando o que a vítima acredita estar vendo e que seleciona as cenas quando ela está nua. Também pode se tratar de meninas contratadas para seduzir e ficarem nuas em frente da webcam para depois deixar a extorsão para os profissionais. Em qualquer caso, o que a vítima acredita ver é uma oportunidade, alguém que quer o mesmo que ela e que, geralmente, começa incentivando e oferecendo a despir-se em primeiro lugar. A partir desse momento, tudo é possível e quando a isca é realmente uma pessoa se alcançam limites inimagináveis nesta suposta relação íntima digital, mas especialmente virtual.

Os criminosos acercam-se ao círculo social da vitima para apresentar uma ameaça maior. Tratam de conhecer ou entrar na vida digital social de sua vítima (por exemplo, colocando-se por engano ou por direito em seu circulo nas redes sociais: Facebook, MySpace …) para que possam ameaçar a revelar precisamente o seu núcleo relacional , seus contatos, a existência de tais imagens comprometedoras.

O perfil das vitimas

É muito variado, talvez especialmente os homens, ainda que aconteça também com as mulheres. A vítima típica pode ser um rapaz ou homem adulto que pensa que encontrou uma mulher com quem compartilhar um momento de excitação e práticas sexuais usando a webcam. No entanto, podemos encontrar mulheres de meia idade e meninos adolescentes. “É possível que haja proporcionalmente mais vitimas entre a população homossexual, mas não podemos confirmar estatisticamente. A causa pode ser o predomínio dessas pessoas na hora de buscar experiências alternativas enquanto em seu ambiente habitual, físico e imediato, não há oportunidade ou não é assumido com tanta naturalidade”, disse Jorge Flores.

O que fazer diante de uma chantagem?

Segundo TelasAmigas   “ainda cada situação é diferente e requer um tratamento específico”, estes são os 10 passos que você pode seguir, se você não foi capaz de impedir que alguém iniciasse uma “sextorsão“:

Instruções para uma vitima de “sextorsão”:

  1. Peça ajuda. Solicite o apoio de um adulto de confiança.
  2. Não ceda à chantagem. Não aceite as solicitações do chantagista se com isso ele se torna mais forte.
  3. Não dê informações adicionais. Qualquer dado ou informação pode ser usado pelo chantagista.
  4. Salve as provas. Quando te ameaçarem, guarde coisas delicadas… capture a imagem da tela e grave a data e a hora.
  5. Remova informações delicadas. Apague ou salve em outro lugar as informações ou imagens privadas que você pode ter. Se você não tiver feito, tampe a webcam.
  6. Remova malware. Certifique-se de que você não tem nenhum software malicioso – trojans, spyware… – em seu computador.
  7. Altere as senhas. Você pode estar sendo espionando em suas comunicações nas redes sociais.
  8. Veja se o agressor pode realizar suas ameaças. Muitas ameaças são blefes, não são verdadeiras. Tente comprovar que ele tenha as imagens que diz.
  9. Diga ao agressor que ele está cometendo um crime. Ele deve saber que a lei pode persegui-lo e que você sabe disso.
  10. Faça uma denúncia. A lei persegue duramente tais crimes, especialmente se você é menor de idade.

     

    Recursos de prevenção

     

    Jovem é ameaçada de morte por fãs fanáticas por Justin Bieber

    Justin Tweet

    O fanatismo pelo cantor Justin Bieber está ultrapassando os limites. Prova disso é o caso que aconteceu com Courtney Barrasford, uma jovem de 15 anos, que foi ameaçada de morte por alguns de seus fãs.

    Tudo começou quando Courtney enviou um tweet a Justin dizendo que não era fã do astro, porém que seu último álbum estava muito bom. Com isso ela conseguiu com que o cantor retuitasse sua postagem.

    Tal fato gerou a revolta de muitos dos mais de 34 milhões de seguidores do Bieber no Twitter.
    Fanáticos seguidores começaram a mandar mensagens de ameaças a Courtney, dizendo que estão há anos tentando chamar atenção do cantor e não conseguem.

