Andrew Keen: «Há um claro crescimento do vício nas redes sociais, também no Brasil»

Andrew_Keen_in_2012

Desde que lançou seu primeiro livro em 2007, o britânico Andrew Keen se estabeleceu como um dos principais críticos das TIC, e mesmo foi conhecido como o Anticristo da Web. Se no primeiro livro, O Culto do Amador (2009), Keen criticava a ditadura da ignorância formada pelo conteúdo produzido por usuários amadores e narcisistas, o alvo agora com seu novo livro, Vertigem Digital: Por que as redes sociais estão nos dividindo, diminuindo e desorientando, é a superexposição provocada por Facebook, Twitter e outras redes sociais.

Keen argumenta que estamos substituindo nosso cotidiano pela vida em uma rede ilusória e digitalizada, e que as redes sociais nos transformam em pequenos Big Brothers de nós mesmos e que reputação e amizade viraram mercadorias: «estamos nos apaixonando por algo que não existe: por uma internet que tem algo de “social”, mas que não é realmente social. É exatamente o oposto.» Também fala de que o resultado das atualizações em tempo real no Facebook e no Twitter é a sensação de desorientação.

Segundo o autor, «estamos enfraquecendo nosso lado humano, banalizando nosso eu interior, transformando nossos sentimentos e emoções em mercadorias. Quanto mais nos expomos publicamente, mais narcisistas nos tornamos.» Assim e todo reconhece que as redes sociais têm algo de valor: podem se atacar desde dentro.

«A mídia social é um tipo de narcótico», afirma Keen. «Quanto mais a usamos, mais ficamos dependentes dela. Há um claro crescimento do vício nas redes sociais, tanto no Brasil quanto em qualquer outro lugar.»

Para ele no século 21 a Internet será «o lugar em que difundimos nossas identidades. Mesmo nosso estado físico vai se espelhar em nossa identidade digital É o que chama de «era do exibicionismo Também avissa de que estamos desistindo dos nossos segredos nas redes sociais. «Chegamos ao mundo da transparência radical. Nossos perfis no Facebook, Twitter e Google+ são nossas vitrines. Com esse comportamento extremamente narcísico, estamos virando marcas

Keen afirma sentir-se unido ao grupo de críticos que se tornaram céticos em relação aos benefícios da revolução digital, ainda que não os considera luditas nem tecnófobos. «Não queremos voltar à era analógica. Mas defendemos uma atitude mais moderada e equilibrada em relação ao impacto da tecnologia

Também diz que não podemos confiar em Google ou Facebook en quanto «não abdicarem do seu modelo de negócio, em que nos dão a tecnologia “de graça” e nós lhes entregamos nossos dados pessoais que eles vendem aos anunciantes. Esse modelo não funciona. Nós precisamos começar a pagar por nossas redes sociais.» Isto há fazer que «a elite (pessoas como eu) sempre terá acesso às informações mais confiáveis, mas as massas vão se submeter à “ditadura da ignorância”

Adverte preocupado de que a palavra social está a virar ideologia. «Todas as últimas inovações digitais recebem obrigatoriamente o carimbo de social. Mas a internet deve sempre preservar a autonomia do indivíduo», atributo que el diz não é respeitado pelas redes sociais. Como defensa propõe: «Precisamos conquistar um espaço na web onde possamos nos proteger da multidão e desenvolver nossas próprias ideias. É preciso praticar mais a autocensura e limitar o número de publicações pessoais nas redes.» Seu conselho aos usuários da rede é «mentir» nos seus perfís e no que publicam. Ele tem 20.000 seguidores no Twitter mas não está presente no Facebook, porque essa plataforma para el «não é confiável».

Fontes: Estadao & Info Online.

Máis sobre as redes sociais no blog de TelasAmigas.

Mais de 40% dos brasileiros diz estar perdendo controle sobre dados nas redes sociais

infografico-estudo-brasil-redes-sociais-Fsecure-FRAG

Mais de 40% dos brasileiros diz estar perdendo controle sobre dados nas redes sociaisUma pesquisa realizada pela empresa de segurança F-Secure revelou que, juntamente com o crescimento da utilização das redes sociais, aumentou também a preocupação dos usuários em relação ao cuidados com seus dados na rede.

No Brasil, cerca de 86% dos entrevistados disseram que se preocupam ao publicar dados pessoais em redes sociais, enquanto que 80% afirmam tem receio a respeito de quem tem acesso a fotos e vídeos pessoais que são postados na rede, principalmente entre usuários com idade entre 45 e 60 anos. Além disso, 43% considera estar “perdendo o controle” sobre dados compartilhados nas redes.

