Pais e segurança das crianças na Internet: novos dados sobre o Brasil

tic-kids-online-brasil-cetic-cig-br

Icono da CETIC para a enquisa TIC kids onlineContinuamos com a análise do informe presentado esta terça-feira pelo CETIC.br acerca do uso da Internet por crianças e adolescentes brasileiros de 9 a 16 anos.

Agora centraremos a nossa atenção nos pontos mais relacionados com a nossa área de trabalho: o uso seguro e responsável. Oferecemos un resumo dos datos mais salientaveis a este respeito, olhando primeiramente a perceção e ações dos pais sobre a segurança dos seus filhos na Rede:

  • De 9 a 10 anos 42% têm perfil em redes sociais, apesar de estar proibido por baixo dos 13 ou 14 nas principais redes. A proporção atinge 83% entre 15 e 16 anos. Entre 9 e 10 anos, o 29% dos pais mesmo dão total permissão para os filhos estarem nas redes sociais e apenas 30% o proibem. Com filhos de 11 e 12 anos 46% dizem-lhes que podem ter perfil quando quiserem e 32% permitem com supervisão.
  • Entre as crianças e adolescentes que estão nas redes sociais, 31% permitem que contatos dos seus amigos tenham acesso ao perfil e 25% têm perfis públicos, que podem ser visualizados por qualquer pessoa.
  • Entre os motivos de preocupação dos pais relativos à Internet, 53% teme o contato com desconhecidos e 47% a exposição a conteúdo inapropriado.
  • 22% dos pais não consideram que a sua filha ou filho utilize Internet com segurança e 8% não sabe.
  • Ao respeito do acompanhamento dos pais para o uso seguro da Internet, 78% conversa com seu/sua filho/a sobre o que ele/a faz na Internet, 57% fica por perto enquanto ele(a) a usa e 49% senta com ele/a enquanto usa a Internet.
  • Às crianças de 9 e 10 anos, 27% dos pais deixam-lhes usar sem supervisão serviços de mensagens instantâneas, sendo até 42% entre as de 11 e 12 anos.
  • Porém, 85% proibem aos de 9 e 10 anos (79% aos de 11 e 12 anos) dar informações pessoais pela Internet.
  • Segundo a pesquisa, os tipos de ajudas para o uso seguro que os pais e mães oferecem aos filhos na Internet são: 66% falou com seu filho/a sobre como usar a Internet com segurança; 64% falou com ele/a sobre como deveria se comportar com outras pessoas na Internet; 61% explicou porque os conteúdos de alguns sites são bons e outros ruins; 43% falou com ele/a sobre o que deveria fazer se alguma coisa na Internet o/a aborrecesse ou assustasse; 24% ajudou alguma vez seu filho/a quando alguma coisa na Internet o/a aborreceu ou assustou.
  • A respeito da supervisão parental, o que as mãe e pais verificam é: 50% o histórico ou o registro dos sites que seu/sua filho(a) visitou (65% às crianças de 9 e 10 anos); 50% os amigos ou contatos que adiciona a seu perfil de rede social ou serviço de mensagens (apenas atinge o 55% quando o filho ou filha tem 9 ou 10 anos); 48% o perfil dele/a em redes sociais (53% nos do 9 e 10 anos); 40% as mensagens de email ou as mensagens instantâneas (43% com os máis novos, de 9 ou 10 anos).
  • Sobre as ferramentas técnicas de controle: 57% dos progenitores ou responsáveis usam algúm programa para prevenir spam no email ou um antivírus; 32% bloqueios ou filtros para alguns tipos de sites; 29% rastreio dos sites que visitam; 16% serviços que limitam o tempo que seu filho ou filha fica na Internet.
  • 74% dos pais reconhece que deveria fazer mais em relação ao uso da Internet pelos seus filhos: 39% que deveriam fazer muito mais e 35% algo mais.
  • 18% dos pais nunca busca informações sobre uso seguro da Internet.
  • Os pais desejam que sejam principalmente (aprox. 60%) as escolas e os meios de comunicação quem lhes ofereçam informação sobre segurança na Internet. Em segundo lugar (aprox. 30%) citam governo, família e amigos; empresas de Internet, sites e ONGs são escasamente demandadas para esta questão (aprox. 15%).
  • 6% dos pais acreditam que seus filhos têm passado por experiências incômodas no último ano na Internet, com outro 4% que não sabe. As cifras sobem de maneira salientável quando os filhos têm 15 e 16 anos: 10% acreditam que lhes tenha passado a seus filhos e 7% reconhecem desconhece-lo.
  • 37% dos pais reconhecem não terem capacidade (pouca ou nula) para ajudar seus filhos com situações que os incomodem ou constranjam na Internet. 35% pensam que tampouco seu filho/a tem essa capacidade (48% dos de 9 e 10 anos).
  • Conteúdos nocivos segundo apreciação dos pais: 10% de 9 e 10 anos viu imagens agressivas ou violentas de pessoas se agredindo ou matando na Internet; 17% de 11 e 12; 20% de 13 e 14; 23% de 15 e 16 anos. Viu imagens online com conteúdo sexual explícito: 5% de 9 a 12 anos; 4% de 13 a 14; 13% de 15 e 16. Outro tipo de conteúdos mais relacionados com foros ou redes sociais como conversas sobre formas de machucar a si mesmo ou se ferir fisicamente, conversas que conduzam à anorexia ou bulimia, mensagens de ódio contra pessoas ou grupos ou pessoas falando sobre suas experiências com o uso de drogas só atingem o 3-4% no conjunto das idades de 9 a 16, e conversas sobre formas de cometer suicídio só o 1%. Nestes temas aprecia-se um ligeiro aumento (5-7%) nas idades de 15-16 anos nos temas relativos à violência e aos problemas alimentares.
  • Ciberbullying percebido pelos pais (filho/a tratado/a de forma ofensiva ou desagradável na Internet por outra criança ou adolescente): 0% entre 9 e 10 anos; 3% entre os 11 e 14 anos; 5% dos de 15 e 16.
  • Sexting segundo os pais: recebeu mensagens sexuais pela Internet o 1% dos de 9 e 10 anos, 3% de 11 e 12, 2% de 13 e 14, e 5% dos de 15 e 16; Enviarom esse tipo de mensagens: 0% de 9 a 14 anos e apenas 1 de 15 a 16 anos.
  • Os problemas percebidos pelos pais foron: 15% problemas de malware, privacidade 2%, suplantação online 2%. Os pais não apreciarom problemas com estafas online. Em todos estes problemas hai um aumento com a idade dos filhos.