    “Eu sou um Belieber dele desde 2009 e ele não me nota. E você não é nem mesmo uma fã”. Outra mensagem dirigida ao Bieber dizia: “Você notou ela mesmo não sendo uma fã. Eu sou seu fã, mas você não vai me notar. Alguém pode me ouvir chorar?”, escreveu.

    Quando perguntada sobre o teor das mensagens, Courtney Barrasford que no começo não se importou muito com os comentários, mas depois se sentiu mal com frases maldosas.

    “Não foi muito ruim no começo. Algumas pessoas estavam dizendo que eu tive sorte porque ele respondeu minha mensagem e alguns estavam com ciúmes. Mas começou a piorar quando mais pessoas descobriram. Eu recebi coisas como “você não é fã, vai se matar”. Estava ficando completamente fora de mão”, desabafou.

    Um centro britânico dedicado a proteger a criança na intenet, o CEOP, está encarregado de investigar o caso.


    Video: Netiqueta para redes sociais

    Fonte: UOL

    Para os adolescentes brasileiros o Facebook é a rede social mais propensa ao cyberbullying

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    Redes sociais e ciberbullying no BrasilA eCGlobal.com, painel de pesquisa online, realizou uma pesquisa sobre o cyberbullying e os riscos da internet para os jovens. Foram entrevistados crianças e adolescentes brasileiros com idades entre 8 a 17 anos, que tiveram a permissão dos pais para responder à pesquisa. Dentro da amostra, 72,20% dos entrevistados sabiam o que era cyberbullying e conheciam os meios pelos quais esta ação é praticada. Outro dado que chamou atenção foi o fato de que 42,52% dos jovens e adolescentes brasileiros alegaram que já sofreram algum tipo de humilhação na internet: o modo de cyberbullying que mais temem é verem publicadas fotos íntimas suas.

    Segundo a pesquisa, para os adolescentes brasileiros, o Facebook é a rede social mais propensa ao cyberbullying (53%), seguido pelo Twitter (16%) e o YouTube (14%). Facebook também é a mais utilizada por 81% dos jovens.

    Fonte: BlogMidia8

    Estudo «Gerações Interativas Brasil: Crianças e adolescentes diante das telas»

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    Como crianças e adolescentes usam as tecnologias no Brasil? Quais as influências dos atuais recursos tecnológicos no comportamento, aprendizagem e relacionamentos desta geração?

    Gerações Interativas Brasil: ilustração do estudoEssas são questões abordadas pela pesquisa Gerações Interativas Brasil realizado pela Fundação Telefônica Vivo em parceria com o Fórum Gerações Interativas, Ibope e Escola do Futuro (USP). O estudo entrevistou 18 mil crianças e jovens com idades entre 6 e 18 anos, dos ensinos público e particular, nas zonas urbana e rural das cinco regiões do país. «Com essa dimensão, acreditamos ter um panorama bastante representativo da geração do futuro, que já é vanguarda no uso das tecnologias», destaca Antônio Carlos Valente, presidente do Grupo Telefônica no Brasil.

    Na visão dele, além de ser um instrumento de atualização, a pesquisa cumpre o papel de fornecer subsídios para o desenvolvimento de ações ligadas à inovação educativa. «Quanto mais conhecermos as crianças e jovens que já nascem conectados, melhor poderemos fazer planos de aprendizagem e promover o uso responsável das telas digitais», afirma.

    O estudo reflete a forma e os momentos nos que os menores utilizam e acedem a Internet, os móveis, a TV ou os videojogos, tecnologias através das quais a Geração Interativa se comunica, aprende e se entretém. Com ele espera-se contribuir com a educação, através de um diagnóstico real, oferecendo diversos recursos educativos a docentes, familiares e estudantes.

