Lançamento do livro “Vivendo ESSE mundo digital”

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No próximo dia 16 de maio, no Espaço Cultural João Calvino – Universidade Presbiteriana Mackenzie, terá lugar o lançamento do livro “Vivendo ESSE mundo digital: Impactos na saúde, na educação e nos comportamentos sociais”.

O livro trata as consequências nos níveis educativos, sociais e de saúde do mundo digital e foca-se em certas questões como o sexting, a sextorsão e o grooming, riscos relacionados ao uso da internet e principalmente ao envio de conteúdos próprios de teor sexual. Assim mesmo, centra-se na proteção da privacidade no uso das redes sociais e faz questão do uso seguro das tecnologias da informação e da comunicação.

Conta com a colaboração de Jorge Flores, Diretor e Fundador de TelasAmigas –inciativa pela  promoção do uso seguro e saudável da Internet e o fomento de uma cidadania digital responsável na infância e na adolescência– quem redigiu os capítulos “Sexting, sextorsão e grooming” e “Redes sociais, privacidade, uso seguro da tecnologias de informação e comunicação”.

Junto com o lançamento haverá uma sessão de autógrafos da qual farão parte os organizadores do livro Cristiano Nabuco de Abreu, Evelyn Eisenstein e Susana Graciela Bruno Estefenon.

Data: 16 de maio (quinta-feira) Horário: 18h

Local: Espaço Cultural João Calvino – Universidade Presbiteriana Mackenzie

Endereço: Rua da Consolação, 930, São Paulo / SP.

 

 

A entrada em vigor da Lei “Carolina Dieckmann” estabelece punições específicas para os crimes cibernéticos

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Nesta terça-feira, 2 de abril, entrou em vigor a Lei 12.737/2012, que  considera crime a invasão de sistemas e aparelhos eletrônicos como celulares, computadores ou redes para a obtenção de dados particulares.

Também conhecida como lei “Carolina Dieckmann pelo vazamento de 36 fotos íntimas do correio eletrônico da atriz, foi sancionada em dezembro do ano passado para dar resposta aos novos crimes surgidos no âmbito informático.

A recente lei pune com multa e prisão de três meses a um ano a quem invada dispositivo informático alheio e estabelece uma pena maior caso as informações obtidas sejam comunicações eletrônicas privadas ou segredos comerciais ou industriais, em concreto, de seis meses a dois anos de prisão e multa.

A divulgação, comercialização ou transmissão dos dados ou informações a terceiras pessoas aumenta também a pena, nesse caso de um a dois terços.

A intenção da lei é proteger a privacidade de quem navega na internet, mas não deve ser um instrumento para as pessoas se relaxarem e deixarem seus sistemas sem proteção. O especialista em Direito Eletrônico, Afonso Silva, adverte que “a partir do momento que a pessoa também não se protege, ela fica descoberta da lei federal”.

Além disso, especialistas criticam as penas estabelecidas pela lei assim como a falta de discussão em torno dela.

Fonte: Lei 12.737/2012 e artigo na Globo Especialista em Direito Eletrônico explica Lei Carolina Dieckmann, de 3 de abril de 2013.

Rússia: 450 meninas vítimas de um sextorsionista nas redes sociais

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A polícia de Moscou anunciou na terça-feira ter detido a um homem de 29 anos, suspeito de ter abusado a mais de 450 meninas através de internet, obrigando-as mediante chantagem (sextorsão) a efetuar atos sexuais ante sua câmera web.

Segundo o explicado pela polícia, o acusado entrava em contato nas redes sociais com meninas dentre 8 e 13 anos fazendo-se passar por uma mulher que lhes propunha uma sessão de fotos para uma revista de moda.

Primeiro pedia-lhes despir-se parcialmente ante sua webcam e gravava as cenas, para mais tarde fazer-lhes chantagem, ameaçando-as com publicar as fotos na Internet se não se despiam por completo e realizavam atos obscenos.

Fonte: Violencia Sexual Digital

[Vídeo em espanhol] Sextorsión: una forma de violencia sexual digital

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Noticias acerca da sextorsão em TelasAmigas.