Fonte: CETIC

Foursquare mostra onde você está a todos os seus amigos

foursquare

O Foursquare anunciou o lançamento de uma nova ferramenta que permite que os usuários sigam seus amigos e descubram onde eles estão, em qualquer cidade ou lugar do mundo.

“Tem amigos ou familiares que moram em outra cidade, estado ou país? Agora você pode optar por receber notificações quando eles fizerem check-in, mesmo se eles não estiverem por perto ou se você estiver com o serviço de notificações desligado”, afirma a empresa em seu blog oficial.

A opção Always On permite que os usuários recebam notificações dos check-ins feitos por amigos, mesmo se eles não estiverem próximos a você. Anteriormente, o serviço permitia apenas que os usuários recebessem as notificações das pessoas que também estavam na mesma localização, no caso, na mesma cidade.

Os usuários poderão ativar a nova ferramenta de forma simples: basta acessar o perfil do seu amigo e ativar o Always On. Vale ressaltar que esse recurso está disponível apenas para as pessoas que são amigas no Foursquare, ou seja, que aceitaram um pedido de amizade.

Fonte: CanalTech

Adolescente causa tumulto nos Países Baixos ao convidar para festa pelo Facebook

project-x-haren-paises-baixos-holanda-2012-sept

Merthe, uma adolescente neerlandesa que queria comemorar seu aniversário de 16 anos, acabou causando um alvoroço no pequeno povoado de Haren, onde mora. Esqueceu de mencionar no convite feito pelo Facebook que a festa era privada e 25 mil pessoas confirmaram presença no evento.

Festa-tumulto em HolandaSegundo a polícia, 4 mil pessoas estão no local e o jornal De Telegraaf, informou que a situação ficou incontrolável. Policiais e jovens entraram em confronto e agentes de segurança foram agredidos com garrafas e pedras. Várias pessoas foram presas até agora e a cidade de Groningen, onde fica o povoado, decretou estado de alerta. A rua onda a jovem mora foi fechada para o público e a venda de álcool foi proibida na estação de trem.

Por ordem do prefeito de Haren, as placas de ruas adjacentes foram retiradas, para evitar que mais turistas cheguem ao local. A polícia emitiu um chamado na Internet, pedindo para que as pessoas fiquem longe da área.

