O sexting já é algo rotineiro para os garotos britânicos de 13 e 14 anos, diz estudo

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Um novo estudo qualitativo sobre o sexting realizado pela Universidade de Plymouth (Reino Unido) e o centro Safer Internet do Reino Unido com o apoio da NSPCC entre 120 estudantes de 13-14 anos, e 30 de 10-11 anos, deu as seguintes conclusões:

  • O sexting é uma actividade normalizada e rotineira para as crianças de 13-14 anos.
  • Os garotos não pedem ajuda aos adultos porque temem que não se aceite seu comportamento.
  • Os garotos acham que os problemas do conteúdo sexual (tanto pornográfico como o que eles mesmos geram através do sexting) deveriam ser tratados na escola e de fato mostram interesse por falar disso. No entanto, não costumam falar com seus professores quando lhes surge algum problema deste tipo.
  • Os menores de 10-11 anos parecem estar a salvo do conteúdo sexual na Internet.

A diretora da National Society for the Prevention of Cruelty to Children (NSPCC) diz que se começa a constatar que o pornô duro (hardcore porn) se consome de forma regular e rotineira entre os menores, e isto está levando a que gerem e compartilhem sexting que imite o tipo de comportamento sexual reproduzido nesse gênero. Incide em que há que ensinar aos menores a que se respeitem eles mesmos, e a que respeitem os demais e que a educação sobre estes assuntos deve começar na escola primária.

Fonte: Medical Xpress vía Riesgos en Internet.

Dicas animadas para a prevenção do sexting (em espanhol)

Quase todas as fotos e vídeos de sexting acabam em sites de pornografia

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Desde TelasAmigas levamos advertindo desde abril de 2009 do surgimento da perigosa mania do sexting e de seus riscos associados, alguns diretamente relacionados com sua difusão sem controle em Internet. Segundo se deu a conhecer nesta passada segunda-feira, um estudo da Internet Watch Foundation (IWF) comprovou que o 88% das imagens e vídeos de tipo erótico ou sexual autoproduzidas por jovens e publicadas na WWW (especialmente nas redes sociais e sites dedicados a emissões de webcam), são captadas e republicadas sem permissão em outros sites, especificamente em sites pornô.

SextingO estudo observou a intervalos durante quatro semanas (no passado mês de setembro) as imagens e vídeos sexuais que publicavam meninos e jovens em determinados sites (68), contabilizando 12.224 peças em 47 horas (260 por hora, em media). Rastrearam as imagens e observaram que a maioria (88%) eram depois republicadas no que denominaram sites parasitos criados com o objetivo concreto de mostrar imagens de sexting de gente jovem.

A fundação encarregada do estudo, criada em 1996 por empresas britânicas do setor de Internet, advertiu dos perigos de que menores e jovens enviem ou publiquem sexting, já que uma vez que a imagem está disponível em formato digital escapa de seu controle para sempre. Embora o autor ou autora da imagem a apagar da página onde a publicou originalmente, uma vez que foi copiada e redifundida por sites pornô que se nutrem delas, faz-se virtualmente impossível a eliminar completamente da Rede, pois de um destes sites passa a dezenas de outros similares, a blogs, e a discos duros de milhares de usuários de todo mundo. «Os jovens têm que se dar conta de que uma vez que uma foto ou um vídeo está on-line, pode que nunca sejam capazes da eliminar de vez de Internet», advertiram.

Paralelamente a advertir sobre onde acabam estas fotos e vídeos, o estudo dá uma aproximação da quantidade desmedida de material deste tipo que os jovens publicam a cada dia em Internet, e da crescente presença de vídeos entre o material de sexting publicado (41% em sua mostra). Os responsáveis pelo estudo não se mostraram surpreendidos pela quantidade de material publicado mas sim pelo grande número de sites que se alimentam deste sexting.

A IWF publicou também declarações de garotos cujas vidas foram devastadas por causa de fotos e vídeos de sexting que acabaram na Rede, inclusive sem que os protagonistas as tivessem decidido publicar. Entre os casos que reproduzem há alguns derivados de roubos de telemóveis e não são raras as depressões graves e mesmo as tentativas de suicídio (como no trágico caso de Amanda Todd). Por exemplo, uma garota teve que suportar na escola bullying e comentários lascivos de pessoas que não conhecia porque a tinham reconhecido por uma foto erótica na Rede.

Máis informação

Fontes: The Guardian e TelasAmigas vía Sexting.es.

Pesquisa sobre a relação entre cyberbullying e suicídio em adolescentes

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Coincidindo quase no tempo com o caso de Amanda Todd, acaba de apresentar-se um estudo na conferência anual da American Academy of Pediatrics que analisa 41 casos de menores de 13 a 18 anos de EUA., Canadá, Reino Unido e Austrália que cometeram suicídio depois de sofrer cyberbullying. O estudo indica que a maioria destes adolescentes sofria bullying tanto dentro como fora da Rede.

Um 24% dos adolescentes eram vítimas de bullying homofóbico, declarando-se a metade deles abertamente homossexual e a outra metade como heterossexual ou sem preferência sexual definida.

Também detectaram um aumento do número de suicídios deste tipo nos últimos anos (2011 e 2012).

Ao 32% tinham-lhe detectado transtorno do estado de ânimo e a um 15% adicional tinha-se-lhe detectado em concreto depressão.

O estudo conclui que embora o cyberbullying estar presente em muitos destes casos, quase sempre existem outros fatores como o bullying cara-a-cara ou doença mental.

Fonte: Science 2.0 vía Ciberbullying.com.

