Plano de formação nacional em Portugal sobre dependências na Internet e outras TIC

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O português Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil (CADIN) vai desenvolver um projeto de formação de educadores para alertar para os perigos da utilização da Internet e ensinar a usar de forma adequada as novas tecnologias. Este projeto tem estado a ser desenvolvido há cerca de um ano numa dezena de escolas da região de Lisboa e Vale do Tejo e que, agora, o objetivo é torná-lo nacional.

Os psiquiatras do centro têm já vários casos de doentes com dependência das redes sociais, que chegam a passar 12 horas diárias on-line: “mesmo nas redes sociais que podem parecer mais inofensivas do ponto de vista da proteção da privacidade e dos riscos de pedofilia há aspetos complicados relacionados com o que é a essência de dependência”, sublinharam.

“Há também casos de alterações de ritmos de sono e vigília decorrentes desta adição. No caso do jogo on-line, por exemplo, esses ritmos podem ser completamente pervertidos quando se joga com parceiros de outros continentes”, exemplificou o responsável do CADIN quem indica até que já teve casos de jovens que dormem com o telemóvel ou com o tablet, com medo de que “qualquer coisa aconteça sem que estejam ligados”.

Recomendam que em casa, o computador deve estar à vista de todos e a criança que joga ou navega na Internet deve estar acompanhada de um adulto.

Para os psiquiatras, a questão da dependência e adição deve ser sempre vista e tratada em conjunto com a patologia mental. Mesmo sendo uma dependência sem substância (como o caso do jogo, da Internet ou das compras), é uma situação em que há um desejo de conseguir uma recompensa imediata e uma incapacidade de controlar esse comportamento. Sublinham assim a importância de tratar a patologia associada aos consumos aditivos, de forma a evitar recaídas ou transferência para outras dependências.

Fonte: RTP

Inquérito europeu de proteção das crianças na Internet: “As ferramentas online de denúncia não estão a funcionar”

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Apenas 11 por cento das crianças portuguesas utilizaram ferramentas online para denunciar situações que as perturbaram na internet, um número abaixo da percentagem verificada na Europa (13%), revela um novo relatório do Projeto EU Kids Online.

O inquérito europeu sobre a proteção das crianças relativamente aos riscos da Internet alerta que “as ferramentas online de denúncia não estão a funcionar”, argumentando que “só 13% das crianças europeias que ficaram perturbadas com algo na Internet as usaram”.

Duas em cada três crianças e jovens que denunciaram problemas ficaram satisfeitos com a resposta.

Os que denunciaram situações relacionadas com imagens sexuais sentiram ter recebido uma ajuda um pouco maior do que os jovens e crianças que relataram riscos relacionados com condutas, como mensagens sexuais ou bullying online.

Fonte: iOnline

Redes sociais, participação e cidadania: tema do 2012 no Parlamento dos Jovens português

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No final de um dia preenchido com a apresentação e discussão de propostas, foram seleccionadas as cinco escolas que vão representar o distrito de Braga na final do Parlamento dos Jovens que se realiza em Maio, na Assembleia da República em Lisboa.

O Parlamento dos Jovens, iniciativa cuja origem remonta a 1995, é uma organização que envolve o IPJ, o Ministério da Educação e a Assembleia da República. “Redes sociais, participação e cidadania” é o tema deste ano.

Algumas propostas apresentadas pelos estudantes de Braga

  • A criação de uma plataforma aberta/rede social escolar.
  • A promoção de mecanismos de identificação nas redes sociais, tendo em vista o reforço da segurança.
  • Incentivar a participação dos jovens na política através da implementação de medidas como o voto electrónico.
  • Criação de um plano educativo que valorize as redes sociais e que alerte para os perigos da sua utilização. Criação de um livro amarelo sobre as redes sociais.
  • Criação de um dia nacional de sensibilização para os perigos inerentes à utilização das redes sociais.
  • A punição dos responsáveis por práticas de cyberbullying.
  • Proibição de utilização das redes sociais nas escolas.
  • Criação de uma instituição que guarde toda a informação das redes sociais em Portugal; fiscalização dessa informação; e obrigatoriedade do acesso ter de ser feito combinando a identificação fiscal com a identificação do utilizador.

Fonte: CORREIO DO MINHO