Entretanto, os brasileiros não estão tomando o devido cuidado com seus dados: 74% dos entrevistados afirmaram que já perderam documentos importantes como fotos, e-mails, arquivos sensíveis, entre outros.

Mesmo assim, a maneira mais comum para armazenar um backup desses documentos continua sendo o HD externo (59%), enquanto que 20% dos brasileiros utilizam soluções de backup na nuvem.

O e-mail ainda é o meio pelo qual os usuários no mundo trocam documentos (81%), enquanto que o segundo lugar ficou para as redes sociais (68%), de acordo com o estudo.

Fonte: IDG now

Também lhe pode interesar

Você tem vida privada de verdade (nas redes sociais)?

#MARCAÇOESsempermissaoNAO: Problemas de privacidade por marcações nas redes sociais

Difundem pela Rede milheiros de fotos de sexting armazenadas como «privadas» no Photobucket

sexting-privado-no-photobucket

Uma deficiência na estrutura de segurança do Photobucket (um dos mais populares sites de armazenamento de fotos) permitiu o vazamento de milhares de fotos que deveriam ser privadas: entre os arquivos espalhados há numerosas autofotos de sexting e até documentos pessoais como fotos do cartão de crédito.

Uma repórter do site BuzzFeed foi quem deu a alerta com uma reportagem sobre este grave assunto e sobre uma técnica chamada fusking, que vem sendo usada para vasculhar o Photobucket.

“Se eu postar fotos privadas ou protegidas por senha em um álbum, ainda posso enviar um link direto para um amigo, e ele não vai precisar de senha para ver. Ele pode passar esse link adiante, e qualquer um pode acessar aquele conteúdo., não importa a configuração de privacidade”, escreveu a jornalista.

Essa falha é explorada por programas de fusking que entram e obtém as fotos. A divulgação esta-se a fazer desde sites como o agregador Reddit onde já existe uma seção com 8 mil assinantes onde as imagens de garotas nuas estão sendo expostas. Mesmo existe outra onde os usuários podem pedir o saque (plunder) de contas concretas do Photobucket. Segundo os moderadores do site somente retiram as fotos se as afetadas se queixarem, porque estão publicamente acessíveis (pelo defeito do Photobucket) embora as usuárias pensem que são privadas.

A coisa pode ser ainda pior: a maioria das fotos possui internamente dados chamados EXIF. No caso de se terem feito com smartphones, a chance de esse arquivo conter dados de geolocalização é grande e isto permitiria saber até onde a pessoa fotografada mora.

Para usuários do site, a dica é retirar totalmente fotos que possam causar algum constrangimento, porque nem a configuração supostamente privada as protege já. Porém, as fotos partilhadas no Reddit estão sendo arquivadas noutro site de armazenamento o qual prova que uma vez difundida uma imagem privada, já não se pode desfazer o mal.

Fonte: IDG now e outras.

Também lhe pode interessar

Garoto de 19 anos é condenado no Reino Unido por filmar e ter sexo com menor que conheceu no Facebook

condenado-por-sexting-e-sexo-com-menor-de-13-anos-reino-unido

Um adolescente de 19 anos foi condenado a prisão por se ter filmado tendo sexo com menina de 12 anos que conhecera no Facebook quando ele tinha 18. Após trocarem mensagens na rede social o garoto convidou a jovem a visita-lo em sua casa quando os pais estavan fóra.

Ela acedeu a se espir e ele a gravou com seu celular enquanto tomava parte em atos sexuais com ele. No julgamento foi demonstrado que ele conhecia a idade da menor (por certo, por baixo da idade mínima permitida no Facebook) e que houvera elementos de grooming no modo em que ele a seduciu.

A mãe da garota chamou a polícia após achar mensagens sexualmente explícitas (sexting) no celular dela. Os detetives que confiscaram o computador e celular do jovem acharom as mensagens trocadas pelo Facebook, 168 fotografias explícitas que a menina lhe enviara e a gravação dos dois fazendo sexo.

Apesar de que se provou que as relações foram consentidas, a lei britânica considera que não é válido o consentimento quando a menor ou o menor tem menos de 13 anos. O juiz afirmou que os 6 anos que separam os dois não permite alegar que sejam de idades aproximadas.

Fonte: Midweek Herald 24

Pais poderão desfocar rostos de seus filhos nos vídeos do Youtube

desfocagem-de-rostos-no-youtube-privacidade-anonimato

YouTube decidiu liberar uma ferramenta que permite desfocar os rostos de pessoas que apareçam em um vídeo, para que suas respectivas identidades sejam preservadas, a partir de um recurso no próprio canal do usuário que borra as faces “com apenas um clique”.