    Algumas estadísticas do estudo

    • Brasil conta com um 45% de lares com computador, e até um 38% de lares conectados a Internet. O grau de penetração das NTIC é maior no sul que no norte. Em zonas rurais, até um 90% de lares não contam com conexão a Internet.
    • Para que usan Internet: as atividades mais executadas pelos internautas brasileiros são, pela ordem decrescente de importância:
      1. comunicação (91%),
      2. busca de informações on-line (86%),
      3. lazer (85%),
      4. educação (67%),
      5. pesquisas de preços de produtos e/ou serviços (59%),
      6. governo eletrônico (31%),
      7. serviços financeiros (24%)
      8. e divulgação ou venda de algum produto e/ou serviço pela Internet (7%)
    • No campo das atividades de comunicação, as mais frequentes foram:
      1. enviar e receber e-mail (78%),
      2. enviar mensagens instantâneas (72%),
      3. participar de sites de relacionamento —redes sociais online— como Facebook, Orkut e Linkedin (69%),
      4. conversar por voz por meio de programas como o Skype (23%),
      5. usar microblogs como o Twitter (22%),
      6. criar ou atualizar sites como os blogs (15%),
      7. participar de listas de discussão ou fóruns (14%).
    • Celulares:
      • Penetración de celulares: Em 2011, essa proporção atingiu 87%, sendo mais relevante sua penetração nas áreas urbanas (91%), do que nas rurais (69%)
      • Um 66,9% dos meninos usa o telemóvel para jogar, em frente a um 56,1% para falar e um 23,4 para enviar mensagens. Tão só navega pelo site um 11,1% com o telemóvel.
      • Os adolescentes no entanto usam um 89,5% para falar, um 60,8% para enviar mensagens e um 49,2% para jogar.
      • O 28,4% dos pais comprou um celular a seus filhos quando lho pediram.
      • Um 16,4% de meninos e um 15,4% de meninas teve seu primeiro telefone aos 8 anos ou menos. Um 70,4% de meninos obteve-o com 12 ou menos e um 73,7% de meninas.
    • Videojogos/videogames:
      • No setor de entretenimento, a indústria de games é a que mais tem crescido no Brasil desde meados da década passada, acompanhando as principais tendências mundiais. Ao final de 2011, estimava-se, no Brasil, a existência de 35 milhões de usuários de jogos digitais, equivalendo a 75,1% da população ativa na Internet (de 10 a 65 anos). Os usuários de jogos digitais no Brasil já gastam 10,7 horas por semana nesta atividade, montante praticamente equivalente ao dobro do dedicado a assistir TV – de 5,5 horas por semana.
      • Jogam 19,2 milhões de homens – ou 83% da população masculina ativa na Internet – e 15,8 milhões de mulheres – ou 69% da população feminina ativa na rede. A comunidade gamer é mundialmente composta por jogadores em consoles de videogames, em PCs.
      • Um 59,5% de adolescentes joga on-line. Um 70,6% de homens em frente a um 49,9% de mulheres.
      • Maioritariamente, os homens jogam a jogos de carreiras de carros 36,9% seguido de cerca de jogos esportivos (futebol) 32,1%. As mulheres jogam a videojogos sociais ou em comunidades virtuais como Os Sims (17.3%).
      • É destacável que a grande maioria das consolas que os jovens utilizam no Brasil hoje em dia são de uma geração anterior (Wii, Playstation 2, Gameboy…) e por tanto estão menos integradas com o jogo on-line.
      • Tanto homens como mulheres acostumam a jogar sós (42 e 37% respetivamente), mas um 37.6% reconhece que é mais divertido jogar com alguém que só.
      • Durante os fins de semana, um 28,1% dos garotos joga mais de duas horas.
      • Um 43.4% tem algum jogo pirata. Um 31,3% descarrega-o de internet.
      • O 61% dos pais deixa aos adolescentes jogar a qualquer jogo.
    • Localização do computador: meninos 37,6% em seu quarto, e 23,3 na sala. Adolescentes: 39,3 em seu quarto e 25,5 na sala.
    • Têm antivírus um 77,5% (mais mulheres 80% que homens 75%).
    • Tão só um 11,2% de meninos utiliza internet para enviar e receber e-mails. No entanto, o e-mail é o serviço mais utilizado pelos adolescentes (55%).
    • Um 31,8% de adolescentes usa internet por mais de duas horas
    • 58,6% de meninos usam internet sós. Tão só 22,8% com sua mãe e 18,4% com seu pai. Em adolescentes, navegam sós um 76,5%
    • 69,6% busca conteúdos musicais e 61,3% videojogos.
    • 82,2% de adolescentes usam redes sociais, ao igual que em outras regiões, mais mulheres que homens.
    • Orkut segue sendo o rei com um 93,5% em frente ao 28,4 de Facebook.
    • Um 51,1% de adolescentes usa a webcam de vez em quando junto do bate-papo.
    • Cybervício:
      • 35% sofre de ansiedade e enfado quando não podem navegar.
      • O 74,6% das discussões com os pais relacionadas com internet deve-se pelo excessivo tempo no que estão ligados os adolescentes.
      • Nomofóbia: um 29,1% reconhece que o passaria mau sem o móvel à mão (ao menos por duas semanas)
      • Um 57% de adolescentes desliga do móvel em classe. Um 20% quando dorme. Há um 35% que não o desliga nunca.
      • Um 47,2% costuma receber mensagens de noite quando dormem, podendo alterar seu descanso.
    • Entre internet e móveis, os adolescentes preferem internet (61% garotos e 56% garotas)
    • Grooming:
      • Um 30% chegou a conhecer pessoalmente amigos feitos por internet.
      • A um 9,5% parece-lhe divertido conversar com desconhecidos por internet
      • Um 5,2% recebeu mensagens obscenas ou de pessoas desconhecidas
    • Cyberbullying: 12,7% utilizo o móvel para enviar mensagens, fotos ou videos ofensivos contra alguém.
    • Privacidade: As proibições feitas pelos pais dos adolescentes e jovens pesquisados, segundo eles próprios, concentra-se especialmente sobre dar informações pessoais (52,0%) e realizar compras online (50,6%).
    • Fonte: Estudo «Gerações Interativas Brasil: Crianças e adolescentes diante das telas» (PDF) e Fundação Telefônica Vivo.

