Vídeo íntimo de vereadora espanhola mostra novamente os riscos do sexting

O escândalo mediático produzido na Espanha pela difusão de um vídeo erótico íntimo gravado pela vereadora da prefeitura espanhola de Los Yébenes, Olvido Hormigos, sacou de novo à luz os perigos deste tipo de gravações e fotografias conhecidas como sexting, tanto para as personagens públicas como para qualquer outra pessoa, especialmente se são menores de idade.

Realizaram-se já vários estudos no mundo sobre o fenômeno do sexting. Assim, o Instituto espanhol de Tecnologias da Comunicação (INTECO) publicou no passado ano o «Guia sobre adolescência e sexting» realizado conjuntamente com PantallasAmigas/TelasAmigas. Os resultados estimavam que um 4% dos menores espanhois dentre 10 e 16 anos se tinham feito a si mesmos fotos ou vídeos em uma postura sexy, enquanto um 8,1% reconhecia ter recebido imagens desta natureza por parte de desconhecidos. Mesmo mais preocupantes são outros dados como os publicados na revista Arquive of Pediatrics & Adolescent Medicine, que estimavam que o 28% dos adolescentes estadunidenses dentre 14 e 19 anos posaram nu e enviaram as imagens através de seus telefones ou e-mails.

O fato de que rostos famosos tenham convertido em popular esta prática, ou que a WWW aloje uma grande quantidade de videos pornográficos amadores protagonizados por pessoas muito jovens, favoreceu que os adolescentes o trivializarem. E é que «é preocupante que entre os menores pareça normal esta atitude». E o é mais por outro problema acrescentado: «O tráfico de fotos de meninos adolescentes, conseguidos por adultos que se fazem passar por menores e os enganam nas redes sociais. Boa parte da pornografía pederasta vem daí».

Alguns outros políticos vítimas públicas do sexting foram Ilse Uyttersprot, prefeita da Bélgica, Anthony Weiner, congressista dos EUA e Karina Bolaños, ministra da Costa Rica.

Jorge Flores, diretor da TelasAmigas, fala sobre o sexting para a TV pública espanhola

Fonte: Riesgos en Internet

27% dos usuários de celulares armazenam senhas no aparelho

Smartphones armazenam uma grande quantidade de dados pessoais valiosos, fotos, vídeos, e-mail, textos, dados de aplicativos, localizações de GPS e hábitos de navegação na internet, que está cada vez mais caindo nas mãos dos anunciantes, fabricantes de aplicativos, policiais e bandidos.

Uma pesquisa publicada recentemente pela por pesquisadores de leis da Universidade da Califórnia, em Berkeley, sugere que também há uma significativa desconexão entre a percepção de muitas pessoas da segurança e privacidade dos dados em seus smartphones e a realidade.

Alguns dos preocupantes dados da pesquisa:

  • 75% armazenam fotos ou vídeos no celular.
  • 27% gardam passwords de sites que visitam com o seu smartphone.
  • 24% gardam nel informações acerca de onde se encontram ou onde estiveram.

A maioria das pessoas entrevistadas para o estudo disseram acreditar que a policia precisa de permissão especial para acessar informações em um telefone. Na verdade, a polícia pode adivinhar uma senha para desbloquear um aparelho confiscado e pode representar o proprietário do telefone, enviando textos, se o telefone está desbloqueado. Nenhuma das atividades foi impedida pelos tribunais.

Os autores do estudo concluem que é precisso as autoridades presionarem mais duramente as empresas para evitar recolhida excessiva de informação pessoal de clientes e usuários.

Fonte: SSRN via Technology Review.