“Anonimato visual no vídeo permite que as pessoas compartilhem imagens com mais liberdade e se manifestem quando, anteriormente não podiam. Filmagens [assim] criam riscos para as pessoas que postam os vídeos ou àquelas que são filmadas, logo é importante ter outros modos de proteger a si mesmo e às pessoas nos vídeos. O YouTube se orgulha por ser um destino no qual as pessoas compartilham suas histórias, incluindo ativistas”, escreveram responsáveis do site.

No entanto, o site de compartilhamento de vídeos também disse que a ferramenta não tem finalidade exclusiva para filmagens de alto risco —como manifestações políticas em países não democráticos—, mas que serve também para pessoas que não querem expor seus familiares ao postarem um vídeo na internet, como pais que querem compartilhar imagens de seus filhos menores na Rede sem que suas identidades sejam expostas, por exemplo.

Fonte: IDG now

Também relacionado com a privacidade das imagens pessoais

No Brasil 21% dos usuários já se desmarcaram de fotos nas redes sociais

problemas-marcacoes-sem-permissao-privacidade-redes-sociais

Uma pesquisa realizada pela Hi-Mídia aponta que os brasileiros dizem levar a sério a segurança online. Para se proteger, 87% dos entrevistados afirmaram manter o antivírus atualizado, 79% tomam cuidado com os sites acessados, 78% não abrem e-mails de desconhecidos e 77% realizam compras somente em lojas online confiáveis.

Somente 11% dos entrevistados acreditam que os smartphones e tablets sejam completamente seguros.

Além da preocupação com a segurança no uso geral da internet, os usuários também demonstram algum cuidado com a privacidade nas redes sociais. 45% possui perfil privado no Facebook, visível somente por amigos, menor que 59% nos EUA. No entanto, os cuidados são negligenciados com os elevados percentuais de compartilhamento de fotos (63%), vídeos (29%), informações pessoais (35%) e de localização (14%).

De acordo com a pesquisa, há entre os internautas o cuidado com a reputação nas redes sociais: no Brasil, 21% dos usuários já se desmarcaram de fotos, contra 37% nos Estados Unidos. Retirar alguém da lista de amigos foi uma ação feita por 38% de brasileiros e quase 45% de usuários já apagaram comentários postados.

Mais de 70% dos entrevistados têm cuidado com o que escrevem e compartilham, o que pode justificar o percentual de apenas 23% de usuários que já se arrependeram de algum conteúdo postado.

Entre os cuidados tomados no Facebook, 73% dos brasileiros afirmaram recusar a convites de amizade feitos por desconhecidos, 71% estão atentos aos arquivos que recebem e 57% só instalam ou acessam aplicativos considerados seguros. Considerando as normas de segurança e privacidade, 41% dos internautas não confiam no Facebook no que se refere à privacidade de seus dados pessoais.

Fonte: IDGnow

Você tem vida privada de verdade (nas redes sociais)?

Campanha #MARCAÇÕESsempermissãoNÃO

Facebook quer saber como te fazem sentir as marcações que te molestam

sigmund-freud-facebook-2

Facebook quer ser o teu psicólogo? A que código deontológico adere?

Facebook=Freud??!Algumas das opções de Facebook, como a função de marcação de fotos, causam diariamente problemas, mas até o momento Facebook não aborda estas situações e só intervém quando o conteúdo incumpre seu regulamento: as imagens que molestam a outras pessoas só as pode eliminar o usuário que as publicou.

Facebook agora ademais pretende ser teu psicólogo e seguir escarvando na tua privacidade. Por exemplo em um conflito de cyberbullying recomendará aos usuários afetados que medidas tomarem após rechearem um questionário que medirá como os faz sentir a foto ou o conteúdo ofensivo.

Esta funcionalidade está só disponível para garotos de 13 e 14 anos e por agora só nos EUA.

Fonte: Riesgos en Internet

Ciberbullying mediante marcações nas redes sociais

Você tem vida privada de verdade nas redes sociais?

“Sabemos o que você está fazendo”, um experimento que mostra a informação pessoal que revelamos nas redes sociais

we-know-what-you-re-doing-capture

Na última segunda-feira, um site entrou no ar que poderá causar preocupação em muitas pessoas. Trata-se do “We know what you’re doing…” (Nós sabemos o que você está fazendo… e queremos que pare) e reúne todas as informações que foram divulgadas nas redes sócias, como Facebook e Foursquare.

