Plano de formação nacional em Portugal sobre dependências na Internet e outras TIC

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O português Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil (CADIN) vai desenvolver um projeto de formação de educadores para alertar para os perigos da utilização da Internet e ensinar a usar de forma adequada as novas tecnologias. Este projeto tem estado a ser desenvolvido há cerca de um ano numa dezena de escolas da região de Lisboa e Vale do Tejo e que, agora, o objetivo é torná-lo nacional.

Os psiquiatras do centro têm já vários casos de doentes com dependência das redes sociais, que chegam a passar 12 horas diárias on-line: “mesmo nas redes sociais que podem parecer mais inofensivas do ponto de vista da proteção da privacidade e dos riscos de pedofilia há aspetos complicados relacionados com o que é a essência de dependência”, sublinharam.

“Há também casos de alterações de ritmos de sono e vigília decorrentes desta adição. No caso do jogo on-line, por exemplo, esses ritmos podem ser completamente pervertidos quando se joga com parceiros de outros continentes”, exemplificou o responsável do CADIN quem indica até que já teve casos de jovens que dormem com o telemóvel ou com o tablet, com medo de que “qualquer coisa aconteça sem que estejam ligados”.

Recomendam que em casa, o computador deve estar à vista de todos e a criança que joga ou navega na Internet deve estar acompanhada de um adulto.

Para os psiquiatras, a questão da dependência e adição deve ser sempre vista e tratada em conjunto com a patologia mental. Mesmo sendo uma dependência sem substância (como o caso do jogo, da Internet ou das compras), é uma situação em que há um desejo de conseguir uma recompensa imediata e uma incapacidade de controlar esse comportamento. Sublinham assim a importância de tratar a patologia associada aos consumos aditivos, de forma a evitar recaídas ou transferência para outras dependências.

Fonte: RTP

A difusão humilhante de imagens é a forma de cyberbullying que mais dano faz

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Segundo um inquérito on-line realizado entre alunos de colégios alemães pelo instituto IKG da Universidade de Bielefeld, aproximadamente a metade das vítimas do cyberbullying sentiram-se muito molestas pela distribuição de fotos humilhantes. O estudo, dirigido pelo Dr. Peter Sitzer e Julia Marth buscava descrever as diversas feições do cyberbullying na Alemanha.

Um de seus achados foi determinar que algumas formas do cyberbullying produzem na vítima piores consequências que outras, como é o caso das fotos e vídeos distribuídos pelos ciberabusadores para ridiculizarem ou humilharem a vítima. Os autores do estudo explicam que esta forma do cyberbullying é especialmente difícil de controlar porque as imagens digitais podem ser reproduzidas e distribuídas um número ilimitado de vezes e assim chegarem a um público também potencialmente ilimitado. Outros tipos de cyberabuso como o tratamento insultante, desprezativo ou ameaçante só foi percebido como muito molesto por um quarto dos estudantes entrevistados.

Por outro lado o estudo revela que as estudantes alemãs sofrem também um tipo de cyberacosso sexual pelo qual, contra seu desejo, são requeridas insistentemente para falarem on-line sobre sexo, comummente por gente que conhecem pouco ou nada.

Os estudantes também reconhecem no inquérito que a forma mais comum na que cyberagridem outros é mediante insultos, ridiculização ou ameaças. A difamação e o cyberacosso com contações sexuais também são frequentes. Também revela o estudo que há mais escolares que dizem ter reenviado fotos e vídeos de outros dos que sabem que ditas imagens humilhantes deles estão circulando.

Os pesquisadores aconselham tomar medidas firmes quando se produzem estes casos: segundo mostra o inquérito mais da metade dos cyberbullies reconheceram que seus ataques não lhes tinham suposto nenhuma consequência negativa para eles.

Fonte: Riesgos en Internet

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