Adolescente francês suicida-se após sextorsão «express» na Chatroulette

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Tudo aconteceu muito rápido. Gauthier, de 18 anos, voltou da escola e começou a falar com uma desconhecida por Internet no serviço de videochat com desconhecidos Chatroulette. Pouco depois, começaram as confidências, a sedução e ambos terminaram se mostrando através da câmera web. Também se fizeram amigos em Facebook. Então, o tom da garota mudou radicalmente; ameaçou o garoto com difundir um vídeo com a captura do sexcasting que acaba de fazer, onde aparecia nu. «Tenho um vídeo pornô teu. Se não me dá 200 euros, destruirei tua vida», lhe escreveu. Em uma semana mais tarde, Gauthier tirou-se a vida.

Este acontecimento lembra a trágica morte de Amanda Todd. Esta canadense de 15 anos foi vítima de ameaças em Internet após que enviasse, pela webcam, a imagem de seus peitos nus a um desconhecido (feito conhecido como flashing). Sua morte provocou um grande impacto na sociedade canadense. «Tinham-nos falado da canadense que se suicidou após ter ensinado seus peitos», contam os pais de Gauthier ao diário Le Parisien. «Canadá está bem longe, achávamos que algo assim não aconteceria nunca aqui. Mas pode-lhe passar a qualquer», acrescentam.

Fonte: Riesgos en Internet

Vídeo íntimo de vereadora espanhola mostra novamente os riscos do sexting

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O escândalo mediático produzido na Espanha pela difusão de um vídeo erótico íntimo gravado pela vereadora da prefeitura espanhola de Los Yébenes, Olvido Hormigos, sacou de novo à luz os perigos deste tipo de gravações e fotografias conhecidas como sexting, tanto para as personagens públicas como para qualquer outra pessoa, especialmente se são menores de idade.

Realizaram-se já vários estudos no mundo sobre o fenômeno do sexting. Assim, o Instituto espanhol de Tecnologias da Comunicação (INTECO) publicou no passado ano o «Guia sobre adolescência e sexting» realizado conjuntamente com PantallasAmigas/TelasAmigas. Os resultados estimavam que um 4% dos menores espanhois dentre 10 e 16 anos se tinham feito a si mesmos fotos ou vídeos em uma postura sexy, enquanto um 8,1% reconhecia ter recebido imagens desta natureza por parte de desconhecidos. Mesmo mais preocupantes são outros dados como os publicados na revista Arquive of Pediatrics & Adolescent Medicine, que estimavam que o 28% dos adolescentes estadunidenses dentre 14 e 19 anos posaram nu e enviaram as imagens através de seus telefones ou e-mails.

O fato de que rostos famosos tenham convertido em popular esta prática, ou que a WWW aloje uma grande quantidade de videos pornográficos amadores protagonizados por pessoas muito jovens, favoreceu que os adolescentes o trivializarem. E é que «é preocupante que entre os menores pareça normal esta atitude». E o é mais por outro problema acrescentado: «O tráfico de fotos de meninos adolescentes, conseguidos por adultos que se fazem passar por menores e os enganam nas redes sociais. Boa parte da pornografía pederasta vem daí».

Alguns outros políticos vítimas públicas do sexting foram Ilse Uyttersprot, prefeita da Bélgica, Anthony Weiner, congressista dos EUA e Karina Bolaños, ministra da Costa Rica.

Jorge Flores, diretor da TelasAmigas, fala sobre o sexting para a TV pública espanhola

Fonte: Riesgos en Internet

Sexting: «Pediu-me que posasse nua em frente à webcam»

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Com 12 anos Beatriz (nome fictício) se refugiou nas redes sociais. A situação em sua casa não era muito boa e os problemas econômicos complicavam a convivência. Ela desfrutava criando novas amizades, com as que compartilhava pensamento, preocupações e risos. “Passava longas horas em frente ao computador batendo papo com uns e outros. Encontrei a uma suposta garota com a que falei muito até que lhe dei meu e-mail. Ela me disse que me ia fazer um casting para uma série de televisão que gostava muito e eu acreditei”, recorda. “Então pediu-me que me mostrasse adiante da webcam E eu fiz-o. “Ao princípio estava com roupa e depois, pediu-me que me fosse despindo até que lhe mostrei o peito quase sem me dar conta. Neguei-me quando me pediu mais”.