As informações dos usuários foram classificadas em “Quem quer ser demitido?”, “Quem está de ressaca?”, “Quem está usando drogas?” ou “Quem tem um novo número de telefone?”. Além de tudo isso, o site ainda mostra o endereço de quem tornou públicos seus check-ins no Foursquare e quando uma pessoa os tornar públicos através do Google Street View é possível ver até a frente das suas casas.

“Eu criei o site como um experimento, para ver o que eu poderia encontrar. Eu percebi que havia alguns problemas sérios em relação à privacidade e à falta de educação de usuários do Facebook sobre o que pode acontecer quando eles postam status como ‘Público'”, afirmou o criador do site, um britânico de 18 anos quem também salienta que todas as informações contidas foram tornadas públicas pelos usuários nas redes sociais. Toda a informação visível no site é obtida a partir de APIs do Facebook que fornece todos os tipos de informações pessoais sobre os usuários que não têm configurações de privacidade.

Fonte: Oficina da Net

Temos vida privada nas redes sociais?

Hipersexualização de menores: meninas de só 11 anos participam em sessões de cybersexo via webcam

estupro-online

A ONG britânica Family Lives publicou ontem um relatório sobre sexualização e hipermasculinidade dos meninos. Este estudo indica entre outros dados que existe uma tendência em crescimento de violações entre meninos.

Os meninos varões, segundo o estudo, percebem que as meninas com pouca roupa merecem ser violadas, e que a violência contra as mulheres é aceitável.

O estudo também adverte de que meninas de 11 anos participam em sessões sexuais através da webcam.

Os autores do estudo achacam estes fenômenos à pornografia facilmente acessível on-line e a que os pais não fazem o suficiente para evitarem que acedam a este tipo de conteúdo. Outros estudos centrados no sexting entre menores e que analisam suas causas ou motivações, ressaltaram os possíveis efeitos da atual cultura audiovisual presente na TV, na música, etc. sobre estes fenômenos de machismo e hipersexualização.

Fonte: Violencia Sexual Digital

Notícias relacionadas

Sexting: «Pediu-me que posasse nua em frente à webcam»

riscos-redes-sociais-webcam-camera-ilustracao-COPYRIGHT-telasamigas-EDEX-CRC

Com 12 anos Beatriz (nome fictício) se refugiou nas redes sociais. A situação em sua casa não era muito boa e os problemas econômicos complicavam a convivência. Ela desfrutava criando novas amizades, com as que compartilhava pensamento, preocupações e risos. “Passava longas horas em frente ao computador batendo papo com uns e outros. Encontrei a uma suposta garota com a que falei muito até que lhe dei meu e-mail. Ela me disse que me ia fazer um casting para uma série de televisão que gostava muito e eu acreditei”, recorda. “Então pediu-me que me mostrasse adiante da webcam E eu fiz-o. “Ao princípio estava com roupa e depois, pediu-me que me fosse despindo até que lhe mostrei o peito quase sem me dar conta. Neguei-me quando me pediu mais”.

Esta negativa não gostou a sua interlocutora, quem a começou a ameaçar: “Disse-me que repartiria fotos e vídeos meus por toda a rede se me negava a lhe mostrar todo o corpo nu, e que iria a por minha família. Ao final, cedi a suas chantagens por medo. Até que em um dia decidi apagar o Messenger e deixar de lado o computador”. Disso faz já quatro anos.

Com mal 12 anos, Beatriz experimentou em primeira pessoa (como muitas outras garotas e garotos) os perigos do sexting (envio de imagens de conteúdo sexual autoproduzido e enviado através de uma mensagem de celular ou de Internet). “O problema é que os adolescentes não vêem nada mau nisso e, no entanto, pode ter consequências muito sérias”, explicam desde TelasAmigas, iniciativa para a promoção do uso seguro das novas tecnologias.

Onde pode terminar essa imagem? “Encontramo-las em computadores de pederastas, ou no portátil de um vizinho que começa a lhe pedir dinheiro em troca de não lhes o dizer a seus pais (sextorsão)”, assinalam fontes policiais.

O sexting é um problema “sério e difícil de combater porque os jovens não são conscientes até que sofrem as consequências”, assinala Araiz Zalduegi, educadora da organização TelasAmigas, quem faz questão de sua extensão “não generalizada, embora sim importante”, segundo confirmam múltiplos estudos. No entanto no Brasil, casos como o de Beatriz sim parecem ser comuns.

Fonte: Sexting.wordpress.com

Também lhe pode interessar