    Dentre os jovens brasileiros que sofrem ciberbullying, apenas 30% contam aos pais

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    Uma pesquisa realizada para a McAfee entre junho e agosto de 2012, consultou 401 jovens de 13 a 17 anos e 414 pais de São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Salvador, aponta que 28% de 13 a 15 anos afirmam já ter interagido com meninos(as) na Rede de formas que não gostariam que seus pais soubessem. Na mesma faixa etária, 18% dos entrevistados afirmam que já tiveram acesso a conteúdos de natureza sexual.

    Um quarto das meninas afirma se informar sobre gravidez e DSTs na Web. Esse dado pode ser interpretado de duas formas: é positivo, no sentido da busca de informação, mas pode significar também que essas jovens não têm orientação em casa ou na escola sobre tais assuntos e por isso recorrem à Internet onde também pode que achem sites pouco confiáveis para se informar.

    O psiquiatra Jairo Bouer, especialista em comportamento jovem, acredita que a busca de informações por conta própria faz parte do processo de amadurecimento do jovem, mas quando os pais ensinam onde e como fazer essa busca, há chance do filho adotar um padrão de comportamento mais seguro na internet quando chega à adolescência. “Se a gente começar esses diálogos mais cedo, tanto sobre sexualidade, uso de substâncias, quanto sobre a Internet, fica mais fácil lidar com essas questões e discutir limites. O mesmo limite que imposto aos filhos na vida real deve ser colocado na internet”, diz.