“Peço a todos que não venham a Haren”, disse o prefeito Rob Bats de Haren em sua conta no Twitter.

Em 2010, um erro parecido custou caro à família de Tessa, uma alemã de Hamburgo, que esqueceu de deixar o convite privado para sua festa de aniversário. Cerca de 1.500 pessoas foram à sua casa e seis delas foram presas.

No caso da passada sexta-feira, os desconhecidos que foram ao local postaram cerca de 20 vídeos no YouTube com montagens de festas parecidas e convocaram usuários para a casa de Merthe, inclusive com mapas do local. Alguns chegaram a fazer camisetas com o lema do Project X, título de um filme que recria um evento similar.

Fonte: Jornal Extra

Sua vida inteira está na Internet… e podem usá-la contra você

captura-video-mentalista-belgica

No vídeo baixo estas linhas podemos comprovar o fácil que é que nos leiam a mente para saber nossa vida sem precisar mais que um acesso a Internet para pesquisar todo o que publicamos (e publicam de nós os demais). A montagem faz parte de uma campanha belga sobre a segurança na banca on-line. Na instalação em uma praça de Bruxelas até o mais pequeno detalhe estava cuidado: um suposto mentalista, um ambiente de cor branca que inspirava pureza e inocência… E toda uma série de detalhes para relaxar as pessoas que aceitavam o convite a lhes ler a mente com a desculpa de que era uma prova para um programa de televisão.

No vídeo pode ser apreciado como os protagonistas se surpreendem quando o mentalista adivinha coisas pessoais sobre eles, que supõem ninguém mais que eles sabe… incluindo algumas tão supostamente íntimas como as tatuagens que têm em seu corpo ou que preço puseram à casa que estão vendendo.

Por médio de seu nome e o e-mail utilizando os buscadores é fácil obter um perfil completo de uma pessoa. Se põe uma moto ou uma casa em venda publicamente… por que te assombra de que alguém saiba o preço que lhe puseste publicamente? Ou se publica fotos tuas na praia ou inclusive de sexting, como não vai saber qualquer que tem duas borboletas tatuadas onde acabam as costas?

E não só supostos estafadores são os que podem fazer uso desta informação, mas também ladrões profissionais de contas on-line de banca (como pretende denunciar esta campanha belga), suplantadores, acossadores sexuais, groomers (no caso de menores de idade), cyberbullies, sequestradores, sextorsionadores… O que publicamos em Internet (nas redes sociais, em videochats, em foros ou blogs?) põe-nos em numerosos riscos e por tanto é vital aprendermos a cuidar nossa imagem on-line.

Fonte: Riesgos en Internet

Superexposição na Internet estimula a ação de perseguidores virtuais

ilustracion-ciberbullying-via-telefono-movil-celular-COPYRIGHT-edex-crc-pantallasamigas-w640

O termo stalking (do inglês espreitar) passou a ser usado nos anos 1980 para se referir a fãs que perseguiam celebridades, invadindo suas casas e forçando contato.

A chamada Web 3.0 —uma WWW com presença maciça de dados pessoais— fez com que muita gente se transformasse em pequena celebridade só por ter um site conhecido ou muitos seguidores nas redes sociais. O resultado foi que a perseguição (o cyberstalking) migrou para a realidade de gente normal, que anda pelas ruas sem segurança.

“Há um impulso de consumir a vida do outro, de usá-la como entretenimento, semelhante a um filme”, explica Eugênio Trivinho, professor do programa de pós-graduação em comunicação e semiótica da PUC-SP.

Gabriela Assis, 23, conta que, na adolescência, desenvolveu o hábito de conferir a vida dos colegas pelo Orkut. “Se gostava de um menino, queria saber se tinha namorada, o que fazia. Para isso, acompanhava as conversas dele.” Gabriela não vê nada de errado em seu comportamento: “Apenas faço uma análise detida do que as pessoas escolheram publicar, não roubo dados de ninguém”.

Alguns se limitam a investigar a vida de pessoas que já conhecem, mas outros se encantam por desconhecidos e procuram meios de se aproximar deles e passam a frequentar os mesmos lugares de seus objetos de atenção, montando um acosso presencial.

O Brasil não tem leis específicas para regular a vigilância virtual, mas há casos em que cabe uma ação civil, afirma Victor Haikal, especialista em direito digital: “Não é porque escolhi compartilhar minhas informações que as pessoas podem fazer o que quiser com elas. Há abusos de direito que fogem do uso regular das redes sociais”, explica. Para o advogado, seria abuso, por exemplo, enviar fotos constrangedoras que a pessoa postou em sua rede social para seus chefes ou colegas de trabalho, tentar contatos insistentes por e-mail ou usar informações do geolocalizador dela para persegui-la pela cidade.

