Hipersexualização de menores: meninas de só 11 anos participam em sessões de cybersexo via webcam

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A ONG britânica Family Lives publicou ontem um relatório sobre sexualização e hipermasculinidade dos meninos. Este estudo indica entre outros dados que existe uma tendência em crescimento de violações entre meninos.

Os meninos varões, segundo o estudo, percebem que as meninas com pouca roupa merecem ser violadas, e que a violência contra as mulheres é aceitável.

O estudo também adverte de que meninas de 11 anos participam em sessões sexuais através da webcam.

Os autores do estudo achacam estes fenômenos à pornografia facilmente acessível on-line e a que os pais não fazem o suficiente para evitarem que acedam a este tipo de conteúdo. Outros estudos centrados no sexting entre menores e que analisam suas causas ou motivações, ressaltaram os possíveis efeitos da atual cultura audiovisual presente na TV, na música, etc. sobre estes fenômenos de machismo e hipersexualização.

Fonte: Violencia Sexual Digital

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Sexting: «Pediu-me que posasse nua em frente à webcam»

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Com 12 anos Beatriz (nome fictício) se refugiou nas redes sociais. A situação em sua casa não era muito boa e os problemas econômicos complicavam a convivência. Ela desfrutava criando novas amizades, com as que compartilhava pensamento, preocupações e risos. “Passava longas horas em frente ao computador batendo papo com uns e outros. Encontrei a uma suposta garota com a que falei muito até que lhe dei meu e-mail. Ela me disse que me ia fazer um casting para uma série de televisão que gostava muito e eu acreditei”, recorda. “Então pediu-me que me mostrasse adiante da webcam E eu fiz-o. “Ao princípio estava com roupa e depois, pediu-me que me fosse despindo até que lhe mostrei o peito quase sem me dar conta. Neguei-me quando me pediu mais”.

Esta negativa não gostou a sua interlocutora, quem a começou a ameaçar: “Disse-me que repartiria fotos e vídeos meus por toda a rede se me negava a lhe mostrar todo o corpo nu, e que iria a por minha família. Ao final, cedi a suas chantagens por medo. Até que em um dia decidi apagar o Messenger e deixar de lado o computador”. Disso faz já quatro anos.

Com mal 12 anos, Beatriz experimentou em primeira pessoa (como muitas outras garotas e garotos) os perigos do sexting (envio de imagens de conteúdo sexual autoproduzido e enviado através de uma mensagem de celular ou de Internet). “O problema é que os adolescentes não vêem nada mau nisso e, no entanto, pode ter consequências muito sérias”, explicam desde TelasAmigas, iniciativa para a promoção do uso seguro das novas tecnologias.

Onde pode terminar essa imagem? “Encontramo-las em computadores de pederastas, ou no portátil de um vizinho que começa a lhe pedir dinheiro em troca de não lhes o dizer a seus pais (sextorsão)”, assinalam fontes policiais.

O sexting é um problema “sério e difícil de combater porque os jovens não são conscientes até que sofrem as consequências”, assinala Araiz Zalduegi, educadora da organização TelasAmigas, quem faz questão de sua extensão “não generalizada, embora sim importante”, segundo confirmam múltiplos estudos. No entanto no Brasil, casos como o de Beatriz sim parecem ser comuns.

Fonte: Sexting.wordpress.com

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Investigação jornalística revela o lado sexual do Habbo, o jogo social on-line para adolescentes

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A popular rede social (e jogo on-line multijogador) Haboo, viu-se envolvida em um escândalo depois de revelar o canal britânico Channel4 o acosso sexual a que se vêem submetidas as meninas em dito meio e os riscos que implica.

Orgías en HabboO site do jogo social on-line mais utilizado pelos adolescente a nível mundial (10 milhões de visitas únicas a cada mês) foi objeto de um estudo por parte de uma jornalista que o utilizou durante dois meses fingindo ser uma preadolescente de 11 anos. Para sua surpresa, a moderação do jogo permitia numerosas interações e batepapos de uma natureza explicitamente sexual e em ocasiões inclusive violenta e ameaçante. A jornalista pôde ver interações sexuais entre outros avatares e recebia constantes petições para ativar sua webcam e despir-se, perguntando se queria vê-los masturbar-se, ou para conversarem por médio de serviços como MSN ou Skype, ou simplesmente dizendo-lhe que a iam seguir a seu quarto no hotel virtual e ter sexo com ela. De 50 vezes que jogou, em todas recebeu este tipo de pedidos. Aliás a jornalista afirmou ter a sensação de que isso era a norma no jogo e que era precisamente ao que iam buscando os jogadores que o utilizavam.