Esta negativa não gostou a sua interlocutora, quem a começou a ameaçar: “Disse-me que repartiria fotos e vídeos meus por toda a rede se me negava a lhe mostrar todo o corpo nu, e que iria a por minha família. Ao final, cedi a suas chantagens por medo. Até que em um dia decidi apagar o Messenger e deixar de lado o computador”. Disso faz já quatro anos.

Com mal 12 anos, Beatriz experimentou em primeira pessoa (como muitas outras garotas e garotos) os perigos do sexting (envio de imagens de conteúdo sexual autoproduzido e enviado através de uma mensagem de celular ou de Internet). “O problema é que os adolescentes não vêem nada mau nisso e, no entanto, pode ter consequências muito sérias”, explicam desde TelasAmigas, iniciativa para a promoção do uso seguro das novas tecnologias.

Onde pode terminar essa imagem? “Encontramo-las em computadores de pederastas, ou no portátil de um vizinho que começa a lhe pedir dinheiro em troca de não lhes o dizer a seus pais (sextorsão)”, assinalam fontes policiais.

O sexting é um problema “sério e difícil de combater porque os jovens não são conscientes até que sofrem as consequências”, assinala Araiz Zalduegi, educadora da organização TelasAmigas, quem faz questão de sua extensão “não generalizada, embora sim importante”, segundo confirmam múltiplos estudos. No entanto no Brasil, casos como o de Beatriz sim parecem ser comuns.

Fonte: Sexting.wordpress.com

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Suspeito pela sextorsão a Carolina Dieckmann é menor de idade

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Entre os responsáveis por invadirem o site da Cetesb e divulgarem fotos íntimas da atriz Carolina Dieckmann, que segundo as investigações são do interior de Minas Gerais e São Paulo, acha-se um menor de idade quem seria o responsável por pedir R$ 10 mil para que as fotos não fossem publicadas.

Uma varredura no computador de Carolina constatou que foram roubados 60 arquivos dela. De acordo com o advogado dela, Carolina disse que não sabia que as fotos íntimas estavam no computador que ela mandou para o conserto.

De acordo com o advogado, Carolina havia procurado a polícia antes da publicação das fotos, que orientou a não divulgar a chantagem e a responder aos e-mails para montar uma emboscada. Entretanto, o chantagista enviou as fotos para dois sites pornográficos na Inglaterra e nos EUA, que publicaram as imagens. Em 15 deste mês tambem foram publicadas no site público da CETESB, substituindo a página de início.

O advogado da atriz notificou o Google para bloquear a busca por essas fotos e conseguiu que os sites pornográficos que inicialmente a publicaram, as retirassem do ar.

A atriz tambem viu no mesmo caso creakeada a sua conta na rede social Twitter.

Fonte: R7

Britânico fingia ser adolescente bisexual para se aproximar de meninas na internet

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Um enfermeiro britânico de 39 anos que fingia ser uma adolescente lésbica para se aproximar de meninas na Internet foi condenado a seis anos e oito meses de prisão e vai ser monitorado pelo resto da vida. Ele admitiu ter tido contato na rede social Bebo e depois por MSN com 49 meninas, com idades de 10 a 15 anos, entre 2007 e 2010.

Segundo a acusação manipulava as meninas para que elas se despissem ou fizessem atos sexuais para a câmera, enquanto ele gravava as imagens pelo computador.

“Àquelas que eram ou se tornavam relutantes, ele pedia que se exibissem mais, dizendo que se elas não o fizessem ele mandaria os vídeos que já tinha feito para amigos”, afirmou a promotora Alison Di Rollo.

Segundo as acusações feitas no tribunal, uma das vítimas ficou com tanto medo, que passou a ter tendências suicidas e seu cabelo começou a cair.

“Elas (crianças) podem se comunicar, às vezes por câmera, com estranhos, alguns dos quais escondem sua verdadeira identidade. O risco é que crianças vulneráveis possam acabar em uma posição na qual elas são forçadas a fazer coisas dolorosas e que geram sentimentos de culpa, vergonha, degradação e humilhação” disse a juíza no caso, Rita Rae.

Fonte: BBC BRASIL