“Mesmo que a pessoa não lhe faça mal, não é saudável se sentir vigiado por alguém”, defende Breno Rosostolato, psicólogo clínico.

No Orkut, a busca de dados era ativa: era preciso entrar na página da pessoa, vasculhar fotos e mensagens. No Facebook, essas informações são atiradas na cara do usuário: uma barra lateral que avisa o tempo todo quem ficou amigo de quem, quem curtiu a foto de quem: “A nova estrutura dos sites é feita para estimular essa curiosidade pela vida alheia”, diz Vinícius Andrade Pereira, presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura.

Fonte: Folha de S. Paulo

Nossas vidas podem ser seguidas através do que publicamos na Rede

partilhamos-redes-sociais-trendlabs-trendmicro-frag

Compartilhamos demasiada informação pessoal nas redes sociais. Em muitos casos fazemo-lo por inércia, sem pensar e sem valorizar os riscos para nossa pessoa ou para os demais. A TrendMicro publicou uma infografia com estatísticas dos dados que publicamos em redes como Facebook, Twitter, Pinterest, Tumblr… e dos perigos associados: cyberbullying, roubo de identidade, danos à reputação online… mesmo perigos no mundo físico (offline) como o roubo ou o acosso.

Fonte: GenBeta Social Media

Vídeo íntimo de vereadora espanhola mostra novamente os riscos do sexting

sexting-olvido-hormigos-los-yebenes

O escândalo mediático produzido na Espanha pela difusão de um vídeo erótico íntimo gravado pela vereadora da prefeitura espanhola de Los Yébenes, Olvido Hormigos, sacou de novo à luz os perigos deste tipo de gravações e fotografias conhecidas como sexting, tanto para as personagens públicas como para qualquer outra pessoa, especialmente se são menores de idade.

Realizaram-se já vários estudos no mundo sobre o fenômeno do sexting. Assim, o Instituto espanhol de Tecnologias da Comunicação (INTECO) publicou no passado ano o «Guia sobre adolescência e sexting» realizado conjuntamente com PantallasAmigas/TelasAmigas. Os resultados estimavam que um 4% dos menores espanhois dentre 10 e 16 anos se tinham feito a si mesmos fotos ou vídeos em uma postura sexy, enquanto um 8,1% reconhecia ter recebido imagens desta natureza por parte de desconhecidos. Mesmo mais preocupantes são outros dados como os publicados na revista Arquive of Pediatrics & Adolescent Medicine, que estimavam que o 28% dos adolescentes estadunidenses dentre 14 e 19 anos posaram nu e enviaram as imagens através de seus telefones ou e-mails.

O fato de que rostos famosos tenham convertido em popular esta prática, ou que a WWW aloje uma grande quantidade de videos pornográficos amadores protagonizados por pessoas muito jovens, favoreceu que os adolescentes o trivializarem. E é que «é preocupante que entre os menores pareça normal esta atitude». E o é mais por outro problema acrescentado: «O tráfico de fotos de meninos adolescentes, conseguidos por adultos que se fazem passar por menores e os enganam nas redes sociais. Boa parte da pornografía pederasta vem daí».

Alguns outros políticos vítimas públicas do sexting foram Ilse Uyttersprot, prefeita da Bélgica, Anthony Weiner, congressista dos EUA e Karina Bolaños, ministra da Costa Rica.

Jorge Flores, diretor da TelasAmigas, fala sobre o sexting para a TV pública espanhola

Fonte: Riesgos en Internet

Jovem assassinada nos Países Baixos por seus comentarios sobre amigos en Facebook

JoyceWinseiHau-assasinada-facebook

O assassinato de uma adolescente, motivado por comentários no Facebook e que teria sido planejado na rede social, chocou os Países Baixos.

A acusação diz que um garoto matou uma jovem de 15 anos, Joyce Winsie Hau, a pedido de um casal também adolescente, por causa de mensagens publicadas na rede social sobre o comportamento sexual dos dois. A acusação pediu a pena máxima a um garoto de até 16 anos: um ano de detenção em um centro para jovens e dois anos de liberdade condicional que poderiam ser ampliados para até sete.

Os julgamentos na Holanda envolvendo menores costumam ocorrer a portas fechadas, mas este acontece publicamente. Os juízes argumentaram que é do interesse da sociedade conhecer os detalhes do caso.