Fonte: Riesgos Internet

Britânico fingia ser adolescente bisexual para se aproximar de meninas na internet

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Um enfermeiro britânico de 39 anos que fingia ser uma adolescente lésbica para se aproximar de meninas na Internet foi condenado a seis anos e oito meses de prisão e vai ser monitorado pelo resto da vida. Ele admitiu ter tido contato na rede social Bebo e depois por MSN com 49 meninas, com idades de 10 a 15 anos, entre 2007 e 2010.

Segundo a acusação manipulava as meninas para que elas se despissem ou fizessem atos sexuais para a câmera, enquanto ele gravava as imagens pelo computador.

“Àquelas que eram ou se tornavam relutantes, ele pedia que se exibissem mais, dizendo que se elas não o fizessem ele mandaria os vídeos que já tinha feito para amigos”, afirmou a promotora Alison Di Rollo.

Segundo as acusações feitas no tribunal, uma das vítimas ficou com tanto medo, que passou a ter tendências suicidas e seu cabelo começou a cair.

“Elas (crianças) podem se comunicar, às vezes por câmera, com estranhos, alguns dos quais escondem sua verdadeira identidade. O risco é que crianças vulneráveis possam acabar em uma posição na qual elas são forçadas a fazer coisas dolorosas e que geram sentimentos de culpa, vergonha, degradação e humilhação” disse a juíza no caso, Rita Rae.

Fonte: BBC BRASIL

90% das meninas brasileiras recebem pedidos para fazer sexting pela webcam

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Enquete realizada no site CAPRICHO.com.br comprova que as adolescentes brasileiras expõem mais na internet que na vida real:

  • 25% delas já abriu a webcam para quem não conhecia pessoalmente.
  • 34,25% expõe informações como nome do colégio e membros da família.
  • 20% delas já deram o número de telefone para esses amigos virtuais.
  • Mais de 90% das meninas já receberam um pedido para mostrar-se sem roupa na webcam.

Fonte: CAPRICHO.

Pesquisa sobre a exposição das adolescentes brasileiras na Internet

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Enquete realizada no site CAPRICHO.com.br comprova que as adolescentes brasileiras expõem suas vidas sem medo nas mídias digitais:

  • Mais de 78% das adolescentes tem amigos na Internet que não conhecem pessoalmente.
  • Quase 50% delas tem de 1 a 5 amigos virtuais.
  • Mais da metade das garotas encontrou ou tem vontade de encontrar alguém que conheceu online.
  • 25% delas já abriu a webcam para quem não conhecia pessoalmente.
  • 44,42% das adolescentes entrevistadas já se apaixonaram por alguém que conheceram na Internet e mais de 17% se iludiram também com esses amigos.
  • 20% delas já deram o número de telefone para esses amigos virtuais.
  • 61,75% adicionam qualquer pessoa no MSN ou Facebook mesmo sem conhecê-la.

Fonte: CAPRICHO.

Sexting: mais de 25 mil usuários assitiram na Twitcam a jogos sexuais de casal adolescente

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Por volta da meia noite de 24 de julho, um adolescente de 16 anos e sua namorada de 14, começaram a praticar a nova moda do Sexting na Twitcam – TV ao vivo do Twitter. Por alguns minutos, mais de 25 mil usuários do microblog puderam assistir à garota ser molestada de forma consensual.

Enquanto se anunciava que a polícia ia investigar o adolescente, ele criou outra conta no twitter com acréscimo de uma letra e abriu novamente sua twitcam. A garota respondia algumas perguntas da legião dos adolescentes que correram para a Twitcam da nova conta do adolescente, transformado em mito da noite para o dia. Na rede é assim, num clique se apaga uma conta e num outro se cria uma nova.

Fonte: GLOBAL VOICES