Quase todas as fotos e vídeos de sexting acabam em sites de pornografia

Desde TelasAmigas levamos advertindo desde abril de 2009 do surgimento da perigosa mania do sexting e de seus riscos associados, alguns diretamente relacionados com sua difusão sem controle em Internet. Segundo se deu a conhecer nesta passada segunda-feira, um estudo da Internet Watch Foundation (IWF) comprovou que o 88% das imagens e vídeos de tipo erótico ou sexual autoproduzidas por jovens e publicadas na WWW (especialmente nas redes sociais e sites dedicados a emissões de webcam), são captadas e republicadas sem permissão em outros sites, especificamente em sites pornô.

SextingO estudo observou a intervalos durante quatro semanas (no passado mês de setembro) as imagens e vídeos sexuais que publicavam meninos e jovens em determinados sites (68), contabilizando 12.224 peças em 47 horas (260 por hora, em media). Rastrearam as imagens e observaram que a maioria (88%) eram depois republicadas no que denominaram sites parasitos criados com o objetivo concreto de mostrar imagens de sexting de gente jovem.

A fundação encarregada do estudo, criada em 1996 por empresas britânicas do setor de Internet, advertiu dos perigos de que menores e jovens enviem ou publiquem sexting, já que uma vez que a imagem está disponível em formato digital escapa de seu controle para sempre. Embora o autor ou autora da imagem a apagar da página onde a publicou originalmente, uma vez que foi copiada e redifundida por sites pornô que se nutrem delas, faz-se virtualmente impossível a eliminar completamente da Rede, pois de um destes sites passa a dezenas de outros similares, a blogs, e a discos duros de milhares de usuários de todo mundo. «Os jovens têm que se dar conta de que uma vez que uma foto ou um vídeo está on-line, pode que nunca sejam capazes da eliminar de vez de Internet», advertiram.

Paralelamente a advertir sobre onde acabam estas fotos e vídeos, o estudo dá uma aproximação da quantidade desmedida de material deste tipo que os jovens publicam a cada dia em Internet, e da crescente presença de vídeos entre o material de sexting publicado (41% em sua mostra). Os responsáveis pelo estudo não se mostraram surpreendidos pela quantidade de material publicado mas sim pelo grande número de sites que se alimentam deste sexting.

A IWF publicou também declarações de garotos cujas vidas foram devastadas por causa de fotos e vídeos de sexting que acabaram na Rede, inclusive sem que os protagonistas as tivessem decidido publicar. Entre os casos que reproduzem há alguns derivados de roubos de telemóveis e não são raras as depressões graves e mesmo as tentativas de suicídio (como no trágico caso de Amanda Todd). Por exemplo, uma garota teve que suportar na escola bullying e comentários lascivos de pessoas que não conhecia porque a tinham reconhecido por uma foto erótica na Rede.

Máis informação

Fontes: The Guardian e TelasAmigas vía Sexting.es.

Pesquisa sobre a relação entre cyberbullying e suicídio em adolescentes

Coincidindo quase no tempo com o caso de Amanda Todd, acaba de apresentar-se um estudo na conferência anual da American Academy of Pediatrics que analisa 41 casos de menores de 13 a 18 anos de EUA., Canadá, Reino Unido e Austrália que cometeram suicídio depois de sofrer cyberbullying. O estudo indica que a maioria destes adolescentes sofria bullying tanto dentro como fora da Rede.

Um 24% dos adolescentes eram vítimas de bullying homofóbico, declarando-se a metade deles abertamente homossexual e a outra metade como heterossexual ou sem preferência sexual definida.

Também detectaram um aumento do número de suicídios deste tipo nos últimos anos (2011 e 2012).

Ao 32% tinham-lhe detectado transtorno do estado de ânimo e a um 15% adicional tinha-se-lhe detectado em concreto depressão.

O estudo conclui que embora o cyberbullying estar presente em muitos destes casos, quase sempre existem outros fatores como o bullying cara-a-cara ou doença mental.

Fonte: Science 2.0 vía Ciberbullying.com.

O sexting é algo normalizado entre os jovens da «geração Internet»

Segundo um estudo dado a conhecer pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, a prática do sexting pode ser algo normal entre os que cresceram com Internet e outras tecnologias digitais, e uma prática «saudável» dos relacionamentos modernos.

O estudo, que é o primeiro em focar sobre o impacto do sexting na saúde, foi efetuado sobre 3.447 mulheres e homens de 18 a 24 anos (jovens adultos) e descartou que nestas idades exista relacionamento do sexting com comportamentos sexuais arriscados ou com problemas psicológicos. Os autores do estudo advertem de que as histórias negativas em torno do sexting costumam se dar entre adolescentes e preadolescentes, um grupo mais jovem que o que analisaram neste estudo.

O estudo revelou também que quase a metade dos participantes realizavam sexting, maioritariamente de tipo recíproco (receber e também enviar sexting).

Entre os problemas cujo relacionamento com o sexting se pretendia analisar —dentro do contexto do impacto da tecnologia sobre a sexualidade e a saúde— figuravam: o sexo sem proteção, a depressão, a ansiedade e a baixa auto-estima.

O estudo foi produzido conjuntamente pelo Laboratório de Sexualidade e Saúde e o Centro de Investigação para a Prevenção, ambos parte da Escola de Saúde Pública da Universidade de Michigan, e será publicado proximamente no Journal of Adolescent Health.

Fonte: Riesgos en Internet

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