Polly W., de 16 anos, e Wesley C., de 18, estavam furiosos com Joyce, de 15 anos. As duas meninas eram amigas até a mais nova publicar comentários sobre a outra.

A acusação diz que eles decidiram então contratar o menor Jinhua K., então com 14 anos, para matar a amiga. O pagamento teria sido de menos de 100 euros (equivalente a R$ 250). O garoto foi à casa de Joyce no dia 14 de janeiro, apunhalando-a. Ela foi hospitalizada, mas morreu dias depois. Seu pai ficou ferido no ataque ao tentar defender a filha.

Fonte: BBC

Também lhe pode interessar

Mais de 40% dos brasileiros diz estar perdendo controle sobre dados nas redes sociais

infografico-estudo-brasil-redes-sociais-Fsecure-FRAG

Mais de 40% dos brasileiros diz estar perdendo controle sobre dados nas redes sociaisUma pesquisa realizada pela empresa de segurança F-Secure revelou que, juntamente com o crescimento da utilização das redes sociais, aumentou também a preocupação dos usuários em relação ao cuidados com seus dados na rede.

No Brasil, cerca de 86% dos entrevistados disseram que se preocupam ao publicar dados pessoais em redes sociais, enquanto que 80% afirmam tem receio a respeito de quem tem acesso a fotos e vídeos pessoais que são postados na rede, principalmente entre usuários com idade entre 45 e 60 anos. Além disso, 43% considera estar “perdendo o controle” sobre dados compartilhados nas redes.

Entretanto, os brasileiros não estão tomando o devido cuidado com seus dados: 74% dos entrevistados afirmaram que já perderam documentos importantes como fotos, e-mails, arquivos sensíveis, entre outros.

Mesmo assim, a maneira mais comum para armazenar um backup desses documentos continua sendo o HD externo (59%), enquanto que 20% dos brasileiros utilizam soluções de backup na nuvem.

O e-mail ainda é o meio pelo qual os usuários no mundo trocam documentos (81%), enquanto que o segundo lugar ficou para as redes sociais (68%), de acordo com o estudo.

Fonte: IDG now

Também lhe pode interesar

Você tem vida privada de verdade (nas redes sociais)?

#MARCAÇOESsempermissaoNAO: Problemas de privacidade por marcações nas redes sociais

Difundem pela Rede milheiros de fotos de sexting armazenadas como «privadas» no Photobucket

sexting-privado-no-photobucket

Uma deficiência na estrutura de segurança do Photobucket (um dos mais populares sites de armazenamento de fotos) permitiu o vazamento de milhares de fotos que deveriam ser privadas: entre os arquivos espalhados há numerosas autofotos de sexting e até documentos pessoais como fotos do cartão de crédito.

Uma repórter do site BuzzFeed foi quem deu a alerta com uma reportagem sobre este grave assunto e sobre uma técnica chamada fusking, que vem sendo usada para vasculhar o Photobucket.

“Se eu postar fotos privadas ou protegidas por senha em um álbum, ainda posso enviar um link direto para um amigo, e ele não vai precisar de senha para ver. Ele pode passar esse link adiante, e qualquer um pode acessar aquele conteúdo., não importa a configuração de privacidade”, escreveu a jornalista.

Essa falha é explorada por programas de fusking que entram e obtém as fotos. A divulgação esta-se a fazer desde sites como o agregador Reddit onde já existe uma seção com 8 mil assinantes onde as imagens de garotas nuas estão sendo expostas. Mesmo existe outra onde os usuários podem pedir o saque (plunder) de contas concretas do Photobucket. Segundo os moderadores do site somente retiram as fotos se as afetadas se queixarem, porque estão publicamente acessíveis (pelo defeito do Photobucket) embora as usuárias pensem que são privadas.

A coisa pode ser ainda pior: a maioria das fotos possui internamente dados chamados EXIF. No caso de se terem feito com smartphones, a chance de esse arquivo conter dados de geolocalização é grande e isto permitiria saber até onde a pessoa fotografada mora.

Para usuários do site, a dica é retirar totalmente fotos que possam causar algum constrangimento, porque nem a configuração supostamente privada as protege já. Porém, as fotos partilhadas no Reddit estão sendo arquivadas noutro site de armazenamento o qual prova que uma vez difundida uma imagem privada, já não se pode desfazer o mal.

Fonte: IDG now e outras.

Também lhe pode interessar