Garoto de 19 anos é condenado no Reino Unido por filmar e ter sexo com menor que conheceu no Facebook

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Um adolescente de 19 anos foi condenado a prisão por se ter filmado tendo sexo com menina de 12 anos que conhecera no Facebook quando ele tinha 18. Após trocarem mensagens na rede social o garoto convidou a jovem a visita-lo em sua casa quando os pais estavan fóra.

Ela acedeu a se espir e ele a gravou com seu celular enquanto tomava parte em atos sexuais com ele. No julgamento foi demonstrado que ele conhecia a idade da menor (por certo, por baixo da idade mínima permitida no Facebook) e que houvera elementos de grooming no modo em que ele a seduciu.

A mãe da garota chamou a polícia após achar mensagens sexualmente explícitas (sexting) no celular dela. Os detetives que confiscaram o computador e celular do jovem acharom as mensagens trocadas pelo Facebook, 168 fotografias explícitas que a menina lhe enviara e a gravação dos dois fazendo sexo.

Apesar de que se provou que as relações foram consentidas, a lei britânica considera que não é válido o consentimento quando a menor ou o menor tem menos de 13 anos. O juiz afirmou que os 6 anos que separam os dois não permite alegar que sejam de idades aproximadas.

Fonte: Midweek Herald 24

Hipersexualização de menores: meninas de só 11 anos participam em sessões de cybersexo via webcam

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A ONG britânica Family Lives publicou ontem um relatório sobre sexualização e hipermasculinidade dos meninos. Este estudo indica entre outros dados que existe uma tendência em crescimento de violações entre meninos.

Os meninos varões, segundo o estudo, percebem que as meninas com pouca roupa merecem ser violadas, e que a violência contra as mulheres é aceitável.

O estudo também adverte de que meninas de 11 anos participam em sessões sexuais através da webcam.

Os autores do estudo achacam estes fenômenos à pornografia facilmente acessível on-line e a que os pais não fazem o suficiente para evitarem que acedam a este tipo de conteúdo. Outros estudos centrados no sexting entre menores e que analisam suas causas ou motivações, ressaltaram os possíveis efeitos da atual cultura audiovisual presente na TV, na música, etc. sobre estes fenômenos de machismo e hipersexualização.

Fonte: Violencia Sexual Digital

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O cyberbullying entre as crianças translada-se aos videogames na Internet

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Um novo estudo da ONG britânica Beatbullying revelou que de 21% de meninos de 8 a 11 anos que sofreram cyberbullying, mais de 1/4 (27%) o padeceram enquanto jogavam on-line. Revelou também que um terço dos pais não monitoram o que seus filhos fazem em Internet. O estudo, baixo o título de Violência Virtual II, elaborou-se a partir de inquéritos a 1.564 meninos do Reino Unido e foi financiado pelo Fundo Nominet.

Detectou-se também que os meninos se expõem de maneira não controlada à tecnologia a cada vez a idades mais temporãs. Quase 2/3 dos meninos de 8 a 11 anos têm seu próprio telemóvel, que usam a esta idade em sua maior parte para jogar (73%). Muitos dispõem também de um PC, uma tablet ou uma consola com conexão a Internet.

Fonte: Riesgos en Internet

Investigação jornalística revela o lado sexual do Habbo, o jogo social on-line para adolescentes

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A popular rede social (e jogo on-line multijogador) Haboo, viu-se envolvida em um escândalo depois de revelar o canal britânico Channel4 o acosso sexual a que se vêem submetidas as meninas em dito meio e os riscos que implica.

Orgías en HabboO site do jogo social on-line mais utilizado pelos adolescente a nível mundial (10 milhões de visitas únicas a cada mês) foi objeto de um estudo por parte de uma jornalista que o utilizou durante dois meses fingindo ser uma preadolescente de 11 anos. Para sua surpresa, a moderação do jogo permitia numerosas interações e batepapos de uma natureza explicitamente sexual e em ocasiões inclusive violenta e ameaçante. A jornalista pôde ver interações sexuais entre outros avatares e recebia constantes petições para ativar sua webcam e despir-se, perguntando se queria vê-los masturbar-se, ou para conversarem por médio de serviços como MSN ou Skype, ou simplesmente dizendo-lhe que a iam seguir a seu quarto no hotel virtual e ter sexo com ela. De 50 vezes que jogou, em todas recebeu este tipo de pedidos. Aliás a jornalista afirmou ter a sensação de que isso era a norma no jogo e que era precisamente ao que iam buscando os jogadores que o utilizavam.

Fonte: Riesgos Internet

Britânico fingia ser adolescente bisexual para se aproximar de meninas na internet

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Um enfermeiro britânico de 39 anos que fingia ser uma adolescente lésbica para se aproximar de meninas na Internet foi condenado a seis anos e oito meses de prisão e vai ser monitorado pelo resto da vida. Ele admitiu ter tido contato na rede social Bebo e depois por MSN com 49 meninas, com idades de 10 a 15 anos, entre 2007 e 2010.

Segundo a acusação manipulava as meninas para que elas se despissem ou fizessem atos sexuais para a câmera, enquanto ele gravava as imagens pelo computador.

“Àquelas que eram ou se tornavam relutantes, ele pedia que se exibissem mais, dizendo que se elas não o fizessem ele mandaria os vídeos que já tinha feito para amigos”, afirmou a promotora Alison Di Rollo.

Segundo as acusações feitas no tribunal, uma das vítimas ficou com tanto medo, que passou a ter tendências suicidas e seu cabelo começou a cair.

“Elas (crianças) podem se comunicar, às vezes por câmera, com estranhos, alguns dos quais escondem sua verdadeira identidade. O risco é que crianças vulneráveis possam acabar em uma posição na qual elas são forçadas a fazer coisas dolorosas e que geram sentimentos de culpa, vergonha, degradação e humilhação” disse a juíza no caso, Rita Rae.

Fonte: BBC BRASIL