    De acordo com a pesquisa, 45% dos meninos conversam com desconhecidos e 28% das meninas já saíram de uma sala de bate-papo aberto para entrar em uma conversa particular com alguém que conheceram na Internet.

    A pesquisa também mostrou que, dentre os jovens que afirmam já terem sofrido ciberbullying, apenas 30% contaram aos pais. Do total de jovens entrevistados, 34% afirmam ter presenciado esse tipo de agressão virtual, enquanto apenas 20% dos pais afirmam que seus filhos presenciaram a prática.

    Quase metade dos jovens (45%) afirma que mudariam seu comportamento na Internet se soubesse que estavam sendo monitorados pelos pais, e 37% dos meninos afirmam saber como esconder os pais o que fazem na rede.

    Do lado dos pais, as principais causas apontadas para a falta de acompanhamento dos filhos foi o conhecimento limitado de tecnologia (48% dos pais acreditam que seus filhos entendem mais de tecnologia do que eles) e a falta de tempo para tal acompanhamento (33%).

    Fonte: Veja

    Quase todas as fotos e vídeos de sexting acabam em sites de pornografia

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    Desde TelasAmigas levamos advertindo desde abril de 2009 do surgimento da perigosa mania do sexting e de seus riscos associados, alguns diretamente relacionados com sua difusão sem controle em Internet. Segundo se deu a conhecer nesta passada segunda-feira, um estudo da Internet Watch Foundation (IWF) comprovou que o 88% das imagens e vídeos de tipo erótico ou sexual autoproduzidas por jovens e publicadas na WWW (especialmente nas redes sociais e sites dedicados a emissões de webcam), são captadas e republicadas sem permissão em outros sites, especificamente em sites pornô.

    SextingO estudo observou a intervalos durante quatro semanas (no passado mês de setembro) as imagens e vídeos sexuais que publicavam meninos e jovens em determinados sites (68), contabilizando 12.224 peças em 47 horas (260 por hora, em media). Rastrearam as imagens e observaram que a maioria (88%) eram depois republicadas no que denominaram sites parasitos criados com o objetivo concreto de mostrar imagens de sexting de gente jovem.

    A fundação encarregada do estudo, criada em 1996 por empresas britânicas do setor de Internet, advertiu dos perigos de que menores e jovens enviem ou publiquem sexting, já que uma vez que a imagem está disponível em formato digital escapa de seu controle para sempre. Embora o autor ou autora da imagem a apagar da página onde a publicou originalmente, uma vez que foi copiada e redifundida por sites pornô que se nutrem delas, faz-se virtualmente impossível a eliminar completamente da Rede, pois de um destes sites passa a dezenas de outros similares, a blogs, e a discos duros de milhares de usuários de todo mundo. «Os jovens têm que se dar conta de que uma vez que uma foto ou um vídeo está on-line, pode que nunca sejam capazes da eliminar de vez de Internet», advertiram.

    Paralelamente a advertir sobre onde acabam estas fotos e vídeos, o estudo dá uma aproximação da quantidade desmedida de material deste tipo que os jovens publicam a cada dia em Internet, e da crescente presença de vídeos entre o material de sexting publicado (41% em sua mostra). Os responsáveis pelo estudo não se mostraram surpreendidos pela quantidade de material publicado mas sim pelo grande número de sites que se alimentam deste sexting.

    A IWF publicou também declarações de garotos cujas vidas foram devastadas por causa de fotos e vídeos de sexting que acabaram na Rede, inclusive sem que os protagonistas as tivessem decidido publicar. Entre os casos que reproduzem há alguns derivados de roubos de telemóveis e não são raras as depressões graves e mesmo as tentativas de suicídio (como no trágico caso de Amanda Todd). Por exemplo, uma garota teve que suportar na escola bullying e comentários lascivos de pessoas que não conhecia porque a tinham reconhecido por uma foto erótica na Rede.

    Máis informação

    Fontes: The Guardian e TelasAmigas vía Sexting.es.